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Ó amor, cruel e tão doce
Que mata-me com prazer, com a frieza de uma espada  a atravessar um coração inocente
Que alegra-me hoje para abandonar a nefasta vida impetuosamente.

Amor, que de poeta em poeta ceifa sofredoras almas emocionadas
De detalhe em detalhe constrói uma lírica romântica e bela que esconde os traços obscuros do
descontentamento de quem infelizmente ama!

Ó amor, ilude-me e apaixona-me cegamente, ludibria-me com infundadas emoções
Estas que cravastes em meu coração sem qualquer compaixão como se teu espelho puro fosse os olhos insensíveis e famintos de um carrasco que crava a espada polida e fatal na superfície mortal do condenado.

Amor de trevas, de fases lúgubres, de mentiras apolíneas e verdades inexistentes
Colhe a alma que afligi-se e suicida-se de paixão atroz, e lamenta intensamente, como almeja a libertação pela idealizada morte
Enlouqueça-os, Amor! Exasperados por algo irreal
Expresse seu veneno ambicioso e leve, para sempre, o exterior daqueles que já morreram de tão insano Amor.

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