prólogo

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𓂄♢𓂁

Sillí, Apus e Asterión eram os 3 grandes reinos conhecidos no planeta Oris. A paz e harmonia sempre foram pregadas entre os vizinhos, seus governantes eram aliados e grandes amigos.
Uma vez a cada 3 anos havia a celebração da união dos 3 reinos, a chamada “festa da aliança”. Uma comemoração aos anos de paz e felicidade entre eles.
As festividades já começara em Sillí, os governantes do reino mágico, Rei Ción e Rainha Erin se preparavam para a recepção dos outros reinos, felizes. Porém, os anos de paz e tranquilidade os fizeram esquecer que o mal que vai, sempre volta.

[...]

1 semanas antes das festividades

Como em todos os reinos de Oris, existiam muitas histórias e lendas sobre artefatos mágicos achados ou perdidos em algum lugar, sejam eles bons ou maus. Em Sillí uma dessas histórias era sobre o espelho de pedra da madame Lee, um objeto de magia negra que realizava desejos sombrios em troca da alma de seu portador. Como muitos dos objetos de magia negra, o artefato era encantado com mágica que o tornava tentador aos olhos das pessoas, as fazendo desejar o impossível. Mesmo o mais esperto dos bruxos não resistiu aos terríveis encantos do espelho em troca da tórrida verdade sobre a realeza.

Grizéu era um feiticeiro hábil, na casa dos 30 e poucos anos, tinha cabelos pouco curtos pretos e alguns fios brancos perto das orelhas, o olhar cinzento e barba alinhada o deixava com aspectos menos receptivos do que queria. Descobriu a sala secreta dos artefatos por acaso enquanto pensava na conversa que escutou na sala de chá da rainha. Voltando para seu quarto, ele escutou aquela voz sedutora, segredando em seu ouvido, chamando por ele.

"Mestre venha até mim, chame meu nome, meu nome… Rose, Lee Rose"

Embora fosse um feiticeiro experiente, Griséu já estava enfeitiçado no momento em que deu atenção aquela voz, a voz da madame Lee Rose.

Madame Lee o levou até a ala oeste do castelo, num corredor pouco movimentado, Grizéu parou em frente a um quadro sem moldura. A pintura parecia ser a continuação do corredor mas no final, em vez de uma janela, havia degraus cor marfim que davam acesso a uma torre. O feiticeiro não pensou muito, mas Madame Lee lhe deu a resposta.

"Toque no quadro, diga meu nome…Lee Rose, Lee Rose"

E assim foi feito, quando Grizéu tocou o quadro proferiu o nome dela, como num encantamento.

- Lee Rose!.

Uma moldura dourada surgiu, a pintura desapareceu.

Seu nome era a chave de um portal.

Atravessou a moldura subindo a escada caracol como se soubesse aonde ir, ao chegar no final, havia uma porta de madeira grossa, o cadeado de prata estava destrancado. Empurrou a porta dando visão ao salão onde havia vários artefatos que só eram escutados em histórias. O cálice sagrado, os sapatos dançarinos dos bailes de Gory, a espada almac da feiticeira Green. Grizéu andou pelo salão, dentre tantos artefatos de extremo poder, havia um em especial, chamando por ele.

Parou em frente a uma parede, esta estava coberta por um lençol branco envelhecido que foi puxado por ele levantando uma camada fina de poeira. Entre tosses e abanares de mãos a poeira abaixou, dando lugar a linda visão, e lá estava ele, o espelho de pedra da Madame Lee, esculpido na metade da parede do salão por uma espécie de feitiço, imaginou que fosse para manter o espelho ali dentro, trancado. Se aproximou do espelho tocando o vidro de pedra.

- Revelasse para mim Lee Rose- Grizéu pediu.

Embora Lee Rose realmente existisse no passado, sua voz não tinha forma, pois ela era cega e nunca viu seu reflexo. Então refletiu o rosto de quem o feiticeiro mais amava, sua preciosa Victoria. Ele sabia que não era ela, suas auras eram diferentes.

AsteriónStories to obsess over. Discover now