Sou doente.
Nauseante.
Da náusea estou tão enjoada,
Que forço o vómito para expulsar do meu coração todos os sonhos que me pertencem.
Crua náusea que suportas a realidade,
Odeio-te.
Odeio-te!
Sempre fui doente, mas agora estou.
Os meus dentes amarelos,
O meu estômago delicado,
Não sentem mais.
Já não dói.
Já não rasga.
De tanta dor, anestesiada.
Já não sinto nada.
Náusea maldita,
Perdi em mim todos os sonhos do mundo.
