No Sul de Kindetria se estendia morros incríveis, altos, amplos e que se agrupavam de forma extraordinária. Lá residia pessoas bondosas, receptíveis, mas novos moradores imigraram.
Havia uma rua, aqui e acola se estreitava, o lado direito o precipício, e o esquerdo, as casas simples com certa elegância.
Mais adiante continuava a estrada quase sem casas e o matagal. Então, retornou um homem misterioso, desconhecido da maioria, dono de um castelo nesse morro. Para os moradores mais antigos ele era representado como perigo, prefeririam evita-lo, julgando-o obscuro e que escondia um ódio diabólico. O avistaram passando pela estrada, e acenou para as pessoas, sorrindo. Foi visto indo em direção ao seu castelo, e a distância, avistaram ele dando algo para uma velha senhora solitária.
Se passou alguns dias de sua chegada, e o homem até então assustador convivia cada vez mais com os moradores. Era um bom ouvinte, gentil, e que pouco ficava calado, parecia que sabia de tudo. As pessoas gostavam e ansiavam escutar tudo que ele falava, as viagens, os lugares que conheceu e ficavam muito gratas quando ele dava algum de seus livros, e até emprestava alguns de seus exemplares preferidos. Em sua última conversa disse que teria de sair em uma viagem. Quando disseram que sentiriam falta dos livros, ele apontou para uma residência próxima, e disse que podiam tomar de conta até seu retorno. O lugar era uma casa com um cômodo mais amplo e outro menor. Dentro, impressionava a quantidade de livros compactados nas estantes. No centro do cômodo maior, havia um tipo de escada de madeira triangular com degraus nos dois lados que terminava com o mais alto. Aquilo servia para ter acesso aos livros que ficavam no alto sob fileiras horizontais de madeiras que iam até o teto, e se interligavam com as estantes do quarto. Os visitantes se assentavam para ler do lado de fora. Ficavam em assentos entre várias colunas do alpendre na frente e nas laterais e atrás era o precipício.
A noite aconteceu o que não era incomum para os antigos nos tempos de outrora. Certos animais desapareceram e antes que a notícia se espalhasse o homem tinha saído de manhã cedo.
YOU ARE READING
A peste e o acaso
FantasyNo sul da Kindetria era um canto da cidade que as pessoas moravam numa montanha. Era um lugar de pessoas bondosas e receptíveis, mas aos poucos as coisas mudaram. Certo homem misterioso e desconhecido da maioria morava em um castelo e era dono de mu...
