Um, Fetish.

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Charlie pedalava sozinha pela estrada asfaltada. Suas mãos suavam enquanto agarrava o guidão da velha bicicleta azul. O tempo estava ensolarado, mesmo que o céu já se tornasse um dégradé de azul, laranja e amarelo, as cores se misturando como uma tela meticulosamente preenchida com tinta a óleo.

Um carro passou por si, e ela tossiu por causa da poeira, mas isso não lhe desviou de seu objetivo. Tinha pedalado com sua irmã, Meredith, na tarde anterior, e as duas tinham ido bem longe, beirando os arredores do local onde estava a bela mansão da família Seo. Eles costumavam dirigir carros sofisticados pela estrada, causando burburinho nos moradores da cidade. Agora, o senhor e a senhora Seo tinham ido morar em uma casa maior em Chicago, deixando aquele palacete para que o único filho dos dois, John, passasse as férias da faculdade. Se lembrava dele na época do colégio, sempre parecendo muito educado. Havia muita especulação ao redor da tal família Seo, e a partir do segundo ano do Ensino Médio, surgiram boatos de que John era um libertino, depravado, entre outras acusações. Meredith dizia que a maioria era bobagem, mas sempre aconselhava Charlie a ficar longe dele, desde a época do colégio.

E era justamente o que ela não estava fazendo.

A casa surgiu em sua visão, e ela pedalou com mais força, a fim de chegar logo em seu destino. Queria entender todas aquelas lendas ao redor de John, já que a lembrança que tinha dele não se assemelhava em nada ao que as pessoas falavam. As rodas deslizaram no gramado, e ela deixou a bicicleta perto de um pequeno muro, caminhando em passos cautelosos até estar mais próxima a alguma das majestosas paredes de vidro. Ali, escondida atrás de uma árvore, sentiu-se uma menina de quatorze anos, e não uma moça de vinte e um. O nervosismo foi se espalhando por cada célula de seu corpo, e sua curiosidade sobre o rapaz que morava ali aflorava. Seria ele como a temida Fera do conto de fadas? Mordeu o lábio inferior, espiando para ver se acontecia algo, mas, apesar das cortinas abertas, tudo continuava quieto, e Charlie tomou a que, talvez, fosse sua melhor decisão: Virar as costas e ir embora, como se nada tivesse acontecido. Chegou a sacudir a cabeça e rir de sua tolice, e quando se preparava para voltar, um som cortou o silêncio, fazendo que o rubor subisse para as bochechas da garota.

Era um gemido, seguido do som de uma risada.

Arregalou os olhos, se agachando e espiando por trás do tronco da árvore qualquer detalhe que pudesse escapar através das paredes transparentes. No fundo, ela acreditava que, se estivessem transando, as cortinas jamais estariam abertas, mantendo o momento íntimo entre o casal que estava lá dentro. Afinal, era desse jeito que as coisas funcionavam, não é? Mas nesse dia, as certezas de Charlie estavam sendo abaladas. Uma bela garota morena surgiu na sala, usando somente uma calcinha de renda branca. Os longos cabelos escuros estavam soltos pelas costas, e ela ria alegre. E então, uma figura alta e masculina surgiu, encostando-a contra a parede. Os dois trocaram um beijo, e ele a ergueu com apenas uma mão, segurando-a com uma firmeza que deixou Charlie sem ar. Separaram os lábios, e ele beijou o pescoço da mulher, que agarrava seus cabelos como se a vida dependesse disso. Queria sair dali e pedalar para sua casa, tentando esquecer aquela cena, mas não conseguia se mover ou desviar a atenção. Sua garganta estava seca, e ela mordia os lábios insistentemente. Os dois agora estavam no sofá, e ele deslizou a calcinha pelas pernas dela, acariciando-a com os dedos e com a língua. Charlie arfou ao ver a garota com os olhos fechados, sorrindo enquanto mordia o lábio inferior. Logo, era ele que estava sentado no sofá, com um sorrisinho nos lábios, vendo a garota puxar sua calça o suficiente para liberar seu membro. E logo, a bela morena se acomodou no colo dele, inserindo-o dentro de si, os quadris se movendo lentamente, enquanto as mãos dele seguravam sua cintura com possessividade.

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⏰ Last updated: Nov 30, 2018 ⏰

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