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Um Jeans Surrado

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                Rebeca Forbes P.O.V

Peguei minha mochila e coloquei nas costas, mais um pouco de rímel, uma olhada no espelho... Eu estava perfeita, ou melhor, sempre estive...

Desci as escadas correndo feito uma louca, ao perceber que estava atrasada. Karoline me olhou debaixo pra cima.

-Está atrasada!-Rosnou.

-Eu tenho relógio mamãe! - Soltei meu veneno enquanto pegava uma maçã.

-Então use-o Rebeca! - Desviou seu olhar do meu, e mais uma vez fui obrigada a ignorar suas provocações.

Corri, e do lado de fora encontrei Carly no seu carro me esperando.

-Finalmente !- Ela reclamou tirando seus óculos pra me encarar.

-Fui dormir tarde!- Dei de ombros entrando no carro.

O caminho foi curto, cantamos algumas músicas de Adele , mais logo chegamos
... E a primeira aula era de Química, minha matéria preferida ...

-Então ela usou uma saia Florida com uma blusa escura de oncinha, todo mundo riu dela!- Carly contou rindo.

-Coitada, precisa de algumas dicas!- Falei gargalhando.

-Senhoritas por favor, sem conversas paralelas!- Sr. Colton ordenou.

As últimas aulas foram de Educação fisica, sem preciso dizer que subornei a professora de novo com uma bolsa bege , TUDO haver com ela...

Carly me deu carona de volta pra casa, afinal a minha mãe MILIONÁRIA , não tinha coragem de me dar um carro...

Cheguei em casa , joguei a bolsa no sofá e fui pra cozinha almoçar, mamãe conversava com algum sócio por sinal, estava estressada.

-Rebeca, A Stela é diárista e não sua empregada particular, pegue sua bolsa e vá deixar no seu quarto!- Karoline ordenou antes que eu comessasse á comer.

Bufei sem questionar, mas a verdade que Stela era empregada da casa, ela recebia pra limpar a nossa bagunça.
Porém, discutir com Karoline é algo sem fundamento, no final ela sempre encontrará uma forma absurda de provar que está certa, mesmo não estando.
Quando voltei á cozinha ela não estava mais lá, apenas seu assento vazio ... Comi sozinha..

(...)

Estava deitada, quando Stela avisou que mamãe queria conversar comigo em seu escritório... Logo me dirigi até lá... Estava com um pijama curto, com uma estampa de figuras como: salto alto, batom, bolsa e etc.
Entrei no escritório sem bater, e lá havia um homem um tanto charmoso, porém muito descuidado, sua barba era mal feita, seu terno era surrado e dos anos 80, em seus pés um tênis sujo completamente desconforme ao seu terno, e uma calça velha.

-Está vendo? Nem se quer bate na porta!- Mamãe bufou falando com o homem.

-Desculpe, eu achei que era um assunto entre nós duas!-Expliquei.

-Claro que pensou, olhe só pra estes trajes descuidados, se soubesse que tinha um homem aqui, iria passar uma hora se Maquiando- Karoline revirou os olhos impaciente.

-Calma Karoline, ela é só uma adolescente!- O homem á repreendeu.

-Uma adolescente irresponsável e inconsequente! - Ela disse irritada.

-Você já foi assim!- Ele falou a encarando, e ela logo suavizou sua expressão.

-Rebeca, nós temos uma péssima relação,e você não me parece mais tão útil, espero que saiba lidar com isso, você vai morar com seu pai!- Ela me olhou enquanto explicava.

-Karoline, você não está demitindo uma pessoa, você está expulsando sua filha de casa!- O homem á encarou perplexo.

-Ele é o meu pai?- O olhei de cima a baixo.- É mamãe, você não sabe escolher nem um pai pra sua filha!- Rosnei soltando uma risadinha logo depois, a dádiva da frieza não era só a minha mãe que havia recebido.

-Arrume suas coisas, eu não quero você na minha casa nem mais um minuto!- Karoline gritou irritada.

-Será um prazer MAMÃE !- Dei ênfase em "mamãe ".

Corri pro quarto e peguei minhas 8 malas exclusivas e de modelo único que eu havia comprado em paris .Isso não era o suficiente, então pedi mais 5 malas emprestadas á Carly que logo apareceu com as mesmas.. Ao todo foram 13 malas enormes.

-Meu closet lá é de quantos metros quadrados?- Perguntei á o homem que me olhou confuso.

-Bom... Com o tempo, nos podemos construir um se você quiser...- Ele gagueijou.

-Não tem Closet?- O fuzilei com os olhos.

-Está na hora de você conhecer a realidade Rebeca, isto é pro seu bem!- Karoline me olhou com desprezo.

-Eu não quero conhecer nenhuma realidade que não tenha um Closet!- Estressei-me.

-Viu só como ela é? Uma consumista sem pudor! Leva ela daqui logo!- Mamãe me olhou com nojo.

-Vamos Rebeca!- Meu novo pai me chamou.

-Sua inutilidade me impressiona, não serve nem mesmo pra lidar comigo, quem é a inconsequente agora?- Provoquei-A, logo seguindo o homem em seguida.

Dispensei Carly á convencendo que irá ficar bem... Mas eu estava em uma situação muito complicada pra encontrar uma saída.
Quando chegamos á tal casa, descobri que tinha um irmão mais velho, bem simpático por sinal, uma madrasta um tanto mal humorada... Mas o que me surpreendeu mesmo , foi o meu quarto, era praticamente menor do que a piscina do condomínio onde eu morava.
2h chorando foi o suficiente pra destruir o meu rosto, eu precisava fazer um tratamento rápido...
Meu pai, que acabei descobrindo que se chamava Nicholas , estava nervoso, certamente isso seria um choque na vida dele..
O lado bom é que eu continuaria no mesmo Colégio, mamãe me daria uma mesada gorda, e um dinheiro á mais pra papai me aguentar até a faculdade, óbvio.
Eu vestia uma saia preta de couro, uma blusa preta também bastante chamativa, com um cólar destacante de ouro. Um salto preto nude, elegante até demais pra aquele ambiente, eu só queria deixar claro meu clima de luto ali.
Sai pra fora pra tomar um ar, aquele ambiente minúsculo que agora eu teria que chamar de quarto, estava me deixando sem oxigênio.
Haviam algumas pessoas que passavam e me olhavam com inveja certamente, por estar tão bem vestida em uma rua tão insignificante do Brooklin.
Quando vejo um garoto sair da casa da frente, seu carro não era um dos melhores, era modelo do ano passado, suas roupas pareciam de trabalho , um Jeans surrado, e uma camiseta sem criatividade de uma loja qualquer.
Porém tinha algo nele que me chamava atenção, quando nossos olhares se encontraram eu descobri o que era... Seus olhos dourados perfeitamente moldados.
Ele me encorou por alguns segundos, mas logo saiu em seu carro.
Voltei pra dentro de casa desejando saber o nome daquele garoto, mesmo sem saber como.

O destino Stories to obsess over. Discover now