Ato 1- O amigo imaginário?

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Alan é um garoto de 12 anos que acaba de se mudar para a cidade de Estes Park (Colorado). Por conta do emprego de seu pai, tiveram que largar sua casa em Ohio, agora vivendo no Hotel Stanley, que está localizado nas Montanhas rochosas.

Chegando no hotel, seu pai logo impaciente queria se hospedar o mais rápido possível, por conta do frio que fazia. -Desejam alugar um quarto senhores? -pergunta presunçoso o balconista, -Sou Eduart Stanley –diz com um tom triunfante, pois suas despesas seriam pagas pela empresa.

-Desculpe senhor, seu quarto está pronto, aqui. Vocês estão no quarto 418, espero que tenham uma boa experiência.

-Finalmente estamos num lugar confortável e aconchegante –exclama o pai alegre por sua estadia –Espero que possamos ficar aqui por bastante tempo dessa vez –diz a mãe não tão confiante e meio sarcástica.

O filho começa a olhar os quartos para pegar o maior que tiver, ele está neutro, por já está acostumado com as mudanças do trabalho do pai. Ele avista o último quarto da casa, depois de averiguar todos ele decide que esse parece ser o maior e com a melhor vista, então joga sua mochila em um canto e começa a trazer suas bagagens. Duas horas se passam e ele está "devidamente" instalado em seu quarto.

-Alan! -exclama sua mãe o chamando. Rapidamente ele corre para o que seria a área da cozinha –Bom mocinho.. Hoje não deu para preparar uma comida, então... Pedimos pizza ! Tadah! - ela expressa sua emoção como se tivesse acabado de apresentar um truque de mágica, querendo tirar um sorriso de seu filho, o garoto dá um pequeno sorriso, porém não tão verdadeiro, por estar desanimado ainda com a mudança e ter deixado seus amigos para trás.

Depois de ajudar seus pais com a louça, o menino volta para seu quarto, sua cama ainda não tinha sido montada, entretanto tinha o colchão para não passar a noite desconfortável, então tenta dormir cansado da mudança.

-toc... toc... -silêncio... -toc toc – o menino acorda estranhando aquele barulho, ele quer saber de onde vem mas não se ouve mais o som. De manhã todos acordam para começar suas tarefas. A mãe acorda 5h em ponto como de costume, coloca o café pra fazer e vai acordar o garoto. -Vamos filho acorda ou você vai se atrasar para escola –diz ela o chacoalhando devagar, ela o arruma e volta para servi-lhe o café da manhã -Coma tudo, não quero te ver passando mal no seu primeiro dia na nova escola. Enquanto seu marido continua a dormir depois de uma longa noite arrumando as coisas, Victoria Stanley, mãe do garoto, o ela pra escola. Não é muito longe dali, apenas algumas quadras.

-Se cuide Alan, tente se enturmar –diz sua mãe um pouco preocupada e ansiosa. Ele adentra esse novo território seguindo por um extenso corredor de piso de tijolos. -Você deve ser o aluno novo –diz uma mulher alta e de cabelos avermelhados curtos. -Eu sou Sabrina é um prazer conhece-lo mocinho –ela sorri de uma forma simpática que faz seu coração palpitar mais rapidamente que o de costume. -Si... si.. sim, sou eu –ele indaga quase perdendo a fala. -Vamos temos que te apresentar a turma – ela se empolga o levando para a sua sala.

Ele se senta em uma carteira no fundo, perto da janela, onde pode perder sua imaginação num completo silêncio de sua mente. -triiinnnn! -bate o sinal indicando a hora do intervalo. Os alunos começam a sair às pressas querendo aproveitar o máximo que podem, valorizando cada segundo. Alan, toda via não era como os outros, ele se deslocava e quase que se camuflava no jardim de sua escola, ele gostava de ficar desenhando o que viesse a mente ao mesmo tempo que olhava a paisagem.

Uma sombra cobre sua folha. -Ei palherma, o que é isso aqui? -diz o menino com uma voz marrenta e pegando a folha de Alan. -Me devolve! Isso é meu –diz Alan se enchendo de raiva por ter seu desenho roubado de tal forma. -Onnnwww, ele quer de volta galera. Pega! -O menino marrento fala tacando para um de seus seguidores fazendo um jogo de bobinho para que o pobre garoto não tenha seu desenho de volta. -triiiinnnnn! -o sinal toca de novo, lembrando aos alunos a hora de voltarem para suas salas. -Bem... está na nossa hora – diz o marrento amassando o desenho do menino e jogando na fonte do jardim.

A aula acaba e Alan não vê a hora de voltar pra casa para ficar no seu quarto trancado tentando esquecer o que havia acontecido nesse terrível dia. -Como foi a aula filho? -pergunta a mãe animada para ouvir as novidades do primeiro dia de aula. -Foi até que boa, sorri o menino tentando disfarçar a vontade de chorar, lembrando daquela cena. Ao chegar em casa ele vai direto pro seu quarto dizendo – Vou dormir um pouco, o dia foi cansativo. Assim que fecha a porta de seu quarto ele desaba em lágrimas se corroendo de odio e amargura do momento que seu desenho foi roubado e aquelas coisas aconteceram –Por que isso tinha que acontecer? -Por que eles foram tão maus? -ele suplica baixinho contra a parede e acaba dormindo em seus resmungos.

É acordado por sua mãe para jantar, para sua sorte suas lagrimas já tinham secado, mas seus olhos vermelhos continuavam. -Por que seus olhos estão vermelhos filho? -ela pergunta preocupada –acho que é alergia mãe -ele disfarça tossindo falsamente. -Verdade, ainda não limpamos toda essa casa, obrigada por me lembrar filho –acreditando em seu filho sem preocupação tomada pelo pouco tempo que tem para resolver as coisas, ambos vão para a mesa comer. Ao voltar para seu quarto percebe que sua coberta não está no colchão como tinha deixado, agora ela está pendurada na cadeira perto do canto onde sua cama está. -Isso é estranho, não me lembro de deixar isso aqui, acho que estou imaginando coisas, melhor eu dormir –diz ainda meio grogue de sono e se deita.

Na madruga em seu quarto pode-se ouvir novamente...

-Toc... Toc... -silêncio... -tem alguém aí? -Pergunta com receio de receber alguma resposta. -toc... toc... O garoto se aproxima do som que vem da parede de onde sua cadeira está. -Olá? -ele pergunta novamente. -Não tenha medo eu não vou te fazer nehum mal, eu prometo. -Ok... Meu nome é penny –uma voz masculina ecoa de trás da parede. Alan chega mais perto da parede para não ter que falar alto e acordar seus pais. -Como que você foi parar aí penny? -ele pergunta preocupado com a saúde de seu possível amigo. -Eu fui esquecido aqui... você pode ajudar? -uma voz inocente e sem malícia a ecoar ainda pela sua parede –Como eu faria isso? -pergunta Alan querendo seu amigo livre. -Tem algum brinquedo por aí que eu possa ficar?Só colocar perto da parede -pergunta como se tivesse procurando junto –Tem sim, já coloquei –Alan diz feliz, finalmente poderá ter seu primeiro amigo.

Então como passe de mágica, a manivela da caixinha de surpresa começa a girar lentamente, e com isso uma música de tom suave começa a tocar junto e então... a música para. A caixa se abre e lentamente sai um palhacinho da caixa. -Olá Alan, eu estava esperando por você meu amigo.

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⏰ Last updated: Dec 24, 2018 ⏰

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