O início de uma vida e o fim de outra

127 10 0
                                        

11 de maio de 1974

Derry/ Maine/ Estados Unidos

Em uma noite chuvosa, com fortes ventos e tenebrosos relâmpagos, às 10 horas e 30 minutos, Elizabeth, uma garota de 15 anos de idade, loira, de olhos verdes e pele clara, acordava com a respiração ofegante e fortes contrações.

- Pai! Papai! — Gritava Elizabeth, desesperada para que a dor parasse. — Mãe! — Ouviu-se o som de passos no corredor e logo a porta do quarto se abriu, revelando Felicity e Stefan, seus pais, com feições sonolentas e preocupadas. — Tá na hora. Vai nascer.

Imediatamente, Felicity se pôs ao lado da filha, ajoelhou-se próximo a cama, segurou a mão da garota e dirigiu-se ao marido:

- Vá atrás de Regina. Rápido, por favor, querido! — Pediu paciente.

Regina era uma parteira de Derry, que havia realizado o trabalho de parto de Elizabeth. Com sua pele levemente morena, olhos castanho- escuros, cabelos cacheados sempre bem penteados e presos, idade avançada e excesso de peso, chegava até a dar um certo medo, mas seu carisma era encantador.

Stefan arrumou-se desajeitado e foi até Regina em seu carro. Alguns minutos depois, os dois chegaram e foram até o quarto de Elizabeth. Ao entrarem, Regina observou-o: a luz iluminava cada canto, mostrando o delicado papel de parede branco com pequenas rosas amarelas espalhadas por ele, a cômoda possuía alguns objetos sobre ela, como escova de cabelo, perfumes e um pouco mais acima um espelho de tamanho médio. Quando observou a cama, Regina se deparou com Elizabeth respirando profundamente para tentar manter a calma.

- Bem, Elizabeth — Regina fez uma pausa —, vamos começar.

Essa foi a deixa para Stefan se retirar do quarto. Ele estava encharcado, portanto foi até deu quarto e dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho e livrar-se da água da chuva.

Durante uma hora que se seguiu após isso, Stefan teve de ouvir os gritos desesperadores de dor de sua querida filha caçula. Seu transtorno foi tanto que ele chorou pensando qual seria o futuro de Elizabeth.

A cada grito dela, a chuva e o vento lá fora se intensificavam. Os trovões se tornavam mais estrondosos. Como se alguma coisa necessitasse desse nascimento. E exatamente às 11:56h, Stefan ouviu a voz da parteira anunciando:

- É uma menina!

Nesse momento, foi quando tudo lá fora cessou: a chuva, o vento, os relâmpagos... Tudo. E a noite tornou-se silenciosa, calma, pacífica.

Stefan foi até o quarto de Elizabeth e viu-a com sua netinha em seus braços. Tão frágil, tão delicada, tão ingênua!

- Ela não chorou, mas aparentemente está bem. Parabéns, Elizabeth! É uma linda garotinha — disse a parteira e a garota sorriu.

- Venha aqui, querido. Venha ver nossa netinha — falou Felicity e voltou-se para a recém-nascida.

Seu marido aproximou-se e fitou a neta: pele branca, cabelo louro e arrepiado e lindos olhos verdes.

- É igualzinha a você! — Exclamou Stefan para a filha e sorriu.

- Já sabe como vai chamá-la, querida? — Perguntou Felicity e a garota assentiu.

- Sabrina. Anunciou e a recém-nascida sorriu alegremente.

5 anos depois

Elizabeth casou-se com o pai de Sabrina, David Carpenter, com quem teve mais duas filhas: Sarah e Shannon.

David sempre se metera em confusão, mas nos últimos anos havia piorado. E como nenhum pai gostaria de ver seu filho, principalmente filha, em confusão, Stefan decidiu agir e foi conversar com sua filha.

A maldição de Sabrina [Concluído]Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora