A saudade vem como um sentimento inesperado,confuso e doloroso,uma constância sem tempo de fim.
A 16 anos estou sem ela,sem seu perfume,sem seu carinho, sem sua luz , cada vez me sinto mais preso a este navio, é um tanto frio e sombrio,queria poder escapar,mas não posso deixa-lo a mercê de Poseidon.
Rezo noite após noite, dia após dia, rezo a deuses e deusas na esperança de que eu seja libertado de minha maldição, a maldição de ter amado alguém.
Certa noite em meu navio ao por do sol avisto um albatroz, solitário e observador, e estranhamente pousa em minha proa, e diz:
— Por que está triste solitário marinheiro ?
Imediatamente respondo:
— A anos não tenho felicidade,a tempos estou sem ela,só queria o meu amor de novo ao menos por uma noite.
E o albatroz com um tom superior responde:
— Ora! Você tem muita sorte, sou Tânato Deus da morte, e por uma troca, eu lhe concedo um favor.
Assustado respondo:
— Deus da morte ?! Mas que troca espantosa seria essa?
E o deus da morte diz:
— É simples, sua vida amaldiçoada por mais uma noite com o seu amor.
A este ponto, depois de dezesseis anos a tona no mar sem ninguém aceitei imediatamente, tudo valeria a pena, mesmo que por uma noite,por mais um beijo.E decididamente respondo à Tânato:
— Albatroz, aceito sua proposta, minha vida em troca de mais um dia ao lado dela.
É magicamente voo, em direção aos céus, ao lado de Tânato, e rapidamente adormeço.Quando acordo, reparo que estou na costa, reconheço o lugar, mas eu sabia que nunca havia estado lá. E o albatroz me diz:
— você sabe a onde ir, tic tac, seu tempo está passando.
E magicamente ele some, e logo em seguida começo a andar sabendo exatamente a onde eu tenho que ir. Pelas ruas estreitas começo a andar continuamente, até que chego em uma casa que era cheia de janelas,muito bonita e quando olho adentro me deparo com a minha luz, dando risada é feliz, e imediatamente começo a chorar de felicidade de enfim ter encontrado ela,depois de dezesseis anos.
Quando enfim tomei coragem para bater na porta da casa, olho rapidamente para a janela e vejo alguém se aproximando perto do meu amor, e quando vejo,logo reparo que era seu marido, que a beijou amorosamente.
Minhas lágrimas de felicidade instantaneamente viraram de tristeza, mas estava consciente de que já fazia muito tempo desde aquela época,então aceitei dolorosamente a verdade, e de volta a costa fui andando,pensativo sobre o restante do meu tempo,e ainda pensando nela.
Quando enfim chego a costa e me dento na areia,escuto de longe um grito dizendo:
— Espere!!
Quando me viro logo vejo, a minha luz, se aproximando de mim e sem reação eu a escuto de novo:
— Faz anos, você sumiu, você não sabe o quanto eu senti sua falta... o quanto eu ainda sinto...
Quando tento falar alguma coisa logo vejo o sol nascendo,ao longe vejo o albatroz se aproximando cada vez mais e mais, e digo:
— meu amor, você não sabe o quanto eu senti a sua falta, foram dias e dias sem você, dolorosas noites e dias sem sua companhia,eu não tenho muito tempo, eu fiz um trato para te ver mais uma noite.
Chorando ela me diz:
— me perdoe por tudo que eu fiz, só percebi o meu erro quando era tarde de mais, não devia ter te aban ...
Rapidamente eu dou um beijo nela e digo:
— Está tudo bem meu amor, isso não importa mais, meu sentimento por você é maior do que isso,eu só queria ficar ao menos mais um dia ao seu lado, mas infelizmente Tânato está a caminho, e ao seu lado eu irei.
Com os olhos cheios de lágrimas me despeço de minha luz, e aceito O Deus da morte como um amigo, e me vejo flutuando novamente mas desta vez ao escuro. A longe vejo a luz se distanciando, o meu amor, a minha vida,a minha saudade indo embora desaparecendo como poeira ao tempo.
