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Michael - Misterioso e sedutor

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Mais uma vez chegava a noite e eu o esperava. Havia chamado por tantas vezes... Tinha quase certeza que viria, mas ao passo que a lua avançava no céu clareando a noite, minhas esperanças iam embora. Passava das duas da manhã. Da janela ouvia as corujas, os morcegos. Havia vida intensa no bosque à frente ao castelo, mas não havia ele. E como sempre acontecia, aquele filme passava em minha mente...

"Eu, Valentine, filha da Rainha, da qual nunca um homem havia se aproximado sem permissão, estava insensatamente em chamas por um homem, um homem comum, que na monarquia em que fui criada, poderia facilmente ser considerado um plebeu. E... Poderia ser famoso, amado e querido em seu país de origem, mas... para mim era apenas alguém sapateando sobre o juízo que havia sido tão bem plantado em minha cabeça durante tantos anos. Estava imparcial, lúcida, entediada até certo ponto, quando o vi pela primeira vez: foi como cair de um precipício. De repente não havia mais chão sob meus pés. Não havia minha mãe, a Rainha, não haviam minhas irmãs, e talvez nem eu mesma. De repente, era tudo dele. Tudo ele. Havia um certo tipo de magia em seus olhos castanhos, em seu perfume, em seu corpo perfeito.
- Olá Valentine. - Disse, quando meu guarda-costas nos apresentou.
- Oi.
Não havia muito o que dizer. Isto é, minha cabeça não conseguia pensar em nada. Estava hipnotizada. Achei que fosse normal, afinal, havia uma multidão lá fora da mesma maneira que eu. Mas Michael era muito mais do que eles podiam ver. Do que eu podia ver. E eu soube disso, assim que olhei em seus olhos pela primeira vez.
- Obrigada. - Eu disse. - Por ter nos recebido.
- É uma honra para mim. - Sorriu.
Pensei que seria apenas isso. Que tudo passaria e no dia seguinte as coisas voltariam ao normal. E Michael seria uma bonita lembrança daquele dia excepcional.
Só não imaginava que minha mãe havia convidado Michael para cear no castelo. Nunca vou esquecer daquela cena, de Michael pedindo licença para entrar, e da forma como me olhava quando estávamos na mesa. Percebi que Michael comia muito pouco – talvez tenha notado que ele tomou apenas um pouco de vinho.
Eram muitas perguntas a responder... Minha mãe queria saber tudo sobre o país de Michael – a América – e minha irmã queria saber sobre os shows e as loucuras. Meu pai estava quieto, contemplando a cena de todos juntos á mesa. E eu, eu só queria que Michael falasse e falasse – contanto que continuasse sorrindo e eu pudesse ouvir sua voz de anjo.
Mas como nada dura eternamente, o jantar acabou e nos despedimos.
- Eu... Gostei muito de conhecê-lo. – Falei timidamente.
Ele sorriu antes de me beijar no rosto.
- O prazer foi todo meu. – Disse, cavalheiro. Pegou em minha mão.
- Adoraríamos que voltasse mais vezes ao nosso país. – Continuei, sentindo minhas bochechas esquentarem. E então, me corrigi, olhando nossas mãos entrelaçadas. – Eu adoraria.
- E adoraríamos que viesse ao castelo. – Minha irmã falou.
Sorrimos um para o outro. Ele me soltou para beijá-la no alto da cabeça.
- Eu voltarei, prometo.
- Vou acompanhá-lo até lá fora. – Me adiantei, enquanto todos os outros estavam se despedindo.
Apenas torcia para que minha vontade de estar sozinha com Michael não estivesse muito perceptível. Eu levaria uma bronca depois, se estivesse.
Chegamos ao jardim do castelo e ele pegou novamente minha mão.
- Sua mão está gelada. – Sorri.
- Desculpe. – Michael sorriu, juntando as mãos em concha sobre os lábios e soprando nelas, como fazemos quando está muito frio.
Voltou a pegar minha mão, acariciando-a com as pontas dos dedos.
- Gostaria muito de te ver novamente, Valentine...
- Me ver? Novamente? – Sorri, eufórica.
Era muito para eu acreditar.
- Sim. Se quiser.
- Daria meu reino para vê-lo outra vez.
Nos aproximamos, e tive a certeza que ele me beijaria, mas nosso guarda pigarreou, interrompendo. Michael se afastou.
- Posso dar um jeito de vir vê-la mais tarde... – Sussurrou em meu ouvido.
- Eu vou adorar.
- Você quer?
