Lua Pálida

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Apoiada na janela,  tomava café

Olhando a tempestade dá noite escura

Esperava, esperançosa,  em pé 

Só lhe restará isso,  a essa altura

Ouvia o barulho dos pingos de chuva 

Que caiam no telhado

Haviam sombras em cada curva 

Espalhadas por todo lado

O céu estava escuro e encantador

Os raios rompiam a escuridão

Os trovões em seu esplendor 

Alegravam a audição

As árvores dançando,  lentamente

A garota pensava

Vasculhando a própria mente 

A cada segundo que passava

Tendo lembranças 

Do seu passado

Quando eram crianças 

E brincavam no parquinho quadrado

Quando tomavam sorvete 

Riam e brincavam

Pela janela o via contente 

Seus olhos brilhavam

O rosto molhado sorria 

E ela sorria de volta

Enquanto ele corria

Em direção a porta

Ela a abriu 

E ele passou , agora não daria meia
volta

Ele riu 

Eles se abraçaram

Olhando para ele ,ela sorriu

E para o céu olharam

A tempestade havia passado

Os irmãos se abraçado

Se reencontrando

Agradecendo pelo o que a vida fez

Se perdoando 

Olhando a Lua Pálida mais uma vez

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