Mais um dia

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MARIANA

  -  PORRA, MARIANA  ! - Disse o meu pai completamente bêbado ao me empurrar  com brutalidade na parede.

- Eu disse a você pra não me estressar hoje, VOCÊ É SÓ UMA VADIAZINHA DE MERDA ! VOCÊ NÃO É NADA !! - Disse apertando os meus braços contra a parede e me olhando fixamente como um lobo caçando uma presa.

- ME SOLTA ! - Disse aos berros  ao me ver naquela situação novamente, tentando forçar sair dali mais sem sucesso.

-  EU AVISEI PRA VOCÊ ME  DEIXAR EM PAZ, MAIS VOCÊ NÃO ESCUTAR VOU TE ENSINAR A ME ESCUTAR NA PRÓXIMA VEZ ! - Disse ao me levar escada acima para o meu quarto.

- O que você vai fazer ? - Disse com uma voz trêmula desconhecendo o homem a minha frente.

Tirando o cinto em sua calça jeans - DEITA AGORA NESSA CAMA ! - Gritou ofegante e cheio de raiva.

- Não pai por favor - Implorei aos soluços para que ele não me batesse mais sem sucesso, pois ele puxou- me até a mesma arrancando minha regata, puxou o cinto e desferindo  várias vezes sobre as meu corpo.

Não satisfeito, cerrou o punho bateu no meu rosto várias vezes , sentindo o sangue escorrer pela minha boca e com a visão turva a única coisa que vi foi uma imagem na praia de um bebê e uma mulher que parecia uma princesa, era tão linda...

Dia seguinte.

Abri os olhos devagar sentindo uma leve brisa no rosto que foi interrompida pelas dores no corpo, olhei - me  deparando- me com marcas rochas pelo corpo todo, apertei um pouco os meus olhos deixando a lágrima descer. Levantei devagar tirando o pano da cama ao me deparar com marcas de sangue, só de sutiã fui até o banheiro e me olhei no espelho e notei que havia cortes profundos nas costas e meu rosto estava com um corte no super cílio, havia realmente sido a pior noite da minha vida e simplesmente por nada. - Bêbado desgraçado - Sussurrei.  Tomei uma ducha, gemia muito pois os cortes doíam.

Coloquei curativos em alguns cortes, botei uma calça jeans folgada e um blusão azul , arrumei um coque bagunçado peguei a mochila e desci as escadas devagar para ver se conseguia não encontra - lo, cheguei a porta com esperança de não velo tão cedo, mais em frações de segundos senti um puxão em meu braço me fazendo ficar paralisada.

- Se você contar o que houve aqui eu mato você e seu amiguinho de merda você houviu bem ! - Disse pondo a mão em minha garganta me sufocando.

Não vou... Falar nada ... - Disse com pouco ar.

- Boa garota... - Disse soltando a mão da minha garganta, descendo a mesma devagar sobre meus seios até chegar às minha partes íntimas acariciando, transferindo seus lábios para meu rosto me dando um beijo na bochecha. Meu corpo paralisou como nunca antes, de imediato voltei ao meus estado de espírito e o empurrei.

Abri a porta, fechando a  com força ouvindo a risada do mostro que eu chamava de pai. Fui na garagem pegar minha bicicleta e pedalei  quatro quarteirões até chegar a escola.

Deparei- me com David meu melhor amigo assim que cheguei ao estacionamento. - Oi MARI ! - Veio em minha direção animado.

- Oi David - Disse  cabisbaixa tentado esconder com o cabelo o corte no super cílio sem sucesso.

David e eu somos amigos desde que éramos crianças nos nunca nos separamos por nada nem por namoradas dele aleatórias, desde que me lembro ele me da apoio em tudo e se importa comigo mais ainda quando minha mãe morreu e depois que meu pai Robson Jones começou a beber e entrar e sair de empregos mais rápido que foguete, depois que comecei a chegar com marcas no corpo estranhas ele me perguntava o que tinha acontecido mais sempre dava um jeito de dar alguma desculpa mais agora é diferente, meu pai nunca tinha me batido assim.

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⏰ Terakhir diperbarui: Nov 23, 2018 ⏰

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