- É claro!!!
- Então me espere em seu quarto.
- Hoje?
- Sim, hoje...
Sorri, encolhendo os ombros e suspirando.
- Vou esperá-lo.
Michael se aproximou e beijou meus lábios de leve. Eu ainda estava de olhos fechados, sentindo sua boca, quando ele se afastou e olhou para a torre onde meu quarto ficava.
- É exatamente lá. – Falei acompanhando seus olhos. – Como vai subir?
Michael levou minha mão até seu rosto e beijou a ponta dos meus dedos.
- Não se preocupe comigo, eu te encontrarei.
Suspirei mais uma vez, estendendo a mão para tocá-lo. Ele me deixou tocar em seu peito, e deslizar a mão por seu ombro e por seu braço. Estava observando meu toque, com um sorriso indecifrável em seus lindos lábios.
- Por favor, não demore. – Pedi, encontrando seus olhos.
Michael assentiu, me beijando novamente nos lábios. Em seguida caminhou até seu motorista, que esperava logo depois do portão. Fiquei observando-o se afastar, mas tinha certeza absoluta que voltaria.
Corri de volta para meu quarto, encontrando Penny no caminho.
- Michael Jackson beijou você???
Sorri para minha pequena irmã.
- Sim...
- Nossa!!!
- Eu sei... – Mordi os lábios, me recordando da sensação de tê-lo tão próximo, e de seu perfume delicioso. E de repente voltei a mim. – Vá dormir Penny.
Rimos.
- Você tem muita sorte.
- Tenho mesmo. – Sorri novamente, sem conseguir segurar. – Bem... Boa noite.
- Boa noite, Valentine.
E segui para a adega para pegar um vinho e depois para meu quarto, sem compreender como Michael chegaria até lá, ou como me encontraria, mas se ele havia pedido que eu não me preocupasse, assim eu faria. Me lembro com detalhes sobre tudo o que fiz no tempo em que o esperava: retirei meu vestido longo e enchi a banheira enquanto selecionava um outro, menor, mais leve. Entrei nela mas não fiquei lá por muito tempo. Estava ansiosa, nervosa, sem saber o que fazer primeiro. Então após o banho me vesti rapidamente e fiquei na janela como uma boba, sorrindo para o nada, bebericando uma taça de vinho enquanto lembrava daquele toque.
Não tenho noção da hora em que o ouvi, mas poderia facilmente ter perdido metade da noite sem notar, só com aquelas lembranças.
- Valentine? – Chamou, da porta do quarto.
- Estou aqui!
Corri para a porta.
Michael sorriu quando me viu.
- Demorei muito?
- Não! Entra! – Puxei-o para dentro, fechando a porta atrás dele. – Sabe... que estamos quebrando algumas regras, não é?
- Imagino que sim. – Rimos, cúmplices.
Suspirei, dando alguns passos pelo quarto. Michael veio atrás de mim e me abraçou levemente pela cintura, me virando de frente.
- Sinto como se já te conhecesse... - Sussurrei, abraçando-o pelo pescoço.
Nos abraçamos. Era o melhor abraço do mundo, mas... ainda assim faltava alguma coisa. Alguma coisa que não consegui identificar. Ergui o rosto, encontrando seus lábios e ele me beijou. De verdade desta vez. Ofeguei quando ele entreabriu meus lábios com os seus e pude sentir sua boca, sua língua à procura da minha. Era simplesmente meu primeiro contato com um homem, e eu não estava assustada. Parecia que com Michael era tudo tranqüilo, e apesar do meu coração estar ameaçando explodir de expectativa, não havia qualquer sensação de medo.
Estava enrolando meus dedos em seus cachinhos, puxando seu rosto de encontro ao meu e então, cedo demais, ele se afastou. Olhou em meu rosto.
- Valentine, eu...
- Shh... Não fala nada... - Interrompi, puxando-o para perto novamente. - Só me deixa te beijar até o fim dos séculos...
Apesar de parecer surpreso com o que eu disse, Michael entreabriu os lábios, me deixando beijá-lo de novo, ao passo que suas mãos apertavam minha cintura. E de repente, havia fome, pressa, haviam minhas mãos com vontade própria, avançando por seu peito, chegando em seus ombros. Michael me carregou com o corpo para perto da parede, como se eu não pesasse nada, me prendendo nela. Continuou me beijando, com um pouco mais de força agora.Ofeguei quando ele mordeu meus lábios, suas mãos em meus cabelos, puxando de leve os fios próximo à nuca. Era algo novo para mim, certamente que era, cada segundo era novo. Mas de repente, parecia que eu sabia o que fazer. Só esperava que fosse o certo. Se existisse um certo.
