Após Guerra Civil, Tony não consegue voltar a sua vida normal. Seu coração e mente ficaram feridos a partir do momento em que Steve Rogers mentiu sobre a morte de seus pais e o deixou na Sibéria. Tony conseguirá ser novamente o homem que foi?! Ou o...
Então... Nem passava na minha cabeça que eu escreveria essa história. Mas no meu íntimo é uma espécie de desabafo. Guerra Civil me machucou muito, e como amo tanto o Iroman, eu quis fazer essa espécie de tributo e colocar pra fora tudo o que venho sentindo em relação a ele. De certa forma, muitas das sensações que estou colocando são sensações que eu sinto. E tranquilos, eu estou tratando. XD Não precisem se preocupar comigo porque já estou em tratamento com um psiquiatra e uma psicologa. Estou estável desde quarta-feira. sstsrsrs Enfim, deixando minhas confissões de lado, queria pedir um favor. Não tenho um leitor pra me alertar sobre os erros sintáticos e gramaticais. São vocês meus primeiros leitores. Se possível, agradeceria muito se colocassem nos comentários os meus erros para que eu possa consertá-los posteriormente. <3 Um aviso aos leitores desavisados: ISSO É UMA HISTÓRIA MUITO INTENSA, DEPRESSIVA. QUEM FOR SENSÍVEL NÃO LEIA. NÃO ESTOU INCENTIVANDO A NENHUM COMPORTAMENTO AQUI DESCRITO. TRATA-SE DE UMA FICÇÃO. PARA AQUELES QUE SÃO BASTANTE EMPÁTICOS, SUGIRO QUE NÃO FAÇAM A LEITURA. Enfim, isso é tudo. Muito obrigada pela atenção. Essa história não pretende ser longa, mas será bem intensa. Prometo o meu profundo empenho nela. E ficaria muito feliz se me dissessem o que acham. Afinal, isso nos ajuda a prosseguir e melhorar com o nosso trabalho.
Eu sei que está um lixo, mas fui eu que desenhei a capa desse capítulo.
Oops! This image does not follow our content guidelines. To continue publishing, please remove it or upload a different image.
Fazia bastante tempo desde que Tony dormiu profundamente por uma noite. Desde sua volta da Sibéria, toda vez que se deitava na cama, sua mente era infestada de pensamentos. O medo o fazia sufocar ao ponto de se levantar e abrir todas as janelas do quarto. Como se seu peito fosse esmagado por suas costelas. Sentia o ar faltando em seus pulmões. E nesses momentos de maior desespero, somente um rosto aparecia em suas visões: o rosto daquele que um dia foi seu amigo. Alguém que chamou de parceiro, e alguém em que ele havia confiado mesmo quando não queria confiar mais em ninguém. O desespero de relembrar quando o escudo adentrada o arc reactor era tão vivo como naquele dia. O dia em que soubera toda a verdade: Steve havia mentido. Sabia que Bucky havia matado seus pais, mas preferiu protegê-lo. Ou o pior, ocultado isso de Tony. Ele havia confiado no soldado; o convidado a morar em sua própria casa. E na primeira oportunidade, o viu dando-lhe as costas. Deixando-o solitário naquela base gelada da Hydra. Seus dedos tremiam quando se recordava do frio, quando eles ficaram tão azuis que Tony não mais os sentia. Quando o silêncio daquele lugar parecia tão morto quanto se sentia no momento: alguém deixado para morrer. Alguém abandonado. Um ser humano que sentiu que durante toda sua vida não significava nada pra ninguém. Agora sentia que tinha certeza disso. Enquanto sentava solitário naquele quarto vazio, esperando que sua respiração voltasse, ele tinha cada vez mais certeza de que morreria sozinho.
Ele havia pensado que tinha superado tudo aquilo: New York, Sokovia e agora... Steve. Mas seu corpo tremia cada vez que esse nome ecoava em sua mente. E todas aqueles medos que o haviam afetado, ocasionando doloridas crises, agora ficavam cada vez mais intensos. Tony não queria mais suportar aquilo, ele queria somente esquecer, e por isso havia fechado a nova sede dos Vingadores. Somente Pepper era autorizada a entrar. Nem mesmo Peter era permitido. Passava seus dias deitado, e só se levantava para comer ou ir ao banheiro.
