LOUIS POV
Todos os dias, somos acordados com as sirenes gritando, como se caçoassem de nos a cada emissão de seus sinais sonoros alto o bastante para fazer ecoar em meus ouvidos. O barulho não me incomoda, eu me acostumei, é incrível a capacidade do ser humano com que podemos se adaptar a tudo. Deste um cheiro desagradável a pessoas sendo violentamente assassinadas em um telejornal, enquanto assistimos tomando nossos cafés e achando o fato terrível, porem normal. Todos somos moldados a certos padrões sem que percebamos, mas que nem por isso deixam de não existir.
Ouço o barulho de metal correndo sobre os trilhos, já estou a frente da porta da cela quando elas são abertas, todas ao mesmo tempo, produzindo um som auto e surdo. Mãos fortes me seguram pelos braços, mas eu não os sinto, só os vejo que estão ali, cobrindo a tatoagem de veado quase que por completo. O guarda que me guia, esta usando as roupas rediculas de proteção contra doenças, igual aquelas contra o ebola, com luvas azul e capacete de proteção, uniforme que todos aqui usam. Sigo o caminho rotineiro ate ala Departamento de Controle, caminhamos por corredores, com celas em ambos os lados. O caminho esta gravado na minha mente que meus pes já não precisão de comandos, mas 43 passos retos, depois virar para a esquerda, mais 35 passos.
Assim como todos os outros dias, dos dois últimos anos, somos colocados em uma fila. Consigo reconhecer cada rosto dos guardas que nos vigiam. Bob é nome do guarda que acabou de me deixar na fila, ele é baixo e gordinho, e sempre seu bigode esta sujo de alguns confeitos de bolinhos. Ele é legal, é um dos poucos que não usam os catadores de pescoço com nos. Os catadores de pescoço, nada mais é do que um longo bastão com um fio de náilon na ponta em formato de U. Eles prende aquilo em volta dos nossos pescoço e nos forção a andar pelos corredores. Apesar de não sentirmos dor, ou qualquer outra coisa, uma coisa no meu peito sempre me incomoda, não sei descrever o porque ou se isso é normal para nos "infectado", não acho isso certo.
Eles tem medo de nos, mesmo agora que estamos entupidos de medicamentos e cercado nesse "centro de reabilitação" como o governo e os politicamente corretos gostam de chamar. O cara a minha frente é grande de mais, e consigo me esconder quase que por completo a suas costas. Não gosto dos olhares de nojos que os guardas nos lança sempre que nossos olhares se cruzão, como se perdemos o direito de olhar para eles quando viramos essas coisas.
Mantenho a cabeça abaixada, e a fila começa a andar. So levando a cabeça novamente quando o cara da minha frente da um passo mais longo e se inclina para que um guarda, devidamente tragado em roupas contra doenças injeta uma seringa com um liquido acinzentado em sua nuca. Ele se levanta, e sai para se juntar aos outros que já receberam suas dozes diárias, e eu me aproximo. Não sinto a agulha entrar, nem sair. Vejo que o guarda terminou e acompanho para onde os outro estão aguardando.
O medicamente foi desenvolvido em menos de messes em que nos fomos acordados. O país entrou em alerta vermelho e a população entrou em total desespero. As igrejas afirmava ser o apocalipse, e tinha suas capelas lotadas de fies. Os bares ofereciam o refúgio para aqueles que buscavam fugir do caos com umas dozes de tequilas. O governo teve que colocar o exercito nas ruas, e recrutar os cientistas mais eficientes nos campos de psicologia e funcionamento do celebro. Juntos eles conseguiram desenvolver um soro que a longo prazo e com dozes diárias conseguia reativar parcialmente, o cortex celebral, a parte da frente do celebro que nos faz tomar as decisões.
Aqueles infectados, ou como somos conhecidos pela a população em geral, zombies, que sobraram a vagar pelas ruas, foram capturados e trazidos para centros de reabilitação como esses. Com o proposito de ser estudados e curados e por fim ser introduzido a sociedade novamente.
O cara alto da minha frente começa a andar novamente. Ele anda devagar, e vejo seus fios de cabelos sem vidas balançar a cada passo. Não temos espelhos aqui. Não sei qual é a minha aparência a um bom tempo, entao so posso deduzir. A julgar pelo tom acinzentado de meu braço, e pele ressecadas, imagino meu rosto com o mesmo tom, assim como de todo mundo. Aposto que meus olhos entao também da mesma cor, sem brilho como os dos guardas, sem vidas como de um peixe abatido.
