❝ Lá vamos nós para mais um dia de aula, com um porém, eu finalmente irei me declarar para aquela menina e será pessoalmente.. mas, eu vou deixar isso mais clichê.. eu deixei uma carta em seu armário pedindo para que ela me encontrasse na saída da escola às 6:40 PM.
Eu sei tudo sobre ela..
• Ela se chama Ayako Oshako.
• Tem 17 anos.
• Gosta de doces.
• Seu cabelo é preto e ela sempre deixa ele preso.
• Possui a cor dos olhos escuros.
• E é minha futura esposa!
Eu tenho um pouco de remorso em tentar me declarar para ela.. e se ela for hetero? E se ela me odiar?! Esses pensamentos me deixam desesperada e aflita, mas, ela não tem escolha, ela será minha e ponto.
Esses dias eu a vi conversando com um rapaz, era um dos "famosinhos" da escola.. Famosinho é a minha bola esquerda!
Eu dei um fim naquele rapaz, ele queria roubar minha Ayako, comer ela e depois larga-la como se fosse lixo. Eu o convidei para um humilde encontro no armazém das funcionárias da escola, claro, ele devia estar imaginando que iria ter algo mais prazeroso do que a morte. Ele queria me adicionar na lista das garotas que ele pegou, estava muito enganado, quem pegou ele fui eu.
O matei asfixiado, consegui esconder o corpo dele naquele minúsculo local, vai fazer 13 dias e ninguém o encontrou, porém, notaram sua ausência.
Passei as três primeiras aulas só imaginando como seria quando ela finalmente pertencer a mim.
Após as três aulas acabarem, deu a hora de ir para o intervalo.
Eu não me considero psicopata, muito pelo contrário, qualquer pessoa faria algo para conseguir conquistar a pessoa que gosta. Só faço o mesmo.. de um jeito mais agressivo e incorreto pela sociedade. E olha, eu tenho até amigos, não sou anti-social.
Eu estava caminhando pela escola até que passei pelo banheiro feminino e notei a minha Ayako com algumas das amigas dela, ela estava chorando.. o quê será que fizeram com a minha waifu?!
Não vou me aproximar, até porque tem gente com ela.
Mas essas garotas vão se ver comigo.
Bom, tudo estava indo de acordo com o plano, ela veio até minha casa no horário combinado.
Me declarei, e sabe o quê ela disse? Que estava grávida daquele maldito, e que ele havia sumido.. e eu disse para esquecer ele, mas ela o amava. Eu não deixei que acabasse assim. Entreguei-lhe um copo de água que possuía "boa noite cinderela" e fez ela desmaiar, tranquei ela no meu porão.
Me senti em um filme, mas quando ela acordou fez várias perguntas. Bom, abri o jogo e disse para ela que seu "amorzinho" estava morto. Ela deu chilique e eu dei-lhe um soco no rosto, minha noiva deve se comportar e não me tratar daquele jeito. A cada xingamento que ela fazia, era um tapa.
Bom.. agora as coisas pioraram, meus pais que estariam viajando durante um longo período retornaram mais cedo, e eu não podia mostrar para eles a minha noiva antes do casamento, escondi a desgraçada e fui cumprimentar meus pais. Com um porém.. ela fugiu. Não sei se fui burra o bastante e não amarrei forte o bastante ou se ela ja sabia como se soltar.
Ela vai me denunciar, e eu não vou ficar aqui de bobeira.
Peguei minhas coisas e fugi de casa sem contar aos meus pais. Como eu roubei dinheiro dos dois, consegui comprar uma passagem e mudei de região. Tomara que nunca possam me encontrar por aqui. ❞
Musumy após ler essa página do diário, fechava o diário, aflita e sem reação, sua respiração estava ofegante.
Ela não podia acreditar que sua mãe falecida se comportava desse jeito, e era uma assassina psicopata.
Ela segurava o diário com ambas as mãos, as lágrimas escorriam e algumas caiam na capa do diário.
O marido dela entrava no quarto e se aproximava de Musumy, tocando em seu ombro.
ー Ei, o quê houve? ー Ele perguntou quando notou Musumy chorando.
ー A-Achei o diário da mamãe..
ー Oh, deixe-me ver.
ー Não! Vamos para casa, já peguei as coisas que queria aqui. ー Ela enxugou as lágrimas e se retirou do quarto ainda segurando o diário.
O Marido dela a seguiu e ambos entraram no quarto, ele ligou o carro e seguiu rumo até sua casa.
Ele diminuía a velocidade do carro aos poucos enquanto olhava Musumy.
ー Heh, lembra de quando sua mãe não gostava de mim? Ela sempre me recusava e queria me mandar embora quando eu chegava.
ー Lembro.. porque tocou no assunto?
ー É que.. eu sei o motivo de ela me odiar. ー Ele acelerou o carro novamente. ー Sabe qual é?
ー Ei, você está indo muito rápid-- Hum? Qual é?
ー Meu pai era o "famosinho" dessa escola e foi assassinado asfixiado.
Sem que Musumy pudesse dar alguma palavra, ele gira o volante fazendo o carro sair da pista e entrar em uma floresta ao lado e bater em uma árvore.
Musumy abre a porta do carro e se arrastando tenta sair do mesmo, suas pernas estavam fracas e esmagadas, sua visão um tanto embaçada notava que seu marido já estava à sua frente, olhando para a mesma no chão.
ー Minha mãe se chama Ayako Oshako, ela passou a vida inteira indo atrás da ridícula da sua mãe em busca de vingança, e eu também.
ー M-Mas..
ー Eu consegui me livrar daquela maldita, agora só resta você.
Ele agarra os cabelos de Musumy e sai andando enquanto arrasta o cabelo da mesma até a pequena floresta que havia la perto. Musumy mesmo estando fraca, tentava se debater mas não resultava em nada.
Ele a arremessa perto do lago e coloca sua mão no bolso e retira uma adaga.
Musumy tentava se levantar, mas fracassava e se arrastava para longe.
Ele enfia a adaga em suas costas e retira em seguida, fazendo Musumy gritar e continuar a se arrastar.
ー Hey, querida, para onde você pensa que vai?
Ele enfia novamente a adaga em suas costas mas deixa ela lá. Segurando a perna de Musumy que estaria gritando, a arrasta até o lago e joga ela la dentro, segurando sua cabeça para que não suba para a superfície. O lago se tornava vermelho por conta do sangue que saía. Musumy ja estava com os pulmões tomados pela água e acaba por morrer afogada naquele lago.
O marido de Musumy apenas sai caminhando pela pista como se nada tivesse acontecido.
Good End?
