Desconcertada e perdida dentro do meu próprio ser, sinto cada palpite de arte pulsante ser gritado do fundo do meu âmago. Sorrateiros, os pensamentos me inundam de inspiração e, em questão de frações de segundos, perco-me no caos da mente barulhenta, apenas para encontrar-me novamente, ainda perdida, mas perdida em um novo caos.
Estou desencontrada, por isso faço dos meus desencontros palavras gravadas em papel, artifício possibilitado pelas enchentes que preenchem a mim com a vontade de buscar por mais; mais caos, mais estranheza, mais gritos, mais sussurros, mais beijos, mais toques, mais transas, mais encontros, mais despedidas, mais dores. Cada passo que dou, dou em direção de buscar por mais palavras, mais cores, sons, cliques; busco pela arte que preenche a todos de maneira absoluta, porque sem arte não somos humanidade, somos apenas corpos vazios, sem expectativas.
A arte faz alusão à vida e a vida, então, imita a arte, porque dela se fazem os sentimentos e as emoções.
Somos arte. Arte desconcertada e perdida. Somos arte desencontrada dentro de um caos de infinitas possibilidades.
Somos desencontros e assim permaneceremos.
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Desencontros
Randomcontos, histórias, poesia visão de mundo de uma escritora nas horas vagas