Paramos há alguns passos da cama, Michael em minha frente. Estendeu uma das mãos e deslizou pelo meu cabelo, enroscando de leve os dedos aos fios um pouco embaraçados, que logo cederam ao movimento leve, que os separou, mas não causou nenhum puxão, nenhuma sensação brusca. Em seguida passou ao meu rosto, com as pontas dos dedos, tão leve como uma asinha de borboleta.
Sorrimos.
- Não posso acreditar que é tão bonita... – Disse, seus dedos desenhando o contorno dos meus lábios.
Sorri envergonhada.
- Você também é. – Respondi com toda a sinceridade da minha alma. – É a pessoa mais bonita que já conheci.
- Valentine...
- Você é lindo. – Reafirmei. – Por dentro e por fora.
Michael sorriu também, ao encontrar meus lábios para me beijar novamente. Suas mãos foram levemente até minha cintura, alcançando o fecho do meu vestido. Ele me olhou, quase que pedindo uma permissão.
- Por favor. – Sussurrei.
Apoiou levemente a cabeça em meu ombro enquanto senti o vestido afrouxar até cair sobre meus pés. Era quase um alivio poder respirar sem ele. Ainda tive tempo de encarar Michael, um pouco embaraçada por estar praticamente sem roupa, mas não houve nenhum tempo para arrependimentos. Ele sorriu lindamente, mordendo levemente os lábios ao me olhar. E, apesar da forma que estava, eu me sentia linda. A mulher mais linda do planeta, com a certeza absoluta de que não sairia dali sem antes conhecer o outro lado do homem que mudou a minha vida.
Estremeci quando Michael me deitou delicadamente na cama, só de ligerie. Devagar, ele se debruçou sobre mim.
- Não tenha medo. - Sorriu.
- Eu não tenho.
Senti o peso do seu corpo sobre o meu enquanto seus lábios buscavam meu pescoço. O calafrio fez com que eu me contorcesse um pouquinho embaixo dele, de leve, fazendo-o se apoiar nos cotovelos para me dar espaço. Me olhou, em total expectativa.
- Eu... - Ofeguei. - Acredito que tenha alguma idéia sobre... eu não ter estado com mais nenhum homem... Espero que não seja um problema.
- Será para você?
- Sim. - Sorri. - Mas não importa.
- É claro que importa... - Protestou.
Mas não havia a possibilidade de nos afastarmos, de parar tudo e simplesmente deixar Michael ir embora. Pelo menos para mim, não havia.
- Não. - Insisti, puxando seu rosto de encontro ao meu.
Michael não negou meu pedido. Não negou a minha insistência. Sua boca buscava a minha com pressa, com fome, enquanto seu corpo me pressionava com força na cama, com leves impulsos que me faziam sentir sua excitação.
Havia uma dúvida entre controlar minhas mãos ou minha respiração com todo aquele frio na barriga que me fazia perder o ar, então optei por controlar a segunda, deixando minhas mãos sobre Michael. Elas pareciam ter vontade própria agora, alcançando o colarinho de sua camisa e desabotoando botão por botão. Sorri quando ele se ergueu para me dar espaço para os que não alcancei. A camiseta que usava por baixo ainda estava por dentro da calça, mas consegui olhar seu corpo perfeito antes que ele voltasse a se deitar sobre mim, voltando a me beijar delicadamente.
Naquela hora não éramos uma princesa e um cantor de um país distante, éramos apenas mais um homem e mais uma mulher, dançando a dança mais antiga de todas, a dança que faz o mundo girar desde seu início. Michael me beijou mais uma vez, forçando sua língua em minha boca, e deliciosos gemidinhos baixinhos lhe escapando cada vez que eu me esfregava em seu corpo.
- Seja o primeiro. - Pedi. - Seja o único.
Mas Michael não me respondeu em palavras. Me beijou novamente, com mais exigência que antes, enquanto suas mãos exploravam cada parte do meu corpo que alcançavam. Ofeguei quando seus lábios desceram pelo meu pescoço e chegaram aos meus seios. Era uma sensação nova, excitante, havia um formigamento que iniciava em meu estômago e subia até se alojar em minha garganta. O toque de sua boca em meus mamilos me fazia gemer baixo, puxando-o de leve pelos cabelos, guiando-o de encontro ao meu corpo.

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⏰ Last updated: Jul 22, 2019 ⏰

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