Autonomia

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  ▪Berta▪

O dia estava muito quente, limpava constantemente o suor das palmas das mãos no vestido, as cartas não pareciam ter fim, era como se a cada uma que eu le-se e respondesse outras duas fossem adicionadas ao monte das ainda lacradas.
Eu sempre amei ler e escrever mas especialmente naquele dia estava exausta, vencida pelo calor. Levanto da mesa me direcionando para uma das janela no cômodo, a vista do jardim me dava paz.
Sr. Edwins anuncia sua chegada com 3 batidas na porta.

-Entre -Digo.

Ele esquiva a porta com cautela e me lança um longo sorriso, em seus braços cansados carrega um pesado pacote com mais cartas, todas endereçadas à coroa.

-Desde que os houve aquelas transferências de cargos meses atrás as cartas mais do que dobraram princesa - Diz ele com voz trêmula colocando a pilha de cartas sobre a mesa.

-Queria tratar disso com o senhor, quase todas que eu já li são comentários elogiosos de vassalos do reino, gostam da autonomia dada pela coroa.

-Pelo menos tem alguém gostando das mudanças, o povo faz filas e filas todo dia para fazer reclamações desde que essa tal autonomia vem ocorrendo.

-Você acha que os outros nobres estão utilizando dessa autonomia para explorar mais a população?

Ele sorri pra mim com um ar de "não é óbvio?"

-Entendi, talvez devemos tratar disso com Benin e propor alguma mudança que não desagradar tanto a população...

-E quem liga pro agrado ou nao da população - Ele me interrompe- devemos nos preocupar com os nobres, eles têm exércitos, já a população não tem nem carroças.

-Meu pai sempre disse que população insatisfeita é o maior perigo para o império e eu sempre honrarei suas palavras.

Ele sorri pra mim com um olhar cansado

-A Majestade está correta, seu pai foi um excelente rei.

De fato foi, o melhor que os reinos ja viram.
Sr. Edwins foi mão direita meu pai quando era vivo, quando Benin assumiu a coroa ele deu a mim este cargo e agora Edwins me ajuda e aconselha sempre, sou muito grata a ele.

-Especialmente hoje a fila para tratar com o rei está imensa - Ele comenta.

-Onde está Benin?

-Eu não sei, você o conhece e sabe como seu irmão não tem juízo algum.

Eu amo Benin como jamais amei alguém na vida mas preciso reconhecer que de fato ele é pouco juizado.

-Eu vou procurar por ele.

Eu sei muito bem onde ele está.

Peço licença e me retiro do cômodo, caminho pelos longos e silencioso corredores do castelo, é tudo tão grande e luxuoso para tão poucas pessoas.
Depois de alguns minutos chego ao corredor dos quartos onde já na entrada é possível ouvir ouvir alguns ruídos, aproximo meu ouvido na porta do quarto do meu irmão e confirmo a suspeita com o baruto da madeira da cama batendo contra a parede.
Dou três toques na porta.

-Sou eu Berta.

Um breve silêncio e ele responde.

-Entra.

Ele nem se da o trabalho de trancar a porta.
Entro pelo espaçoso quarto fechando a porta logo atrás de mim, a cena em que me encontro não é nada agradável mas bastante trivial.
Ele está sentado na cama nu e com uma mulher nua em seu colo, ela abaixa o corpo para que eu ele pudéssemos ter contato visual, ele está extremamente confortável com a situação e eu por já presenciar isso fatídica vezes também estou.

Naabot mo na ang dulo ng mga na-publish na parte.

⏰ Huling update: Sep 02, 2019 ⏰

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