The "House of gold"

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"Há muito tempo, foi registrado como desaparecimento o sumiço de uma criança chamada Akuma, que deixou para trás vários desenhos estranhos por seu quarto...não houve sinais de arrombamento no quarto trancado onde antes, a criança dormia profundamente, nenhum sinal ou pista foi deixado."

"Um garoto chamado Akuma foi pego machucando amigos de sua creche falando palavras estranhas, não havia sinais de que Akuma havia tocado neles. A criança foi suspendida para que não cause problemas."

"Criança fala com seus desenhos com palavras registradas em livros de magia negra, a família Anderson foi levada para um hospício para poderem cuidar do menino e de suas sanidades."

... essas manchetes... sempre que me lembro delas... elas me trazem uma sensação, na qual... quase nunca sinto... minha boca fica seca, e meu corpo parece mais pesado... ele parece querer cair em um abismo infinito e escuro... uma escuridão que não acaba nunca. Eu me lembro de Akuma, ele era meu amigo... eu lembro quando ele disse que um dia ele poderia sumir mas, não conseguia acreditar naquilo. Akuma não era mal, ele nos protegia e adorava desenhar, ninguém entendia Akuma tão bem quanto eu, um dia ele me disse que não gostava daqui, e realmente era muito ruim para nós esse mundo inteiro muitas pessoas pareciam contra nós, naquele dia perguntei para onde ele iria, ele ficou calado por um momento e fechou os olhos e disse com essas mesmas palavras "para um lugar que ninguém conhece direito, e que ninguém me machuque, todos gostam ou temem a mim então não preciso me preocupar". Se esse lugar existe... Ele está mais feliz lá.

— O FILHO DA PUTA JÁ FALEI PRA VOCÊ ACORDAR! – um tapa me acertou naquele momento deixando uma marca na minha bochecha que estava ardendo... Mas não podia reclamar.– VAI SE ARRUMAR PRA AULA LOGO ANTES QUE EU TE TIRE VOCÊ DAÍ E TE JOGUE PARA FORA DE CASA.

—.... sim, pai – eu estava me levantando e quando me sentei na cama recebi outro tapa no mesmo lugar, minha cabeça chegou muito perto de bater na parede, meus cabelos estavam na frente de meus olhos, eu escutei meu pai saindo de meu quarto e batendo a porta forte assim que havia atravessado, soltei um pequeno suspiro e me levantei, olhei para minha escrivaninha e peguei uma régua– hoje foram dois de manhã... –minha voz estava rouca e tremia enquanto levantava a régua em uma linha para acertar meu braço, desci a régua e acertei meu braço fazendo um estralo, soltei um gemido de dor na hora e bati de novo para acabar logo com isso. – Dreary idiota... Você tem que ser melhor...– botei a régua de voltar no lugar e fui tomar banho.

Quando sai do banho comecei a olhar meu físico pelo espelho do banheiro. Olhei fixadamente para uma marca vermelha que estava em meu peito, era um círculo meio deformado com um triângulo e uma pequena linha indo para baixo. Botei a mão na marca e tentei tirar mas não conseguia, suspirei e me vesti logo saindo do banheiro. Meu pai já não estava mais em casa, peguei um pote pequeno com alguns pães de queijo que eu tinha feito e fui andando para a escola, seria mais um dia horrível mas não posso fazer nada se eu cabular aula posso ser torturado pelo resto da minha vida, peguei minha mochila e botei meu celular no bolso. Comecei a dar uma última olhada pela casa para ter certeza que não esqueci nada, foi quando vi um fone de ouvido em cima da minha cama, nunca tive um, nunca tive motivos para ter um, meu celular começou a vibrar e quando vi havia uma mensagem para mim de um número desconhecido

Achei estranho aquilo, mas do mesmo jeito pequei o fone e fui andando até a porta, quando cheguei na porta outra mensagem chegou mas, agora era um áudio, eu botei o fone, sai de casa e fechei a porta trancando-a, logo fui andando para a escola, no meio do caminho lembrei que não tinha dado play no áudio, então peguei meu celular e apertei o botão do play, começou a tocar uma melodia alegre de Ukulele, meus olhos se fecharam e quando uma voz doce masculina começou a cantar abir de novo... Tudo estava preto e cinza, com um delhiamento branco, continuei a andar só achando que eu estava louco, até que vi uma casa que estava pintada de dourado imitando ouro, tudo se desmanchou deixando só um caminho em direção a casa e ela mesma, como não havia outro lugar para seguir fui em direção a casa. Chegando lá escutei pessoas bêbadas rindo e batendo garrafas, então escutei a voz de meu pai rindo com uma mulher do lado, procurei uma janela e achei uma que dava para ver a sala.

— Esse garoto vai ser lindo como você amor!– meu pai abraçava a mulher que estava sem rosto, os dois não paravam de beber, a mulher não parecia grávida até uma hora que meu pai se levantou e levou minha mãe ao quarto.

Logo depois dentro da casa parecia ser um hospital... Meu pai parecia nervoso... Muito nervoso... Até que uma hora uma enfermeira chegou até ele e sussurrou em seu ouvido algo. Meu pai pareceu ficar destruído na hora e correu para um dos quartos, corri procurando uma janela e quando achei voltei a observar. Meu pai estava chorando eu estava do lado de uma cama onde um corpo estava escondido, minha mãe morreu? Meu pai não quis olhar o corpo, chegou até mim e me segurou com cuidado me abraçando, a enfermeira nos deixou sozinhos por um tempo, meu pai me botou sem muito cuidado no berço e pegou a plaquinha com meu nome, pegou uma caneta e começou a escrever, depois botou de volta no lugar. Tudo mudou de novo e eu estava no parque com meu pai quando eu era menor, nós estávamos felizes até meu pai encarar uma mulher, os dois começaram a brigar... Ela é minha mãe?

A música acabou e tudo voltou ao normal, quando vi já estava na escola abrindo meu armário. Estava confuso e quando olhei pra trás vi algumas pessoas me olhando estranho... Peguei rápido minhas coisas e sai correndo para a sala. Estou assustado mas tenho que entender tudo que tá acontecendo não só as aulas. Dei um suspiro longo e me acalmei sentando em uma cadeira olhando para frente. A professora entrou e alguns segundos depois... Apaguei.

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⏰ Última actualización: Jan 05, 2019 ⏰

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