O sol estava em seu ápice exalando calor para todos os lados fazendo com que as pessoas lá em baixo -Em algum lugar dos Estados Unidos - Procurassem algo para se refrescar e Nathan Goysk caminhava com uma casquinha nada simples de sorvete em mãos com uma enorme tentativa de acabar com o calor que meses atrás era inimaginável.
— Nate! Me espera— Ingrid tentava alcançar o amigo tentando equilibrar o sorvete que era bem parecido com o do de Nathan.
— Se você não é rápida o suficiente o problema não é meu! Se bem que nós dois sabemos quem é o mais rápido— Depois de uma bela lambida no sorvete de baunilha Nate alfinetou a amiga loira que semiserrou os olhos desdenhando da atitude do moreno.
—A corrida me permite me gabar assim ta legal? Mês que vem eu vou fazer os testes para competir na nacional!!— A garota era realmente muito rápida e às vezes tirava vantagem disso participando de provas de corrida.
A praça não era tão longa assim mas os dois faziam questão de andarem com passos minuciosos para que o papo possa ser colocado em dia.
—Você passou quanto tempo fora mesmo Nate?— Disse Ingrid seguido de uma lambida na incrível obra de arte feita em forma de icecream.
—Bem, depois que o furacão finalmente saiu em direção a Flórida eu fiquei por mais um ano ajudando a galera lá... Foi bem triste toda a situação mas acho que fui bem útil— Nathan sorriu todo sujo com seu gelado.
—Ninguém desconfiou de nada? Digo... Você teve cuidado não é Nate?— O garoto riu com a expressão preocupada da melhor a amiga e logo depois assentiu com a cabeça.
O local era bem arborizado e tinha uma fonte central que chamava a atenção de todos, na maioria turistas que mensalmente iam à cidade.
—Esses caras me dão nojo— um cara olhava para Ingrid e ao mesmo tempo fazia gestos obscenos.
— Espera aqui— o garoto se aproximou do homem que parecera ser turista e com zero de cautela e de furtividade esfregou o sorvete inteiro no rosto do rapaz que de nada entendeu. — Se fizer isso novamente não vai ser um sorvete, babaca—
Nathan olhou para a amiga que olhava atenta para as pessoas que formaram um círculo em volta da confusão.
— Ei filho da puta!— o homem gritou puxando o ombro do jovem lhe desferindo um soco em seu rosto que instantaneamente abriu-se um corte na área acima dos olhos, Nathan bateu cabeça com força no solo quente daquele dia e ainda atordoado tentou se levantar expressando raiva.
— Pra aprender a não tocar em mim de novo, viadinho— A frase foi dada como encerrada com um cuspe.
Nathan estava no chão, se contorcendo com as uma das mãos no local do ferimento e seus olhos por alguns instantes brilharam em um azul intenso e suas mãos também. Ingrid deu alguns passos rápidos e chegou até o amigo tentando acalma-lo.
— Aqui não Nathan!— As mãos da garota cobriam as mãos do moreno na tentativa de esconder as cores que saíam de suas mãos.
As pessoas presentes alí que viram o ocorrido estavam partindo e junto o desferidor do golpe, talvez se vangloriando por ter exercido seu orgulho e masculinidade em público quando um flash vermelho passou por Ingrid e Nathan indo em direção ao homem que em questão de segundos apareceu totalmente pelado com todos olhando e tengando registrar o momento, algumas pessoas riam, outras apenas ignoravam e outras riam e tiravam fotos.
— Demorei?— Arthur sorriu aparecendo atrás de Ingrid segurando em seu ombro olhando diretamente em seus olhos, e como se tivesse entendido algo ele pegou Nathan pelos braços e partiu dali em um piscar de olhos e sem deixar nenhum vestígio. Ao contrário de sua irmã Ingrid que deixou a casquinha que ficou derretendo no chão.
As pessoas que estavam na praça no exato momento momento da bagunça se questionavam sobre onde estariam os jovens envolvidos naquilo tudo.
— Ele está bem?— Ingrid correu com os olhos em cada canto do corpo do amigo analisando se teria alguma outra ferida.
Arthur olhou concentrado diretamente para a irmã que se intrigou e expressou certo questionamento. — Não! Levaremos ele ao hospital e aí sim vão saber o que fazer— A garota com um loiro quase platinado correu em alguma direção e o irmão a seguiu na mesma velocidade, os velocistas tinham sincronização.
A velocidade que os dois atingiam era incrível assim como a cautela com os outros para não os verem. Algumas ruas antes eles pararam e decidiram ir a pé já que não era tão longe assim de onde estavam após correrem por um minuto.
— Ele não tá bem Addi— Arthur olhava Nathan que se esforçava para ficar com os olhos abertos, o garoto era nitidamente alguns centímetros menor que a cópia platinada de Ingrid e mais jovem que os gêmeos.
— Estou bem! Só preciso de atendimento imediato para...para...— Nathan fechava os olhos a cada tentativa — Ele apagou Arthur, vamos!— Se não fosse totalmente visível que o pobre Nathan precisava de um atendimento apropriado e de imediato sem imediações ele teria tido problemas graves. Ingrid entrou com o amigo e deixou seu irmão esperando antes de receber qualquer notícia.
"Ele ta bem?" Arthur se esforçava para manter contato telepático com Ingrid que estava metros dentro do imenso hospital.
"Não, vai precisar ficar... Ele não tá acordando Arthur, o médico me disse para contatar a família dele e avisar do..." A garota engoliu em seco antes de continuar "Do coma".
