Antes de "nós" eu

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Tudo começou dia 25 de dezembro de 2002, por volta das 5:00 da tarde, nasci eu, Estela Lima, uma garota normal, bom, eu acho, algumas vezes me assusto em descobrir coisas minhas. É estranho relembrar tudo que passou, pois sei que não sou mais aquela garota, sinceramente não sei se isso é algo bom ou ruim.

Na verdade ainda não decidi se isso é apenas um livro ou um desabafo, na verdade para mim pode até ser algum tipo de gatilho, mas preciso disso pois "que doa muito para não doer nunca mais!". Acreditem, não está sendo fácil escrever esse livro, "relembrar é viver" mas vai dar certo, eu espero.

Esse capitulo deveria ser sobre mim, mas percebi que não tenho muito para expor, afinal, esse livro não é para ser mais do mesmo, diferente das minhas outras obras essa é real, essa é sobre o que realmente acontece, o mundo real e mau.

Sobre mim, sou a garota mais simples que você pode imaginar, amo meus amigos, me entrego em tudo que faço e espero MUITO das pessoas que dizem que estão comigo (guardem isso, entenderão por qual motivo disse isto). Me esforço para  ser a  melhor pessoa possível para  todos (ok, não sou um anjo, mas tento). Sempre tive muito medo da solidão, medo de ser esquecida, deixada, medo de estar sozinha, por esse motivo aceitei ser tratada como lixo ao longo da minha vida, sabem aquilo "eles me zoam, mas  ao menos não estou só" vivi isso todos os dias da minha vida, sempre sofri bullying por ser negra, por ser gorda, por usar tranças, ter cabelo duro e por ai vai.

Sinceramente nunca entendi o que leva alguém a maltratar outra  para se sentir melhor, mas ao longo da minha vida esse tipo de gente foi a mais presente. Com mais ou menos 15 anos o menino que eu era apaixonada faziam 10 anos (SIM EU FUI APAIXONADA POR UM CARA DURANTE 10 ANOS) finalmente resolveu me dar uma chance e eu explodi de felicidade até perceber o grande erro daqui tudo, esse garoto me pediu pra que não contasse a ninguém sobre nós, ainda me lembro perfeitamente das palavras dele "você não contou pra ninguém né? Deixa entre a gente" depois disso nunca mais falei com ele sobre "nós" e prometi a mim mesma que só daria a honra de me ter quem não tivesse vergonha de me ter, e foi isso que fiz.

Minha família, bom, a maioria das pessoas é o que a família faz ser (influencia). Sou de uma família tradicional brasileira, pai machista, mãe submissa e filhos mentirosos, preciso dizer mais? Quando se nasce em uma família assim você tem duas opções, continuar a "corrente" ou sair dessa eterna ciranda. Eu não tinha muitas coisas das quais eu tinhas certeza, mas uma delas era que eu com certeza não queria aquilo para mim!

Quando se vem de uma família "tradicional" coisas que para outros jovens são normais para você é um vale proibido, que não se deve estar mas o que os pais não entendem é que quanto mais eles dizem "não" mas a sua alma diz sim, e eu posso provar!

O menino pelo qual me apaixoneiPříběhy, které tě pohltí. Začni objevovat