Era de manhã, Brian havia acordado em um sofá, e não lembrava de nada na noite passada, foi quando um gato pula em Brian, bagunçado todos os cachos do mesmo.
R- Ei! Lola! Saia já dai! Não está vendo que Brian está dormindo?
B- Er... Bom dia, Rog!
R- Ah, bom dia Brian! Me desculpe pela Lola... Ela é só um pouco... Animada...
B- Tudo bem... Sei como os gatos são...
Brian começa a chorar
R- Ei, está tudo bem?
B- Normalmente eu diria que sim,mas não, eu não tô bem, rog.
R- O que aconteceu? Quer conversar?
B- Só... Lembrei de uma coisa... Deixa para lá!...
R- Me conta! Vai se sentir melhor...
B- Não Rog! É besteira...
R- Se está chorando não é besteira.
B- Me Lembrei do meu gato, o Tom, na época da escola eu sofria bullying, não tinha amigos, então quando estava voltando da escola, tinha uma caixa onde podia escutar miados, eu abri, e era um gatinho cinza muito fofo! Eu não podia deixá-lo sozinho... Então eu o levei para casa. Eu dei banho, coloquei alguns cobertores e peguei um pouco de leite, pois ele estava com fome. Passaram-se dois meses, meu pai descobriu o gato, e o vendeu por um preço bem alto, e desde aquele dia eu não tenho nenhum animal...
Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos.
R- Eu sei como é perder um amigo...
B- S-sabe?
R- eu tinha quatro anos, meu melhor amigo se chamava Jack, e ele era careca, mas eu não sabia o por que... Teve um dia que ele não veio para minha casa, e se passaram dias, semanas, meses, anos, até que percebi que ele não viria mais.
Com oito anos, perguntei para a minha mãe:
R- Mãe, por que o Jack não veio mais aqui?
M- Filho... Eu não te contei?
R- Contou o que?
M- O jack morreu faz anos...
Na hora entrei em choque, percebi por que ele era careca...
Eu só conseguia me odiar, me sentia culpado pela morte dele...
B- Roger... Eu sinto...
Brian foi interrompido por um abraço de Roger
R- Sabe, Brian... As vezes só precisamos de um abraço de quem amamos...
B- Eu te amo, Roger!
R- Eu também, Brian!
Continua...
