Capítulo 1

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Luccino Pricelli sempre foi e sempre será um sonhador. Entre tantos sonhos está o de conhecer todo o mundo e encontrar seu grande amor. Sim, mesmo sendo chamado de bobo diversas verses, Luccino acreditava no amor. Para ele não existia nada que fosse capaz de superar esse sentimento. Sentia amor por sua família, por alguns amigos, mas o que ele procurava era diferente, de forma que possuísse uma intensidade que ele jamais poderia imaginar até mesmo em seus maiores sonhos.

Em busca de encontrar esse amor, Luccino se juntou aos seus irmãos na primeira volta ao mundo realizada em um navio. Realmente essa era uma ideia complicada, ninguém poderia saber se o navio aguentaria tanto tempo sem manutenções tão efetivas, mas isso não importava, ele sabia que seu amor seria encontrado somente ao se aventurar. Na região onde nasceu nenhuma pessoa foi capaz de lhe despertar o menor dos desejos, então, teria que partir.

Sua mãe, Nicoletta, ficou com o coração apertado ao ter os quatro filhos fazendo uma viagem tão arriscada e sem perspectiva em sua visão. Já seu pai, Gaetano, os incentivou dizendo que nenhum deles viveria plenamente se continuassem parados naquele mesmo lugar a vida inteira. Sendo assim, o pai e seus três filhos homens trabalharam em dobro na oficina que os contratou, e juntaram dinheiro suficiente para viajar e guardar uma pequena reserva.

Com tudo pronto e com as devidas despedidas, os quatro irmãos Pricelli partiram. Ernesto é o mais animado em tudo que faz, Fani sempre foi muito inteligente e Virgílio o mais durão. A forma de agir era o que mais diferenciava Luccino dos irmãos, sendo o mais novo, era o mais bondoso e compreensivo com todos.

Após seis meses de viagem, Luccino ainda não havia encontrado seu tão sonhado amor, mas isso não o fazia desanimar, pelo contrário, ficava a cada momento mais ansioso.

Na popa do navio, Luccino e Ernesto conversavam:

- Ernesto, você viu que corremos o risco de esbarrar com uma embarcação pirata? – O mais novo se encontrava tenso desde o momento em que leu cartazes avisando sobre o risco.

- Não se preocupe com isso! – Respondeu tranquilamente – Nenhum navio pirata nos atacaria... esse navio não é dos melhores, não transportamos coisas valiosas e muitos menos somos pessoas com famílias poderosas, então fique tranquilo!

- Claro que transportamos coisas valiosas! Olhe pra mim! – o desdém de Luccino era evidente para o irmão, que sorriu e bufou diante da fala.

- Tudo bem senhor valioso, vamos entrar, uma tempestade das fortes vai começar, e acredito que o senhor não vá querer acompanha-la de perto.

- Se você está dizendo isso, eu que não ficarei esperando para confirmar suas teorias. - Luccino apenas virou as costas e se direcionou ao seu quarto. Se seu irmão estava lhe dizendo aquilo, ele jamais discordaria.

Em pouco mais de cinco minutos, uma chuva forte, com direito a raios e trovões começou. Os irmãos conversam reunidos no quarto que pertence a Fani, já que ela dorme sozinha e é capaz de manter tudo organizado, diferente dos três homens que dividem um único quarto.

- Olha, sinceramente acho que esse navio não vai aguentar esses solavancos, isso aqui é muito antigo e eu não consigo acreditar que vá resistir se essa chuva persistir por mais tempo. – Fani falava de forma séria com os irmãos, eles sabiam dos riscos, mas se deparar com um deles era muito mais complicado.

- Eu vou juntar algumas de nossas coisas, suprimentos e água, enquanto Ernesto garante um bote de emergência. Eu espero que nada aconteça, mas em todo caso devemos estar prontos pra tudo. – Virgílio falou cada palavra com extrema confiança, partindo junto com Ernesto para cumprirem seus objetivos.

Após alguns minutos, os dois voltaram carregando algumas coisas, e constataram que o navio nem sequer possuía um único bote, mas haviam conseguido uma pequena boia circular, o que deixou o clima ainda mais tenso em meio à chuva e os trovões.

A visibilidade era nula naquele momento, o que acabou ocasionando uma fissura derivada da batida entre a lateral direita do navio e uma formação rochosa. Pouco a pouco o navio afundava e se inclinava em direção ao lado aposto dos quartos dos Pricelli. A maior parte da tripulação gritava a corria, tomados pelo medo e pelo desespero.

Sem nenhuma alternativa, os irmãos se agarraram à suas coisas junto à boia, e pularam. Ficar ali não seria uma boa alternativa, ao menos se conseguissem sair, teriam alguma chance.

A chuva continuava intensa, e as ondas os arrastavam conforme sua vontade, sem destino certo, sem nenhuma ideia do que aconteceria dali pra frente.


Notas finais:

Olá pessoas, essa é minha primeira fic, então por favor, me digam o que acharam, e se devo continuar! Dependendo de como for a recepção de vocês, eu continuo! Beijos <3

Morada ( Lutávio )Geschichten, die süchtig machen. Entdecke jetzt