Viramos a direita em um cruzamento de coredores, apesar de ser de manha não a muita luz, e o que nos guia é rotina, e os guardas armados. Ninguém fala nada, tudo que ouço são os pes se arrastando sobre o chão de concreto. Os guardas são proibidos de falar com nos, mas mesmo se não fossem, duvido que falariam. Somente os cientistas tem permissão para falar conosco, mas isso não acontece com tanta frequência pois a maior parte deles ficam nos centros de reabilitam próximos ao centro de Londres onde os equipamentos mais avançados tecnologicamente estão.
Somos levados ao refeitório, e sentados em mesas como as de colégios. Não a comida no refeitório pois não comemos, mas passamos boa parte do dia aqui para eles nos observar como nos comportámos quando somos colocados em um ambiente com outros como nos, zombies. Ha uma televisão ao alto fiquixada a parede que sempre costuma estar ligada aos noticiários do dia, mas hoje ela não esta. Olho ao redor e vejo uma fileira de guarda encostada ao fundo do refeitório, com suas armas e roupas ridículas. O lugar é todo branco e ha pelo menos uns vinte e três de nos aqui. Não sei os seus nomes, mais reconheço-os. Não sei nem o meu nome, isso me incomoda. Todos estamos sentados em mesas, o cara alto que estava a minha frente antes, agora esta ao meu lado cutucando os dedos.
A tv de repente é ligada e ouso o seu som preenchendo todo o ambiente. Aparece a imagem de um homem. Ele tem um bigode igual a do guarda Bob so que com alguns pelos brancos, usa óculos e tem os olhos cansados, com bolsas escura logo abaixo. É o dotor Joshn, chefe do departamente dos cientistas responsável pela criançao e aprimoramento dos soros de tratamento. Reconheço dos muitos noticiários que assisti nessa mesma tv.
- Bom dia a todos do Centro de Reabilitaçao de HOLPMS PELLS, eu sou o dotor joshn, representante governamental dos testes para a reabilitações das pessoas infectadas com o vírus h33. Como vocês ja devem saber o soro em dozes diárias, ativam por um certo período, parte do cortex cerebral capaz de tomar decisões, deixando de ser seres irracionais agindo apenas por instinto, como a alguns anos atrás.
Eu não lembro de quando eu acordei, so lembro de estar no escuro e depois eu abri os olhos. Não lembro dos messes andes daqui, mas vi nos noticiários assim que cheguei aqui e começei com o tratamento com os soros e meu lado irracional for controlado por eles, que os outros infectados atacavam os humanos. Haviam vários vídeos de ataque e eles eram uns piores que os outros.
- Depois de muito estudo, testes, aprimoramento e etc. Chegamos a conclusão de que o virus h33 não pode ser curado.
Vi no noticiário esses dias que a população estavam fazendo greves, e bloqueando grandes avenidas contra a atitude do governo de ainda persistirem em manter os centro de reabilitações. Eles diziam que era perda de tempo e dinheiro publico e alguns mais radicais ate tentaram adentrar uns dos centros de reabilitações perto ao centro de Londres com armas e rostos pintados com as cores do páis.
- Assim como o virus da AIDS entre outros, o virus h33 pode ser retardado, digamos assim. Entao numa ultima tentativa de mostrar ao governo e aos civis, que podemos introduzir voces novamente na sociedade, escolhemos HOLLPS PELL para implantação experimental 01. Ou seja, estaremos entrando em contato com suas famílias e parentes para ver se eles permitem a suas voltas as suas antigas casas, as suas antigas vida.
Tenho a opção de ir para casa? Para casa de verdade? Onde é minha casa? Sera que minha família vai querer vir ate aqui e me levar para suas casas? Eles vão ter medo de mim? Não aguentaria olhares nervosos e com medo de mim daqueles que supostamente deveria me amar.
- Aqueles que forem aceitos a voltar para suas família, deverar passar por exames todo quinta feira do mês, e uma enfermeira estará visitando regularmente para ver se estão tomando suas dozes diárias corretamente. Eu desejo boa sorte a todos e eu bom dia.
A tv é desligada e somos informados por um dos guardas que em menos de uma hora saberíamos a decisões das nossas familia se eles permitem ou não nossa reintegração a nossas antigas casas.
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Segunda Chance
FanfictionApôs o governo criar os centros de reabilitação para os infectados pelo vírus h33, com o intuito de reativar o córtex cerebral ( responsável pela racionalidade) dos famosos mortos vivos, Louis se vê a frente de uma chance de voltar para sua família...
