Olá, meu nome é Cadu Moose, tenho 17 anos e estou escrevendo este diário biográfico para que as próximas gerações de heróis, tentem compreender o que pode vir a acontecer neste longo caminho, hoje foi o primeiro de muitos e espero que sirva de grande ajuda!! Enfim, vamos parar de enrolar e deixe eu te contar como fora o meu primeiro dia como "herói".
Tudo começou quando a turma do terceiro ano do meu colégio, foi convidada para participar de uma excursão em uma universidade focada na área de biologia (não me atentei às explicações dadas pelos professores e coordenadores do evento) e acabou ocorrendo que no dia de hoje, 19 de junho de 2019, fomos para esse lugar.
Visitamos a sessão dos peixes empalhados, répteis e alguns mamíferos que não são de chamar a atenção. Logo depois, entramos em uma sala completamente fechada onde ficavam alguns animais venenosos e que estavam vivos (o momento mais aguardado pela turma, eu diria), como não sou muito fã de aranhas, escorpiões e qualquer tipo de bicho que tenha mais de 4 patas e seja venenoso, fui logo para a área das cobras e pude ver várias espécies como... uma mísera coral (Sim, só tinha uma única cobra na sessão).
Não demorou muito até que alguns dos retardados que ficam na mesma turma que e, quebram um tipo de "aquário" que estavam algumas aranhas, apenas ouvi os gritos de uma meninas e os biólogos do local mandando todos se retirarem.
Então... foi aí que a coisa começou a ficar seria, por estar um pouco mais afastado da turma observando "as cobras" acabou que esqueceram de mim e trancaram toda a sala que ficava a sessão desses animais peçonhentos, nem entrei em pânico, apenas comecei a gritar por saber que tinha aranhas soltas por lá.
Depois de uns 5 minutos, ninguém veio me ajudar, ou sequer perceberam minha falta no grupo, tive que deixar os outros de lado e começar a procurar uma maneira de sair daquele lugar. Ser picado por qualquer um daquelas criaturas era o que eu menos queria.
Após muita procura, não consegui achar nada além da melhor notícia possível que me deixou muito mais tranquilo, achei uns pedaços do vidro que estavam as aranhas fugitivas e li a melhor mensagem possível "manter distância, aranhas geneticamente modificadas geneticamente por material levemente radioativo", parece meio óbvio, não é? Pena que não... neste exato momento, olhei para baixo e todas as "aranhas fugitivas" estavam mortas pelos próprios cacos de vidro. Acredito não ter restado nenhuma.
Enfim, se eu não fui picado como mostram as tradicionais histórias do Spider-man, como que eu adquiri algum tipo de poder? Simples, logo depois de encontrar as aranhas no chão, vi um material do Doutor Phelipe Mougus, sobre essas aranhas e ao lado tinha um tubo de ensaio com uma pequena observação "Veneno da Arac. 29" e bem justamente quando estava com o item em mãos aparece uma cobra rastejando nos meus pés, o susto foi tão grande que só vi tomando uma queda e o frasco quebrou bem em cima de mim, bati a cabeça no chão e acordei quase 4 horas depois no hospital.
Tinha algumas enfermeiras do meu lado que olharam para mim sem entender nada, uma começou a chorar e a outra saiu correndo em busca de algum médico.
Estava um pouco atordoado, não lembro de muita coisa, apenas respondi algumas perguntas até que vejo o meu professor de biologia e os meus pais do outro lado da sala em que estava internado.
Eles falaram que o viveiro onde a cobra estava tinha quebrado, ela fugiu e esguichou algum tipo de veneno em mim, acabei desmaiando e os pedaços do vidro acabou me ferindo um pouco, logo depois fizeram alguns exames médicos e logo recebi alta.
Chegando em casa, comecei a ficar com uma leve sonolência, fui pro quarto e apaguei por umas 2 horas.
Enfim, se vocês assistiram ao primeiro filme do Tobey Maguire, foi algo bem parecido, meu corpo estava diferente, sentia uma dor de cabeça absurda e o mundo parecia levemente retardado. Depois de ficar quase 40 minutos no espelho vendo o corpão, fiquei me perguntando o que realmente havia ocorrido, até que me veio na cabeça "virei o snake man", mas... não tinha nenhum tipo de calda ou escamas em meu corpo, nada que pudesse lembrar uma cobra, então resolvi testar o veneno mas... nada, fiquei abrindo a boca igual um idiota, tentei até morder um pedaço de carne esperando que alguma coisa saísse ali... mas nada.
Ainda eram 16:00 e recebi uma ligação do meu amigo para ir correr na cidade, coloquei uma roupa e fui.
Nos encontramos, ele perguntou se eu estava bem, pois avisaram a ele sobre tudo (maldito Whatsapp, notícia corre a mil por segundo) e expliquei a situação, até mostrei o novo corpão que tinha recebido. Tudo que ele pôde comentar foi:
"você agora virou um tipo de homem cobra?"
"Então... Já tentei de tudo, mas... Acho que não"
"Tu já tentou soltar veneno ou fazer escamas aparecerem no teu corpo?"
