Rio de Janeiro
Domingo, 10 de março
Rodrigo se espreguiçou na cama, piscando lentamente várias vezes ao sentir o sono deixar seu corpo. Os olhos cansados de uma noite agitada olharam o relógio na mesinha ao lado e viram que já passava das três da tarde.
Virou para o lado procurando-a. Como ele já imaginava, ela ainda dormia profundamente e não parecia que ia acordar tão cedo. Ele sempre acordava antes. Sorriu ao vê-la com os cabelos bagunçados e usando uma de suas camisetas. Desde que passaram a morar juntos ela tinha tomado praticamente todo seu guarda-roupas. Não que ele se importasse.
Se aproximou da morena e moldou seu corpo ao dela, amava poder sentir o calor da pele dela na sua. Começou a fazer um leve carinho em seus cabelos e, ainda dormindo, ela se aconchegou mais perto de seu peito.
Riu para si mesmo quando viu alguns vestigios de glitter brilhando em algumas partes do rosto e em algumas mechas. Tinham chegado exaustos e um pouco bêbados. O banho que tomaram, entre beijos quentes e algumas carícias, obviamente não tinha sido o suficiente para tirar tudo.
Lembrou do quanto ela estava linda ontem. Era linda sempre e de qualquer jeito mas ontem ele tinha passado a noite toda com os olhos colados nela. As vezes custava a acreditar que aquela mulher era realmente sua. Sentiu o corpo vibrar por ela.
"Ta pensando no que me olhando assim?" Ela perguntou, a voz baixa e rouca de sono, mas ele sentiu que ela sorria. A principio se assustou e logo pensou como ela adivinhara que ele estava pensando e olhando pra ela mesmo estando de costas pra ele. Devia ser porque ela o conhecia muito bem e sabia que poucas eram as vezes em que ele não estava pensando nela.
"Bom dia, dorminhoca." Ele sussurrou em seu ouvido e sentiu ela arrepiar. Tirou os cabelos que estavam em seu caminho e começou a distribuir beijos pelo pescoço exposto. "Estava pensando no quanto você estava linda ontem."
"Você realmente sabe como acordar uma mulher, hein Simas?" Ela tentava em vão disfarçar que ele, a proximidade de seu corpo quente e os beijos molhados em seu pescoço nao estavam lhe afetando. Tinha acabado de acordar mas já sentia seu corpo todo pulsar por ele. Raras vezes ele não tinha esse efeito sobre ela. "Esse beijos todos são só porque eu estava linda?"
"Porque você estava linda..." Ele sussurrou mais uma vez no ouvido dela, sabendo que era o seu ponto fraco. Correu lentamente a mão desde a coxa nua escondida pelo lençol até a lateral do seio que estava coberto pela regata frouxa que ela usava. Sentiu ela prender a respiração quando ele traçou o mamilo com os dedos. "E porque eu passei a noite inteirinha desejando você mais do que qualquer coisa."
Agatha mordeu o lábio inferior com força, tentando silenciar o gemido que estava desesperado para escapar enquanto ele lhe massageava o seio. Gostava dessa provocação e de ver Rodrigo usar todas as suas melhores armas.
"Mais do que qualquer coisa?" Percebeu que sua própria voz lhe traiu quando sentiu ele sorrir vitorioso contra o seu pescoço e começar a descer a mão por sua barriga. O corpo todo arrepiou em antecipação. Estava completamente rendida e desistindo de tentar esconder.
Derrubou as últimas barreiras e soltou o gemido desesperado que estava segurando quando a mão dele deslizou para dentro de sua calcinha e os dedos começaram a lhe acariciar. Seu corpo estremeceu de prazer e os quadris se moveram involuntariamente ao sentir aquele toque que agora já lhe era tão familiar.
Rodrigo observava as reações de Agatha a cada movimento de seus dedos contra a intimidade dela. Ela se contorcia em seus braços e os gemidos abafados proferidos por lábios entreabertos estavam lhe enlouquecendo. Queria tê-la ali mesmo, já não estava mais aguentando de tanto desejo, mas não se daria por satisfeito até que a fizesse explodir de prazer primeiro.
