A festa estava lotada, mas o palco conseguia ser visto de todos os lugares.
Muitas pessoas sorrindo e já alteradas, mas de longe um casal me chamou atenção, a felicidade esbanjada por eles superava a de todos, e para falar a verdade o único lugar em que eu não esperava encontrar os dois, seria nesse festa, afinal ele sempre me disse que não curtia música eletrônica.
- Ei, Ellorah para de olhar para eles, vem vamos pegar mais bebida. - disse a Joana, me puxando para a barraquinha de drinks.
E assim foi, uma bebida atrás da outra, até que que o meu corpo entrou em sintonia com cada batida da música, e eu me perdesse das minhas amigas.
...
Não sei que horas eram, muito menos quem estava tocando, a única coisa que importava naquele momento eram os movimentos do meu corpo em uma tentativa te acompanhar a música, até que em um ato impulsivo de querer pegar mais bebida eu pisei em falso e apenas senti o meu corpo lentamente indo de encontro ao chão.
Pensei que muitas pessoas iriam rir, mas na verdade ninguém percebeu, exceto um menino com lindas covinhas, e cabelo preto que instantaneamente me ajudou a levantar, ele tinha cara de bad boy de filme americano, e isso me fez rir, na verdade me fez ter uma crise de riso, que só aumentava com a ideia daquele menino estar me achando louca.
Quando percebi tudo o que estava acontecendo, e pude me recompor, um menino de cabelo atrapalhado o puxou, ficando novamente sozinha naquela mar de gente.
Peguei o meu celular e tentei usar os seus últimos 3% para pedir um Uber, porém não adiantou.
Saí para fora do local da festa e foi quando o álcool realmente bateu, eu me sentei na calçada, e fiquei pensando em como eu iria voltar para a casa pois o sítio era isolado.
Comecei a chorar sem um motivo específico, talvez fosse o álcool, ou talvez fosse o sentimento de solidão que me perseguia desde o meu término e agora havia ficado ainda mais forte.
- Tá tudo bem? - disse alguém.
Eu me virei e vi que era o mesmo menino que havia me ajudado a se levantar.
- Na verdade não, mas isso não importa. Obrigada por ter me ajudado aquela hora.
- Eu só fiz o que qualquer um faria.
Assenti e voltei a minha atenção para rua.
- Você precisa mais de alguma coisa?
Ele disse.
- Se você tiver bateria para eu pedir um Uber seria ótimo.
E então ele me emprestou o seu celular, cliquei no aplicativo e do Uber, e ao calcular o preço quase caí para trás, ele percebendo a minha reação a disse:
- Eu posso te deixar em casa, é caminho mesmo da minha então não faria diferença.
Apesar de eu saber que aquilo poderia ser errado eu assenti, pois o meu único desejo era chegar em casa e não importava como.
Caminhamos até o seu carro preto com bancos de couro e partimos.
- Afinal, qual é o seu nome ? - Eu perguntei.
- Marcelo. - Ele disse colocando o cinto.
- O meu é Ellorah, não me sequestre, tenho muito o que viver ainda. - Eu disse rindo para parecer uma brincadeira.
Ele sorriu deixando em evidência suas covinhas, e ligou o som colocando em Poesia Acústica #1, eu instantaneamente soltei um riso, desde quando playboy gosta desse tipo de música?
Encostei na janela do carro e pensei comigo, ótimo de jeito de se passar a virada do aniversário não?
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Restart
Romance" Quando o mal for evidente e o amor se ocultar, quando o peito for vazio, quando o abraço faltar... É hora do recomeço. Recomece a AMAR ".