"Não nessa ordem, mas sim, tentei"
"Então tu só pode ter algum lance com aranhas"
Quando ele tocou nesse ponto, acabei lembrando de fato sobre as anotações do veneno da Arac. 29 e que fui cortado pelo vidro do tubo de ensaio, mas... não tinha 1 cicatriz ou marca de machucado no meu corpo, então as coisas começaram a fazer um pouco de sentido. Apenas concordei com ele e fomos para a universidade buscar alguma informação sobre isso.
Chegamos lá e procuramos pelo Dr. Phelipe Mougus e ele apareceu rapidamente com os olhos em fúria:
"Foi você seu moleque cretino que destruiu meus 10 anos de pesquisa em uma manhã."
Fiquei perplexo com a quantidade de raiva que emanava de um ser tão velho, mas... seguimos em frente.
"Senhor Mougus, por favor, nos escut..."
"Não escutarei porcaria nenhuma, quem deve escutar são vocês suas crianças inúteis."
"Por favor, eu estava internado ainda hoje e já fui liberado sem nenhum arranhão, nos ajude a entender o que aconteceu."
Quando explicamos a situação, ele mudou de pura raiva, para uma pura curiosidade. Tenho quase certeza que o velho é bipolar.
"Garotos, venham ao meu escritório por um instante"
Não pensamos duas vezes e seguimos o senhor (algo que não é muito recomendável). Quando entrei naquela pequena sala, fiquei me perguntando quantas toneladas de papel tinham ali:
"Não se assustem, isso são os meus 48 anos de pesquisa em aranhas."
Meu amigo ficou de boca aberta e não conseguiu falar nada, nem eu.
"Então meninos... deixa eu ver se encontro as pesquisas da Arac. 29."
"Senhor, já pensou em usar computador ou algo do tipo?"
Precisei perguntar, pena que levei um belo vácuo.
"Achei, Arac. 29, foram as aranhas modificadas geneticamente e... isso está certo? Na minha pesquisa diz que deu errado e todas as gerações morreram logo após a mudança no material genético. Não existe nenhuma possibilidade daquele veneno ser desse experimento."
Achei o papo um pouco estranho e falei:
"Mas... o senhor comentou sobre ter destruído a sua pesquisa de 6 anos, não foi esse frasco?"
"Claro que não, Nem sabia que ele existia, mencionei ao experimento Arac. 35, que foram todas esmagadas após você quebrar o viveiro delas, menino estúpido!"
"Não senhor! Não fui eu quem destruí, foram uns garotos da minha turma do colégio, eu juro!"
"Pouco me importa, mas... se esse frasco de veneno da Arac. 29 quebrou em você, como foi liberado tão cedo do hospital?"
"Também não faço a menor ideia, depois que cheguei em casa e desmaiei na cama, nunca me senti tão estranho. Meu corpo mudou bastante e todos os sinais de machucado, sumiram."
Meu amigo não deixou de perder a oportunidade:
"Ainda acho que ele virou uma espécie de snake man, ou cobra man... como quiser chamar haha."
"Pouco importa isso moleque, mas se o que vocês estão me falando for verdade, acredito que exista alguma possibilidade do seu material genético ter sido modificado."
"Espera, como assim?"
"Vou tentar explicar da maneira mais simplória possível, se realmente existia veneno de Arac. 29 naquele frasco, ele deveria ter provocado algum tipo de coagulação ou simplesmente poderia ter matado todas as suas células do corpo, como se fosse um ácido muito forte..."
"Mas... isso não aconteceu, porquê?"
"Vamos apenas supor, que exista uma possibilidade do veneno ter entrado em contato com algum material genético de uma aranha, isso é complicado de explicar, mas basicamente ele iria ativar uma substância em que permitiria que o veneno mudasse o seu comportamento, logo deixaria de ser algo tóxico no momento para que a radiação da substância fosse liberada permitindo assim a mutação de qualquer tipo de sala que contenha DNA..."
"Então..."
"ISSO SÓ PODE SIGNIFICAR QUE ELA ENTROU EM CONTATO COM ALGUM GENE DA ARAC. 35 E LOGO EM SEGUIDA NO SEU SANGUE, CAUSANDO ALGUM TIPO DE MUTAÇÃO EM CADEIA!"
"Pera, como é que é????"
"Garoto, você tem genes modificados em seu corpo, uma fusão de duas espécies distintas de aranhas com a de um humano, isso é incrível."
"Poxa, então o Cadu não é mais o cobra man... ficou para aranha man, mesmo."
"Aranha man? Cala a boca cara, prefiro o famoso Spider-man mesmo."
Pronto, agora vocês sabem como eu obtive esses poderes (que ainda não falei quais são, hehe) mas... a história não para por aí, logo depois o Doutor Phelipe, falou que presaria coletar o meu sangue para fazer experimentos e tudo mais, até que... É um pouco triste dizer isso, mas ele foi morto por um tiro enquanto conversávamos, tinha alguém nos observando e acabou acontecendo o pior, não demorou muito até a polícia chegar e sermos interrogados. Levou tempo o suficiente, cheguei em casa quase 22h, meus pais já estavam dormindo e apenas tomei um banho antes de ir dormir, até pensar em escrever este diário para que todos no futuro possam entender sobre como chegarei a ser o herói que salvará o mundo.
Ass: Cadu Moose
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Diário de um Homem-Aranha
FanfictionAutobiografia de um adolescente que tornou-se o mais novo amigo da vizinhança.
