Contínuo, singular
Vagarosamente a caminhar
Nos trilhos desse trem
Que há de amor, também!
Sou feito de paixões
Das longas, de estações
Das curtas, de carnavais
E das belas, atemporais
Há de amar-me, alguém?
Há de admirar-me, alguém?
Ou não seria capaz
De ser de ninguém?
