Prólogo

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A Lenda das Lágrimas do Dragão

Antes dos mares, antes das estrelas e antes mesmo do tempo ser contado, existia apenas o vazio.

Dizem os antigos que, quando o universo era formado por apenas duas dimensões, uma fenda se abriu nos céus. Dela surgiu um jovem dragão vindo da Dimensão da Luz.

O dragão possuía um dom tão belo quanto triste.

Suas lágrimas eram capazes de criar vida.

Conta a lenda que, ao contemplar a imensidão vazia ao seu redor, ele sentiu-se sozinho. Então chorou.

Onde suas lágrimas tocaram o vazio, estrelas nasceram. Outras deram origem aos mares, aos rios e às florestas.

Assim surgiu o primeiro mundo.

Ao contemplar sua criação, o dragão deu-lhe um nome:

Morat.

Mas, mesmo cercado por tanta beleza, seu coração ainda carregava a solidão.

Então ele caminhou até a beira do mar e voltou a chorar.

As águas se agitaram e os ventos dançaram sobre as ondas. Desses elementos nasceu uma mulher de cabelos escuros e olhos tão azuis quanto o oceano.

Seu nome era Nadir.

Nadir encontrou uma ilha e, das águas e dos ventos, moldou seus descendentes.

Assim nasceu Vetric, a terra dos controladores da água e do vento.

Ao ver Nadir, o dragão conheceu o amor pela primeira vez.

Desejando criar outro ser semelhante a ela, voou até uma montanha e derramou novas lágrimas.

O fogo emergiu das profundezas da terra e se uniu ao magma. Dessa união nasceu Aramis.

Aramis moldou seus descendentes a partir da própria terra e das chamas.

Assim nasceu Isati, a terra dos controladores do fogo e da terra.

Por um tempo, o dragão acreditou que sua criação estava completa.

Mas, ao erguer os olhos para o céu, uma última lágrima escorreu por seu rosto.

Conta a lenda que essa lágrima alcançou as estrelas e fez uma delas cair sobre Morat.

Do coração da estrela surgiu uma mulher iluminada.

Seus cabelos eram tão brancos quanto a luz do luar, e seus olhos brilhavam em tons de violeta como as auroras celestes.

Seu nome era Siv.

Da estrela que a trouxe ao mundo, Siv moldou seus descendentes.

Assim nasceu Atma, a terra dos controladores do espírito.

Quando contemplou Nadir, Aramis e Siv, juntamente com seus povos, o dragão finalmente acreditou que sua obra estava concluída.

Então desapareceu.

Mas antes de partir, deixou para trás três artefatos sagrados, confiados às três nações.

Até hoje, os sábios discutem o paradeiro do Dragão das Lágrimas.

Alguns acreditam que ele morreu.

Outros dizem que apenas adormeceu.

Mas todos concordam em uma coisa:

Enquanto suas lágrimas existirem em Morat, sua história jamais será esquecida.

Os Elementais : As Lágrimas do DragãoStories to obsess over. Discover now