Em uma terra longínqua, onde os vales verdes predominam juntamente com um rio de águas claras, que serpenteia entre as colinas onde se perdem no horizonte, um pequeno fazendeiro chamado Florisvaldo, vivia alegremente com seus diversos tipos de animais e plantas. Casado com uma senhora baixinha, de cabelos grisalhos e com linhas de expressão totalmente a vista, suas mãos refletiam anos de trabalho duro, mas feliz. Um casal simples, mas com muita bondade no coração. O Sr. Flores e a Dona Adolfa eram exemplo de que a felicidade mora nas coisas mais simples da vida.
Em seu quintal, haviam dispersos vários cercados onde viviam todos os tipos de animais. De ovelhas pardas ao gado alvo, de pássaros livres aos gansos negros e barulhentos em um lago verde-esmeralda que refletia a luz do sol, havia um cercado que se destacava, e é neste simples cercado, nosso humilde e alegre galinheiro, onde começa nossa fantástica aventura.
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Tudo começou quando uma singela galinha, chamada Maura, botou seis ovos. O galo, dono do pedaço, era um tremendo cafajeste, fecundou dona Maura e a abandonou em seu tempo de gestante.
Vinte e um dias depois, nasceram seus amáveis e fofinhos pintinhos. Mas o foco dessa narrativa é apenas um deles.
A vida de Chu começou quando era apenas uma galinha-adolescente, quando foi brutalmente assediada por seu irmão, chamado Micael. Cansada dos abusos, opressões e xingamentos, a pobre e infeliz resolve contar todos os absurdos a sua doce mãe.
- Chu, você é tão linda! Não deve sair por aí contando mentiras. O que o poleiro vai dizer se acreditar em tamanha calúnia? - disse a galinha em resposta, enquanto chocava mais ovos.
Revoltada e desgostosa, Chu resolveu se queixar com o patriarca do lugar, o Galo Chefe, que disse:
- Garota, vá botar ovos! Você não pode sair inventando histórias e esperar que as pessoas acreditem em você.
Talvez não há saída, pensou, abatida. Totalmente sorumbática, voltou ao seu canto junto a mãe, e ali, adormeceu.
Sonhou que voava num céu azul-claro e limpo. Os raios do sol iluminavam seu rosto, a brisa morna balançava com leveza suas penas brancas. Enquanto movimentava as asas, sentia seu coração pulsar fortemente dentro do peito. Daquele modo, era totalmente feliz.
Antes de aparecerem os primeiros raios de sol, ela acordou assustada, com Micael fitando-a de um jeito psicodélico. Como se falasse "lá vou eu de novo..." aproximou-se devagar, e, mais uma vez, Chu havia sido sexualmente violentada.
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Chu, a galinha aventureira
FantasyExemplo de superação. Nesta obra, descubra as aventuras de uma galinha que, desinibida, apronta diversas peripécias. Sorria junto, chore junto, se emocione junto.
