1 capítulo*

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Meu nome é Jorge, tenho 18 anos e nesse momento estou passando por mais uma quimioterapia, descobri que estava com leucemia aos 10 anos de idade
e venho fazendo tratamento experimental. Minha mãe se chama Ana Lúcia, sempre ao meu lado, ela não aceita minha doença e mesmo sabendo do diagnóstico não consegue superar.                                         Aconteceu às dez horas da noite quanto estava dormindo, tive um ataque não conseguia respirar, meu peito pesava, foi aí que desmaie e acabei na cama de um hospital, quando acordei minha mãe estava chorando não me lembro muito bem, mas o médico havia dito depois de ter vencido duas vezes, lá estava ela de volta  silenciosa e dessa vez terminal. Larguei a escola, tive que ficar  de vez no hospital por diversos fatores: Primeiro não conseguiria viver sem medicamentos, quimioterapias, injeções constantes e uma máquina que impede meus pulmões de pararem. Vou morrer, mas quem não vai?                   ************************************.   Estava mais uma vez em uma sessão de radioterapia, e minha mãe olhava o médico me pôr mais uma vez naquela máquina.                                      _ Jorge, você está bem?- ela ficava estérica depois do  tratamento._ Meu amor, trouxe uma sopinha! Você está se sentindo bem?- me pergunta sempre depois de ter vomitado e melado a tampa do vaso.                              _ Comida mulher? Não vê meu estado, quer que eu vomite sua sopinha também?- eu estava tonto, subi na cama e finalmente os enjoos  passaram.- quer saber mãe? Pode passar a sopa, vou comer toda, aliás, a senhora pode me trazer uma pizza? Adoraria, e quero assistir DragonBall pede a enfermeira.                                          _ Comer pizza você não pode, mais seu desenho vou pedir a enfermeira a TV.- imediatamente ela sai do quarto e segue para ala principal.                             O quarto tinha cheiro de sabão e remédios, peguei meu soro, desci da cama e segui a mesma ala que minha mãe. Já havia passado uma hora e ela não tinha voltado com a tv. Continue a caminhar, cambaleando um pouco e um cabelo encaracolado me chamou atenção, estava de costas conversando com minha mãe.                                              _ Mãe, o que está fazendo?- as duas se viram para me observarem, a moça de cabelos encaracolados era linda. Engulo saliva constrangido.                      _ Oi Jorge!- Parecia empolgada._ essa é é Jade.                                                              _ Oi Jorge! Muito prazer em conhecer você.- A moça bonita tinha um nome, Jade, estende a mão e nos comprimentamos.                                         _ Prazer,Jade. Vamos mãe, é o último episodio hoje, não quero perder.- me viro e volto para o quarto.                           Estava tudo bem, a e enfermeira já tinha me dado os remédios e injeções, só deitei na cama e dormi. Até alguém me acorda com barulho de copo caindo.                                                             _ Me desculpe, só estava tentando beber um pouco de água e fiz essa bagunça, te acordei também, perdão. Sua mãe me mandou da uma olhadinha em você, caso precisasse de algo. - Jade estava lá, me surpreendeu. o copo quebrado no chão, água no quarto todo, que moça desajeitada.          _ Não se preocupe, mas você precisa limpar isso antes que as enfermeiras vejam e te dêem bronca .- ela estava tentando limpar com um pano, era linda, o cabelo enrolados, olhos azuis, com estatura baixa e uma timidez engraçada. Tinha um belo sorriso.                                                       

_ Você não precisa fazer tudo que minha mãe manda, não sou criança

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_ Você não precisa fazer tudo que minha mãe manda, não sou criança. - minha velha as vezes exagerava, tinha um dom pra mandar nas pessoas, não era a toa que comandava uma das maiores impressas do país.                       _ Me desculpe eu só queria ajudar. Mas vejo que não precisa, então já vou indo.- parece que ficou irritada com o que lhe disse.                                     _ Espere! Desculpe minha grosseria, mas essa dona Ana Lúcia passa dos limites, me trata como criança. - ela se senta e fica me olhando, e que olhos.       _voce me entende, não gosto de ser controlado... Mas estou curioso Jade, o que te trás a esse hospital de Câncer?- ela me olha novamente pega um papel na bolsa e me mostra.                                  _ sou estudante de enfermagem e só vim buscar um relatório para meu tutor, ele é médico daqui e está ausente no momento, só vim assinar por ele, e além de ser tutor é meu pai também.- O pai dela era um dos médicos do hospital, uma informação importante, mas ela me olha curiosa.     _ Que legal! Queria ter a oportunidade de cursa alguma faculdade.- quando eu disse isso ela ficou quieta com cara de preocupada._ por que escolheu enfermagem?                                                  _ Gosto de cuidar das pessoas. Quando Você melhorar, pode cursar o que quiser.- ela disse aquilo naturalmente, sem maldade, mas eu não podia cursa nenhuma faculdade, mais não iria deixar ela constrangida.   _ Sim, claro.- só me veio isso na mente e minha mãe chegou na hora certa._ aí está você mãe, pensei que tinha me abandonado.                                 _ Não seja engraçadinho, mesmo se eu quisesse eu não posso. Fala o que quer houve o que não quer Jorge.- minha mãe me enfrentava, era engraçada e irónica, adorava essas respostas._ Você tratou bem a Jade? Espero que tenha, quem sabe não namoram.- Ela falou isso na frente da Jade, com um sorriso de orelha a orelha.                                           A maldade tinha sido semeada naquele quarto, minha mãe era uma víbora pronta pra dá uma gota de suas palavras que envenenaram tudo, até meu humor. Quando Jade saiu do quarto a víbora atacou novamente.          _ Jorge a Jade é linda, por que vocês não namoram, formariam um belo casal.                                                                 _ E você acha que ela quer andar com um careca por aí. Sem contar que não duraria muito até ela saber que vou morrer.- disse em ironia, mais minha mãe começou a chorar._ mãe foi brincadeira, não quis dizer... Mãe por favor, você tem que aceitar, seu filho vai morrer a qualquer hora.             _ para de falar isso Jorge, como você acha que eu estou,acha que não durmo sabendo disso? Acordo todos os dias e venho correndo pra vê se você ainda respira, não precisa lembrar algo que me atormentar noite e dia.- seu choro era silencioso, mas doloroso, ouvir isso de quem se ama.                                                                   _ Me desculpe! Mãe me desculpa.- ela me abraçou e ficou ali por horas me observando. Pegou o fone e pôs uma música que me acompanhava desde dos 10 anos de idade.

                                                                                                                              
                           

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