John Luppin

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P.O.V Harry

Finalmente a guerra acabara, depois de tanto tempo, tantas perdas, finalmente chegara ao fim. Eu estáva no salão comunal da Grifinoria, todos estavam comemorando, mas eu não estava com ânimo para esse tipo de coisa. Estava sentado ali há 15 minutos pensando no Teddy, como eu iria contar a Andrômeda?, Como ela reagiria?, Com certeza perder a filha não devia ser fácil, ter que cuidar de um neto depois desse choque deveria ser pior.

Porém eu tinha uma estratégia, uma vez Remo citou onde o pai dele morava, eu iria para o povoado procurá-lo, ele não via o filho á um tempo, não deveria nem saber que tinha um neto. Depois de avisá-lo, iria levá-lo pra casa de Andrômeda, para conhecer o neto, e contar para ela, para que eles possam lidar com isso juntos.

Eu estava perdido nesse pensamentos quando fui trazido de volta por Gina Weasley, que chavoalhava meu ombro:

-Harry, tá tudo bem?

-ah... claro -disse e dei um sorriso de canto para ela- só tava pensando.

Ela se levantou sorrindo e saiu, não dava mais para enrolar, tinha de ir. Me levantei e foi falar com Rony e Hermione, e avisá-los de minha saída. Encontrei os dois num canto conversando, ao me virem se viraram pra mim.

-Oi Harry- disse Hermione
-Oi, só quero a avisar que estou indo pra casa da Andrômeda, - ela abriu a boca pra falar mais eu foi mais rápido- Não se precupe, eu vou sozinho.

Eu saí eu fui em direção aos portões, ao atrávesa-los aparatei direto para o povoado. Caminhei pela calçada até ver uma garota que parecia ter uns 17 anos e foi até ela:
- Com licença, eu estou procurando a casa de John Luppin, você sabe onde é?

A garota asentiu educadamente e me apontou uma casa no final da rua, eu agradeci e fui em direção a ela. Era uma casa pequena, tinha dois andares, era feita de uma madeira marrom clara, e tinha um pequeno jardim bem cuidado.
Caminhei até a porta e dei três batidas suaves, segundos depois um senhor que parecia ter uns 50 anos com uma aparência amigável abriu a porta:
- Pois não, como posso ajudá-lo?
- eu gostaria de conversar com o senhor sobre seu filho, é importante.
O sorriso se dissipou do seu rosto e seus olhos me fitaram preocupadamente, ele assentiu com a cabeça e me deu passagem pela porta. O interior da casa era arrumado de maneira vintage. O senhor pediu para que eu me sentasse no sofá e se sentou numa poutrona.
- Então, - disse o senhor com uma expressão séria - você não é um trouxa é?
Neguei com a cabeça.
- eu sou Harry Potter.
Quase como se fosse automático, observei os seus olhos subitem por minha testa e fita-la por poucos segundos, antes do sorriso retornar ao seu rosto, com um toque aliviado
- ah sim...meu filho era amigo do seu pai- disse sem parecer surpreso
- Creio eu que esteja a par da segunda Guerra bruxa.- eu disse tentando chega no assunto.
- Claro, soube que ela acabou, menos se duas horas e já saiu nos jornais.
- Exatamente.... você sabia que seu filho havia se casado?
- ah..sim, recebi uma carta a pouco, eu e meu filho não somos mas tão próximos como éramos antes da primeira Guerra -havia um tom de culpa em sua voz- ele teve que se afastar para lutar - o tom De culpa virou orgulho.
- Seu filho lutou na batalha de Hogwarts junto a esposa.- eu estava chegando ao ponto- infelizmente eles não sobreviveram, meus pêsames.
Eu não tinha coragem para olha-lo, direcionei meu olhar aos meus pés, sentindo meus olhos umidecerem, mas antes que pudesse desabar no choro, senti uma mão em meu ombro. Voltei meu olhar para o velho a minha frente e vi que ele sorria, mesmo em meio às lágrimas, mas antes que eu pudesse questionar ele disse, simplesmente:
-meu filho morreu como eu herói, tenho orgulho disso.
Eu me eu me virei para o Senhor, tinha que contar sobre o Teddy.
-Antes de morrer, -falei com os olhos molhados- seu filho e a Tonks, a esposa dele, tiveram um filho, - o homem fez cara de surpresa seguida de um sorriso,- o nome dele é Teddy.
-e-eu t-tenho um neto?
-um lindo netinho que é meu afilhado-eu disse devagar e calteloso.
-onde ele está, eu quero vê-lo!
-ele está na casa da avó, Andrômeda, ela ainda não sabe, eu posso levá-lo até lá para você ficar com ele enquanto eu conto - eu disse calmo com os olhos fixos no olho de John Luppin.
-tudo bem então.
Nós aparatamos direto na casa da Andrômeda, ela estava no sofá, parecia muito preocupada, ela Lia o profeta, (provavelmente procurando algo sobre a Dora),ela nem havia percebido nossa presença até eu colocar minha mão sobre o ombro dela, ela se virou esperançoza, mas ao me ver ela começou a chorar, ela estava esperando a Dora, e como não era ela...., Bem, ela somou dois mais dois sozinha.
-C-como?-disse ela em prantos
-como uma heroína - eu disse as mesmas palavras que gostaria de ouvir se fosse comigo.Ela me abraçou inesperadamente, passamos alguns minutos assim até ela se recompor.Quando ela parou de chorar percebeu a presença de John, (que só observava e chorava silênciosamete.
-Quanta falta de educação minha- disse ela tentado sorri mas falhando- Quem é o seu amigo Harry?
-Esse é o pai do Remo, - eu estava meio surpreso com Andrômeda, achei que ela ficaria mau por horas, mas parecia um pouco melhor do que eu esperava, (ela já devia esperar a morte de Dora, quer dizer ....era uma guerra)- eu o trouxe para conhecer o Teddy, e ache que vcs poderiam lidar com isso juntos.-completei timidamente.
-é um prazer -disse ela abraçando o individuo que ficou surpreso mas retribuiu.
Nós ouvimos um choro de Teddy, eu subi para pegá-lo deixando os dois a sós para que podessem lidar com isso juntos(afinal estavam juntos naquele barco).
Subi as escadas e foi até o primeiro quarto que estava com as portas abertas, era um quarto grande, tinha uma cama branca com desenhos de varinhas, cachecóis amarelos e vermelhos, e um travesseiro com a mesma estampa. Ao lado um bercinho branco, com um pequeno bebêzinho de cabelos azuis e amarelos deitado, ele usava um marcação vermelho e dourado, era tão fofo, parecia muito com a Tonks, mas tinha o sorriso do Remo. Ele já havia parado de chorar.
Eu o peguei no colo e o pequeno deu um sorriso, naquele momento, todo o medo, toda culpa, todo de ruim que eu sentia ou pensava, sumiu com aquele sorriso banguela do meu afilhado. Ele sorriu e seus cabelos ficaram da cor dos meus.
-Você é muito lindo, -eu disse com uma vozinha afetada com a de um bebê- um bruxinho lindo,-Ele deu uma risada- vem você vai conhecer o vovô -ele deu um leve sorriso- é, vai conhecer o vovô.
Eu deci as escadas do o pequeno no colo, eu fazia cosquinha na barriguinha do pequeno Teddy.
Ao chegar no pé da escada encontrei o Senhor Luppin, conversando com a Andrômeda. Pelo que eu captei da conversa ele falavam das aventuras do Remo antes de se formar, e das travessuras da Dora com o pai quando pequena. Pareciam estranhamente nostálgicos.
-Esse -eu disse me para o John me referindo ao pequeno Teddy- é o seu neto.
Ele veio devagar até mim e tirou o pequeno de meus braços, os cabelos do pequeno ficaram castanhos Claros igual os do avô,(com alguns fios brancos, mas isso a gente releva) ele me lembrou muito o Remo com aquele sorriso e cabelos castanhos (porém não deixou os traços da Tonks sumirem).
-Oi -disse o John fazendo o pequeno rir,(ele é tão risonho quanto tô a Dora, mas a risada era igual a do Remo)- eu sou o vovô, e você é muito lindo.
Eu não tinha nada mas que fazer ali, dei um beijo no pequeno Teddy, um abraço na Andrômeda, e me despedi do Sr.Luppin, e aparatei para os portões de Hogwarts.

