Pandora

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Pandora

Criatura sem criador, nasce e floresce, é expulsa do fogo do inferno.
Magnífica serpente!
Audaciosa lâmina: apunhalou discernimento nobre, não escapam sacerdotes virtuosos.
Exala sorrisos ao sangrar, chora para comover tolos e cuspir  o ferrão amargo de seu néctar.
Quando parir, um monstro em suas sombras se erguerá. Seus dentes e garras, imensidão feroz à despedaçar, apodrece a carne daquele que em sua cria, tocar.
Seus desejos, medíocre Sansão, nem seus longos cabelos pôde sustentar.
Em sonetos de um mantra, perpetuar, por entre milênios seu trono triunfará .
Aos seus pés curvam-se o Deus de todos os Deuses, imaculado ventre, o único para gerar seu filho, e com seus seios alimentar.
Sem seu colostro...
Jamais poderia, ao mundo das almas sacrificar!
A ressureição é a teoria dos fracos.
Essa cruz é fardo dos homens, estigma dos machos.
Uma fêmea não há de congregar pecados.
Mas, vai arrastar pecadores, miseráveis sedentos, enfeitiçados pelo aroma sanguinolento.
É compreensível seu ódio, pobre amigo, para que possa sangrar, da sua artéria será preciso.
Das mulheres, subjugada profana, espere 13 Luas e nem o Diabo ficará contigo.

#NKM

PandoraWhere stories live. Discover now