Era um dia frio e chuvoso. Meu primeiro dia naquele lugar que eu jamais imaginaria estar.
Afinal, não estudei pra ser uma simples recepcionista. Como as coisas estão difíceis ultimamente, não tive escolha, precisei aceitar a primeira oportunidade que apareceu.
Estava um pouco ansiosa, não sabia como eram aquelas pessoas, com quem iria me relacionar. A única coisa que sabia era que aquele primeiro dia seria longo.
Chego no endereço que me informaram por e-mail, é um prédio no centro da cidade. Chove muito. Entro correndo e vou até o balcão de recepção, pego um crachá provisório e vou até os elevadores. Algumas pessoas estão por ali, olho o meu relógio de pulso e são 08:35, um pouco cedo mas, prefiro ser um pouco adiantada.
O elevador chega. Noto que as pessoas não olham umas pras outras, penso que deve ser típico de Curitibano. Chega no andar que devo ficar, o 13°. Logo me vem à mente que gosto do número 13, talvez me dê sorte.
Olho no papel que imprimi as instruções do primeiro dia, devo ir até a sala 1305, me dirijo até la, passo as mãos pelo cabelo pra garantir que está no lugar. A porta está entre aberta, escuto dois homens conversando, estão falando sobre trabalho. Dou uma leve batida e logo sou notada. Me convidam a entrar. Quando entro vejo um homem atrás de uma mesa, elegantemente vestido de terno, barba bem feita e um perfume que invade o ambiente, e do outro lado, um outro não tão bem vestido, mais despojado e com uma cara não tão de bom dia.
- Bom dia! - digo
- Bom dia! O homem atrás da mesa responde.
Espero que o outro diga algo, mas só me olha de cima em baixo, se despede do outro e sai da sala.
- Meu nome é Ana... Ana Flávia, sou a nova recepcionista.
- Seja bem vida Ana Flávia. Diz o homem que ainda não sei nome - Vou pedir pra que minha secretária leve você até seu posto e lhe diga oque deve fazer.
- Muito obrigada! Sr...
- Eric... Meu nome é Eric.
- Obrigada Sr Eric. Excelente dia.
Uma moça loira muito bonita chega pra me acompanhar. Andamos por vários corredores, vejo várias salas com pessoas muito bem arrumadas e imagino que não esteja tão bem vestida assim. - Preciso fazer algumas compras - penso.
Logo chegamos a sala que vou ficar. Tem uma mesa em L, um computador, telefone e agendas. Uma porta ao lado com uma placa indica que vou ser recepcionista do Dr. Felipe Castello.
Alana, que fez o tour comigo, me dá algumas informações de como devo trabalhar é me portar e me deixa ali.
Começo a folhear as agendas quando escuto passo vindo em direção a sala, não demora muito o rapaz, que estava conversando com o Sr Eric entra.
- Cadê o Dr Felipe? - Pergunta sem educação alguma.
- Por gentileza, como se chama? - Questiono em tom de ironia.
- Daniel. - Responde.
- Pois bem, Daniel. Acabo de chegar nessa empresa, acabei de ser apresentada ao meu local de trabalho, como você deve ter notado. Portanto, ainda não sei onde está o Dr Felipe, você já viu na sala dele?
Com um olhar de quem quer me estrangular, o tal do Daniel solta um suspiro que imagino ser de raiva e bate a porta do Dr. Felipe, ele entra e eu caio sentada na cadeira, imaginando que meus dias convivendo com esse ser não seriam nada fáceis. Pois, desde o primeiro olhar na sala do Dr Eric, não fomos um com a cara do outro.
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Pra sempre comigo
ChickLitUma mulher cheia de feridas que a vida lhe deu. Um homem em busca da sua alma gêmea. Os dois sendo com água e vinho. A antipatia um pelo outro logo no primeiro olhar. O que eles não esperavam era o que o destino havia reservado. Amigos? Talvez. Ou...
