Prótons e elétrons

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Olá! Antes de mais nada, eu gostaria de dizer que este é o meu primeiro livro, e que se houver algo errado, aceito críticas construtivas e dicas de como melhorar. Já tem alguns capítulos prontos, então dependendo de como for o andamento das visualizações, eu vou decidindo a frequência de postagens. Sem mais delongas, espero que vocês gostem da história!

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As aulas começaram há alguns minutos, e como sempre, estou atrasada. Mas não é em vão, acabei de chegar. Ajudei meu pai o dia todo no trabalho, ele precisava de alguém e eu fui arrastada até lá, e além do mais, ainda não me acostumei com a minha recente mudança para o turno da noite no 3° ano do colegial.

Sinto saudades dos meus amigos que ainda estudam de manhã, mas eu definitivamente não consigo acordar cedo, tive mais de 10 horas de faltas em biologia no ano passado, provavelmente passei por sorte (ou pelas minhas notas altas). E além do mais, a Ivy e a Sofia também estão estudando a noite agora, e me fazem companhia.

Pego minha mochila e saio rapidamente de casa, meus pais estão na sala, e meu irmão jogando no celular. Olhando assim parece até uma família unida e feliz, mas quem convive sabe que não é bem assim...

Desço as escadas, mas não antes de fazer carinho na Cristal, uma poodle branca, e no Toby, um vira-lata cujos pelos possuem tonalidades diferentes de bege, meus cachorrinhos que ficam dentro de casa. Olhando para trás avisto a Penelope, outra vira-lata, mas dessa vez preta e magra, me observando através do portão, ela é grande demais para ficar dentro de casa, portanto fica no quintal. Mando um beijo para ela, e em seguida saio pelo portão.

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Nunca entendi por que Punhal tem tanta subida. Alguns dizem que é por medo de alagamentos, mas não vejo a necessidade de tanta precaução assim. Porém, a cidade é pequena, portanto, não devo julgar.

Após 15 minutos de caminhada (que poderia ser considerada uma maratona) chego na escola. O portão está fechado, mas toco a campainha e a Lu, minha vice-diretora, abre o portão pra mim. Ela me conhece, e sabe que faço curso, logo, ela não faz perguntas do porquê de eu me atrasar. Rapidamente entro na sala e me sento.

Ao olhar para frente, vejo Catarina, minha professora de física desde o 1° ano do colegial. Catarina é uma mulher bonita, morena, cabelos escuros e presos, aparenta ter praticamente a mesma altura que eu, por volta dos 1,65, uns 34 anos e tem um corpo de dar inveja. É o tipo de professora na qual os meninos dão em cima, mas ela é casada, ou pelo ou menos era. Ultimamente, tem rolado boatos de que o marido dela, também professor, mas de geografia, traiu-a com uma mulher mais nova. O marido dela já foi meu professor, Júlio, alto e gordo, vivia dando em cima das alunas, típico macho escroto. Não sei como ele conseguiu casar com a Catarina. Mas é como dizem, o amor é cego.

Catarina estava explicando sobre eletrização por atrito: dois corpos de materiais diferentes são esfregados de modo que os elétrons de um passam para o outro, deixando-os com cargas opostas, e assim são atraídos um pelo outro. Será que isso também acontece no amor? Pessoas totalmente diferentes realmente se sentem atraídas pelo seu contrário? Eu particularmente prefiro pessoas que me entendem, e de preferencia com cargas iguais as minhas, e com cargas quero dizer gênero. Não que eu não me atraía por homens, me considero bissexual, mas mulheres são claramente minha preferência.

- Clara?
- Oi?!
- Tudo bem? Parece que você "tá" em outra órbita hoje.

Droga, me perdi em meio a devaneios e esqueci totalmente da aula.

- Tudo bem sim, eu só me perdi um pouco aqui. - Falo em meio risos de constrangimento.

Ela sorri e rapidamente volta a explicar.

"Seu sorriso é tão bonito", pensei. Aliás, ela parece estar mais bonita hoje do que de costume. Começo a observá-la, seu corpo, seu olho, cabelo, boca, é como se tudo me atraísse diretamente pra ela, como se aquele sorriso fosse nosso atrito. Me senti totalmente eletrizada.

"Mas que porra é essa?!", pensei. Eu havia novamente me perdido nos meus pensamentos, mas dessa vez eram pensamentos diferentes. Eu tinha me sentido atraída por ela? Ela é minha professora há 2 anos, algo assim teria despertado em mim muito antes se fosse realmente para acontecer. "Foram só devaneios" falei para mim mesma, e assim que o sinal do intervalo tocou, saí da sala.

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As próximas aulas seriam de química com a Juliana, uma professora nova, mas que eu adorava. Nas aulas dela eu costumava ser totalmente participativa, mas uma coisa não saía da minha mente - Catarina.

A aula acabou e Ivy e eu fomos embora, morávamos perto uma da outra, enquanto Sofia morava do lado totalmente oposto. Ivy também se considerava bissexual, e eu sempre quis ficar com ela, mas ela namora o João, um cara que morre de ciúmes de mim. De vez em quando ela dava em cima, e ela até já roubou selinhos meus, mas nada além disso.

Cheguei em casa e peguei o celular, entrei no Facebook para ver uns memes e fotos, mas a Catarina realmente não queria sair da minha cabeça. Entrei no Facebook dela e comecei a stalkeá-la. Catarina Vieira.

"Espera, ela tem o mesmo sobrenome que eu? Não somos parentes, disso tenho certeza." Pensei.

Olhando suas fotos, vejo uma mais bonita que a outra. Ela é uma mulher espetacular, e meu coração batia mais forte a cada foto que passava. Aquilo realmente estava acontecendo?

Estava.

Eu estou apaixonada pela minha professora.

 Atração ou Repulsão? Stories to obsess over. Discover now