Jack Allancaster Danielson nasceu como o príncipe herdeiro do trono do antigo e próspero Reino de Évora. O reino continha uma riqueza de metais e pedras preciosas e era um grande fabricador de armamentos, e exportava a maioria desses armamentos fabricados nele. Foi por causa dessa grande exportação que ocorreu o problema que irei contar agora...
-Meu Rei! Os miranianos estão nos portões da capital! - diz um guarda, que tinha entrado correndo na sala do trono. Era crepúsculo.
-Que droga! - reclama o rei de Évora e pai de Jack. Na época, ele tinha 23 anos, tinha cabelos negros um pouco lisos, olhos verde-oliva, pele morena, uma pequena barba por fazer e algumas marcas de idade. - Impeçam a entrada deles e afastem-os de nossa capital!
-Já estamos fazendo parte da sua ordem, meu Rei - o guarda responde - , mas receio que os portões não aguentarão por muito tempo.
-Guarda, diga ao general para mobilizar soldados na frente dos portões - disse o rei, que se chamava Jacob, levantando-se de seu trono. - Diga a ele para mobilizar também mosqueteiros no topo das muralhas, e...
-Senhor, desculpe por te interromper, mas infelizmente não temos armas de fogo restantes no nosso arsenal - Disse o guarda, disfarçando uma cara de descontentamento
-O quê?! - Jacob grita, impressionado - Como isso pôde acontecer?!
-Os boatos dizem que todas as armas de fogo foram exportadas para outros países - o guarda responde - e o material utilizado para a fabricação está em falta.
- O que aconteceu, amor? - a rainha, de nome Ana, aparece de um corredor á esquerda, carregando nos braços sua filha recém-nascida, Mileny. Ana era 2 anos mais nova que seu marido, possuía cabelos castanho-claros, olhos verde-floresta e pele branca. Mileny na época só era praticamente uma bola de banha careca.
-Ana, infelizmente os miranianos já estão em nossos portões - diz Jacob, aproximando-se de sua esposa.
Ela ficou momentaneamente sem palavras, muito impressionada para falar. Depois, ela falou:
-Então, temos que sair daqui imediatamente! Vou buscar nossos filhos...
-Não. Eu não vou - disse Jacob, sério. - Eu quero defender nossa capital e nosso reino como meus antepassados antes de mim.
-Você está louco?! - Ana diz, impressionada. - Se todos nós morrermos aqui dentro, não teremos chance de tentar retomar nosso território!
-Você não entendeu o que eu quis dizer... - Jacob fala, meio desapontado e triste - Eu quis dizer que eu ficarei aqui e você vai fugir com nossos filhos.
-Não! Por favor, venha também; Jack e John precisam do pai deles! - disse Ana, triste.
-Eu já estou decidido. - Jacob fala. Quando Ana olhou para os olhos dele, viu que não adiantaria insistir.
-Ok, então - disse ela, se esforçando para não chorar. -Mas pelo menos, tente fugir conosco se a defesa falhar.
Ele pensou por alguns instantes e respondeu, cedendo:
-Ok, tentarei voltar.
A rainha dá um beijo na boca do rei e sai da sala do trono abatida pelo corredor á esquerda.
Após alguns minutos de reflexão, o rei pigarreia e fala:
-Mas pelo menos temos algumas armas restantes em nossos arsenais?
-Bom - o guarda, que não tinha ido embora,começa a falar - , eu não sei, mas eu acho que devem ter espadas, alabardas, lanças, arcos e flechas, coisas desse tipo.
-Então mande o general armar os soldados com essas armas mesmo - Jacob disse. - Soldados nos portões e arqueiros no topo.
-Sim, meu Rei - o guarda concorda, faz uma reverência e sai correndo da sala do trono.
O rei Jacob veste sua armadura de batalha; feita de um material bem resistente com uma coloração azulada, e também pega sua espada feita do mesmo material da sua armadura e uma pistola fabricada especialmente para ele, com 6 balas restantes. Após isso, ele sai do castelo de Greencastle seguido por um pequeno contingente de 5 guardas.
Quando o rei se aproxima da defesa evoriana; já era noite e os miranianos conseguem finalmente arrombar os portões de entrada da capital.
-AVA... - Jacob começou a falar, quando uma fileira de mosqueteiros se levantou e atirou nos soldados. Depois essa fileira se abaixou e outra fileira se levantou atrás dessa e atirou também, enquanto a fileira anterior recarregava os mosquetes; e assim sucessivamente.
-PROCUREM ALGUMA COBERTURA! - alguém grita em meio ao tiroteio.
Enquanto os soldados procuravam cobertura geralmente em casas, alguém também grita:
-ONDE ESTÃO OS ARQUEIROS?!
De repente, uma chuva de flechas veio de não sei aonde e atingiu os mosqueteiros, derrubando a primeira fileira e alguns da segunda e terceira. Todos olham para trás e vêem os arqueiros chegando, pois não tinha dado tempo de chegar antes. Os mosqueteiros logo se recuperaram, e começaram a atirar em novos alvos: os arqueiros. Eles tentaram se agrupar nas guaritas das muralhas, porém alguns foram alvejados antes que chegassem. Depois que os arqueiros chegaram às guaritas, os mosqueteiros se afastaram e deram lugar aos espadachins miranianos.
-SOLDADOS! REAGRUPEM E ATAQUEM! - Jacob grita, detrás de uma casa.
Logo, vários evorianos são vistos saindo de detrás de casas e outros esconderijos, e avançando para cima dos miranianos, tentando mandá-los para fora das muralhas.
As falanges miraniana e evoriana se chocam, já causando um grande barulho de espadas se chocando e corpos sendo cortados. Inicialmente, os evorianos não estavam com ordens de ataque, o que os fez fazerem um ataque desorientado; e os miranianos, que estavam bem ordenados, estavam conseguindo empurrar os evorianos para longe dos portões arrombados facilmente. Porém os oficiais evorianos gritam ordens de ataque, os soldados se reorganizam e começam a empurrar os miranianos para fora das muralhas. A falange miraniana começou a diminuir drasticamente. Então, ordens dos oficiais miranianos são gritadas fora das muralhas. Logo após as ordens, os miranianos começam a atirar novamente, também com tiros de canhões. Os soldados evorianos levam uma investida dos espadachins miranianos enquanto eles levam tiros pesados, causando pesadas baixas evorianas. Os evorianos não conseguem segurar a posição deles e começam uma fuga frenética para dentro da cidade. O rei também começa a correr rapidamente para trás junto com seus guardas.
-MEU REI! - o chefe dos guardas do rei grita, correndo ao seu lado. - PRESTE ATENÇÃO NO CAMINHO!
O rei concorda e continua correndo e tentando se desviar das balas que zuniam perto de sua cabeças. Mais alguns metros à frente, o rei perde a concentração, tropeça em uma pedra, cai no chão e é pisoteado pelos soldados evorianos em fuga.
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The Journey
AdventureUm espadachim novato, que trabalha como ferreiro junto com o pai, sai á procura de seu irmão que foi realizar uma vingança. Um mago também novato, ajudante de seu avô minerador, também sai de casa tentando se vingar do cara que matou seu irmão. O es...