Ele se olhava no espelho pensando ''- É só isso que sobrou de mim?'' - O cabelo tão bem tratado estava uma bagunça. Seco e sem vida. Espessas bolsas arroxeadas abaixo dos olhos, e a barba crescendo de modo desgrenhado. Não sobrou nem sombra do que fui- ele pensou novamente. O grande engenheiro, o playboy, bilionário não era mais nada que um bêbado moribundo. Tocava seu rosto sentindo a pele oleosa, e se permitindo uma pequena vaidade, espalhava a espuma de barbear enquanto seus olhos falhavam pelo cansaço. A lâmina perigosamente corria sobre os pelos com movimentos trêmulos. A vertigem percorrendo seu corpo enquanto Tony tentava se concentrar no que sempre pareceu tão fácil. Ele sentiu a ardência do corte, o sangue escorrendo por entre o lábio inferior aonde havia se machucado. Porém, deixou o sangue escorrer enquanto se observava no espelho:
_ Nada deixado de mim- ele suspirou dizendo quase num sussurro. O corpo cambaleante pela tontura da fome. Seus membros tremendo descontrolavelmente. Ele jogou o barbeador em algum canto do banheiro, e logo correu para pegar alguma coisa na despensa. Pepper precisa abastecer- ele se lembrou; fazia dias desde que havia se encontrado com ela. Na ocasião em que prometera que ia começar terapia com uma psicóloga a qual ela havia indicado. Porém, o cartão com o nome da psicóloga ficara no mesmo lugar em que deixou. Tony ignorou aquilo e pegou o vidro de Whiskey. Ele pensaria em comida mais tarde. Ficar bêbado parecia o mais viável. Sentou na poltrona que ficava próximo ao sofá que Steve sempre repousava. O imaginava ali dormindo. O corpo perfeito, os músculos bem feitos. O olhar sereno e o queixo impecável. Em relação ao super soldado, Tony não era mais que um homem comum. Mas ele nunca o deixou saber que pensava isso. Sempre escondia através de sua tão conhecida ironia. Ele sorvia a bebida quando avistou aquela maldita carta na mesa mais próxima.
_ Quem colocou isso aí?- ele disse alto prosseguindo para a mesa de vidro _ Foi um de vocês?! - perguntou aos robôs mais próximos.
_Sexta-feira, responda! - gritou.
_Senhor, na verdade... Foi você - a inteligência artificial respondeu relutante. Tony não conseguia se lembrar daquilo, e pela confusão mental começou a puxar os cabelos por entre os dedos. Ele jogou a garrafa na pequena mesa, sentindo em seguida os cacos de vidro estourarem em sua perna. Ele gritou mais por decepção que pela dor. Se jogou no chão procurando a carta que agora estava embebida por álcool. Os cacos de vidro machucavam seus dedos e joelhos mas ele não se importava. O estupor o fazia ignorar o perigo e a dor.
_ Você achou que ficaria tudo bem?! Seu desgraçado! Você realmente achou? -ele gritava enquanto segurava a carta.
_ Você só me deixou isso, seu filho da puta. Eu te odeio, eu te odeio! Não posso te perdoar... eu não posso me perdoar... - ele soluçava. O sangue escorria dos cortes e as feridas ardiam de encontro com o Whiskey. Mas toda aquela dor não se comparava em relação a dor que sentia em seu peito. Ele deitou no carpete encharcando a blusa branca. Acabando por adentrar em seus pesadelos novamente. A carta agora não era nada mais que um bolo de papel imundo de sangue e bebida envolta nos dedos do bilionário.
Ele acordou depois de três horas, sentindo a dor em sua totalidade enquanto sua mente se clareava com a ressaca. Seus dentes rangiam pelo frio que entrava pelas janelas abertas. Tentou se levantar quando a agonia percorreu seu corpo ferido. A dor aguda dos cortes. Tony gemia tentando se equilibrar pelas mãos feridas de cacos de vidro. Mas em meio a tudo aquilo, saber que dormiu segurando aquele pedaço de papel com palavras inúteis de consolo, o enfurecia mais ainda. Ele se colocou de pé deitando no sofá em seguida, se acomodando. Implorando para que a vertigem em seus membros passasse. Mas enquanto seus olhos lutavam para se manterem abertos, sentiu algo tremer por baixo de suas costas. Logo o barulho desagradável do toque de um celular. Confuso ainda pela ressaca e o barulho estridente, Tony não havia percebido do que aquilo se tratava. Mas logo seu coração soltou para sua garganta. Num movimento descuidado e mecânico, ele atendeu aquele telefone:
_Tony... - ele ouviu.
Depois de criar muita coragem, aí está. Espero que tenham gostado do primeiro capítulo.