P.OV Gina

Depois de ver Harry eu foi para o dormitório feminino, tomar banho, eu queria estar limpa para falar com o Harry sobre nós. Depois do banho deci para procurá-lo, mas não o achei em lugar nenhum, então foi falar com Rony.
-eu você viu o Potter?
-ele saiu...foi para casa da Andrômeda...contar sobre a Tonks.
-ah....é....a quanto tempo ele foi?
-faz uns 40 minutos.
-obrigada.
Demoro 10 minutos pro Harry voltar, eu estava ansiosa, ele entrou pelo retrato da mulher gorda. Seu rosto estava machucado, mas sua pele suja, mas ele entrou sorrindo, (acho que ver o pequeno Teddy animou ele, antes ele estava parecendo tão mal)veio até minha direção e se sentou ao meu lado:
- finalmente acabou! -exclamou ele colocando a cabeça em meu ombro- sem mais luta
- é ... podemos conversar - eu disse exitante.
- Claro, sei de um lugar perfeito para isso - ele se levantou e me estendeu a mão, pedindo para que eu o acompanhasse, e eu foi.
Nós fomos até o sétimo andar, (a sala precisa eu sabia) nós fomos até o corredor e a chegarmos lá uma porta de Carvalho apareceu ele abriu, a sala estava toda vermelha e dourada, havia uma pequena mesa circular com champanhe e cerejas, em um outro canto um sofá branco com uma mesinha cheia de sobremesa , e bem no meio.... Uma cama circular com um espelho no teto, e ao lado um frizer com porta de vidro (cheio de bebida).
- Não esperava tudo isso -ele exclamou boquiaberto.
- A-aquilo é....é uma cama de motel? -eu estava intrigada, mas o estilo motel seria bem vindo.
- vamos pra sala - ele estava meio corado.
- Gina a guerra acabou... Eu estava pensando... Não corremos mais perigo... E você sabe que foi por isso que terminamos... Gina eu..-eu o enterompi.
- Também te amo Harry Potter - eu o beijei e foi retribuida, suas mãos delizavam por todo meu corpo, com um toque suave e carinhosa. Eu acariciava sua nuca durante aquele beijo carinhoso que eu tanto havia esperando o ano inteiro.

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