Drunk on you

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Era sete e cinquenta e seis quando Johnny adentrou o prédio onde trabalhava, sorrindo e dando bom dia para quem quer que aparecesse na sua frente. Subiu as escadas até o segundo andar e encontrou com o chefe do seu setor segurando uma folha em mãos, a cara não era lá muito boa, mas estava decidido a não deixar que nada abalasse o seu bom humor naquele dia.

– Quando vamos foder? – Taeil falou irritado e o americano franziu o cenho, sem entender por que o seu chefe – que até a última vez que conferiu era casado – perguntava a ele algo tão fora de contexto.

Então tomou um gole do café que ainda estava quente pelo copo térmico que tinha trazido de casa, soltando então a única reação possível para tal questionamento.

– Quê?

Taeil então ergueu a folha para si e Johnny riu, terminando de entrar na sala que dividia com alguns colegas e apoiando tanto sua mochila, quanto seu copo sobre a mesma.

– Sério, eu não sou obrigado a ler esse tipo de coisa em ambiente de trabalho antes mesmo das 9 da manhã – contestou e Johnny pegou a folha, guardando em sua gaveta junto aos diversos bilhetes que Jaehyun costumava deixar.

– Não acho que Jaehyun tá de brincadeira. – Mark, o eterno estagiário, que antes só ria no seu canto com o mal humor matinal do chefe e a situação sempre icônica de Johnny e Jaehyun, decidiu dar a sua opinião mais uma vez. E quando Johnny não reagiu como ele esperava, suspirou. – Isso só fica mais interessante, por que não disse o "eu tenho certeza que não" de sempre?

– Porque eu não sou cego, Mark, e eu realmente espero que ele não esteja brincando mais – finalmente admitiu e o colega que sempre sentava ao seu lado arregalou os olhos com algo que ele não esperava ouvir tão cedo.

Era de conhecimento público que Jaehyun começou a colocar recados na mesa de Johnny como uma brincadeira, geralmente eram elogios gratuitos e cantadas bregas porque Johnny estava no fundo do poço depois de ter terminado um noivado de três anos. Depois de um ano recebendo eventuais recados e lembretes, Jaehyun foi ficando mais sério e agora parecia o ultimato.

Johnny deu uma rápida olhada para a sala no final do corredor, nem era oito da manhã e Jaehyun já andava por aí com uma papelada na mão, lidando desde cedo com a burocracia dos contratos. No lugar dele, Johnny também estaria exausto e louco para uma boa noite de sexo, não o culpava mesmo que fosse uma brincadeira. O mais novo ainda o fazia sorrir e era grato por isso.

– Sinceramente, se você não for – Taeyong disse entrando na sala deles e fechando a porta atrás de si, um pouco depois do olhar de Jaehyun encontrar o de Johnny e ele sorrir, vendo a bochecha do homem de cabelos loiros escuros queimar –, pode deixar que eu vou.

– O convite não foi pra você, hyung – Mark falou, olhando para o melhor amigo de Johnny que olhou para ele como quem dissesse "estou tentando ajudar eles aqui".

– Se quiser tentar a sorte – Johnny deu de ombros e Taeyong revirou os olhos.

– Vocês são um saco – Taeil, que fingia ignorar a conversa enquanto abria seu e-mails e acompanhava as últimas notícias, se meteu de novo. – Jaehyun te devora com os olhos sempre que pode e você fica aí de cu doce de "ah, ele só tá brincando". Me poupe, todo mundo vê que você gosta.

– Quando a minha vida ficou tão interessante, hein? – Johnny fugiu do assunto, sentindo os olhares curiosos que estavam em cima dele voltarem a focar no trabalho.

– Quando Jaehyun disse que ver você feliz fazia ele feliz e isso tem o que? Uns 4 meses? Imagina como ele se sentiria tendo um crush recíproco que não faz porra nenhuma porque sempre acha que ele tá brincando? – Doyoung abriu a boca pela primeira vez e Johnny encarou ele boquiaberto.

Drunk on youWhere stories live. Discover now