Do lado de fora da casa o vento e as copas das árvores estavam em sintonia, no céu as nuvens espessas e escuras encobriam o sol presumindo uma tempestade. Dentro da casa o silêncio havia se assentado entre as paredes frias. Vazia. Seria a palavra usada para descrever a casa, claro, se Ellóa não estivesse trancada entre quatro paredes emanando tristeza e despejando ao seu rosto lagrimas quentes que compôs uma pequena poça que se formou em sua clavícula. Ellóa costumava ser uma garota muito bela com seu cabelo composto por um preto azulado que se estendia ate seu quadril. Com 1,76m de altura e um corpo esbelto, rosto simétrico, com olhos cinza que traziam um ar de mistério no olhar da garota. Mas ser bonita e uma boa pessoa não é sinónimo de aceitação. Em casa não tinha boa relação com a mãe, que era indiferente e distante, frustrando as diárias tentativas de aproximação de Ellóa, tornando assim um relacionamento frio e esquivo. Na escola Ellóa era tratada como estranha sendo cercada com olhares subjugados, sussurros e até mesmo sofrendo violência fisica e moral, e por conta disso sempre se isolava.
Ellóa sofria distimia, quando descobriu em uma consulta psicológica - a primeira e última - que tinha transtorno depressivo persiste se afundou ainda mais naquilo, como pessoas que descobrem que estão com câncer. Ellóa então parou de ir frequentemente a escola, indo apenas duas ou três vezes por semana. Não saia do quarto que havia se tornado o seu ninho; escuro, frio e vazio.
Suicídio, era a coisa que não saia de sua mente, mesmo não indo a escola ainda era humilhada pela mãe que insistia em deixar bem claro que nada era de Ellóa, até a comida ela fazia questão de dizer qie foi comprado com seu dinheiro. Essa era a vida de Ellóa.
Mas nesse dia Ellóa estava decidida a fazer uma escolha que mudaria sua vida.
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Fanciful Suicide
FantasíaEllóa sofria de depressão e isso acarretou a escolha da mesma de cometer suicídio, mas ela não sabia que aquilo era apenas o começo de uma nova experiência
