Laura e o Entrevistador

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  -Entre... - O rapaz falou em um tom calmo, assim que a mulher abriu a porta o mesmo começou a fita-la, pois era uma mulher linda, os cabelos escuros e os olhos verdes brilhantes que fazia qualquer um se perder naquele olhar penetrante.

-Você que é o rapaz que irá me entrevistar?- Exclamou a bela jovem, num tom de curiosidade no mesmo instante o rapaz concordou com a cabeça e se levantou, estendendo a sua mão para ela, a mesma apertou com certa desconfiança. – Bem, quando poderei começar a falar?- A doce vampira não conseguia esperar mais 1 minuto, estava super ansiosa com isso uma coisa estava bem óbvia no momento, a garota não era igual ao outros vampiros ela era especial de certo modo –Espere um momento Senhorita, ainda tenho que colocar a fita no gravador- no instante que o rapaz terminou a frase começou a procurar pela fita e em seguida a colocar no gravador, e a cada movimento que o rapaz fazia a jovem vampira observava atentamente os movimentos que o mesmo fazia claro que ele tinha estranhado com a jovem o encarando, mas ignorou em seguida.

-Vejo que já arrumou a fita, só precisa ligar- No mesmo segundo a vampira fez um movimento tão rápido para ligar o gravador, que o jovem entrevistador tomou um susto com aquilo, a garota riu da reação dele então continuou: - Tudo aconteceu em 1798, quando tinha apenas 19 anos me recordo de cada detalhe daquele ano principalmente as desgraças que aconteceram para começar bem, naquele ano minha mãe veio a falecer de uma doença maldita a peste negra o meu pai abusava direto de mim por ser a única que estava perto... - O rapaz ficou surpreso com cada palavra que a vampira dizia, naquele momento várias perguntas ficaram em sua cabeça, de tantas perguntas que ele pensou resolveu falar uma - Mas você nunca pensou em fugir?- o mesmo dizia com os olhos arregalados esperando uma resposta da jovem, a mesma começou a rir de sua pergunta. – Óbvio que pensei em fugir, mas eu não iria ficar por muito tempo nas ruas sem nenhum dinheiro, eu queria apenas que ele parasse, mas não tinha coragem, era fraca não sabia me virar sozinha... - Cada palavra que a jovem dizia, o rapaz ficava cada vez mais encantado com o seu jeito de falar, ela havia percebido aquilo então exclamou um pequeno sorriso em sua face e se levantou indo em direção à janela, a luz da lua refletia cada detalhe de seu vestido, era um belo vestido vermelho com detalhes pretos em sua saia o rapaz não parava de observar ela a vampira gostava daquilo de ser observada daquele jeito, a jovem se sentia segura...

-Mas bem, quando ele saia de casa para buscar mais bebida eu também saia escondido para trabalhar e conseguir um dinheiro, pra finalmente sair de lá, mas... Era uma profissão horrível- A jovem quando disse aquelas palavras, coloco a mão sobre seu rosto tentando segurar o choro e ser forte, o rapaz havia percebido aquilo, mas se manteve em silêncio, pois não queria piorar o que ela estava sentindo. – Me desculpe por isso... - exclamou a vampira voltando a ficar de frente a mesa arrumando os seus belos cabelos longos e negros como a noite escura e sombria. –Não tem problema, deve ter sido difícil para você- disse o rapaz meio triste com aquilo, a vampira tinha percebido a sua reação então tomou um fôlego e continuou a contar –Eu era prostituta, era o único disponível para uma jovem de 19 anos naquela época mesmo não gostando, tive que conviver com aquilo por muito tempo da minha vida, mas mal sabia eu que um vampiro estava me observando o tempo todo, observando cada decisão minha, observando o que meu pai fazia comigo...- O homem ficou curioso com tudo aquilo, e resolveu fazer uma pergunta simples –Foi quando você se transformou?- A Vampira riu alto zombando de sua pergunta, ele era meio ingênuo ela percebia aquilo com tanta facilidade, aos poucos foi se aproximando da mesa. -Você é bem tolinho... - num piscar de olhos a jovem já estava na frente do rapaz com um sorriso em seu rosto, o mesmo começou a suar de nervosismo. –Óbvio que ainda não havia me transformado, aquele vampiro estava me analisando... - ela dizia num tom super calma e doce não dava para entender aquela garota era estranha, mas não pelo fato de ser uma vampira... –Mas então uma bela noite, deitada em minha cama escutei gritos do meu pai vindo de seu quarto como a filha dele fiquei preocupada e me levantei o mais rápido que pude, chegando lá vi um homem de pele plácida, muito pálida, os cabelos loiros que encantavam qualquer um, aquele homem tinha algo que me seduzia de uma maneira inexplicável, mas no momento fiquei tão obcecada pela sua beleza que só depois fui perceber que o homem estava sugando todo o sangue de meu pai, eu me assustei e dei um passo para trás e ele havia me escutado... Sinto um medo terrível não conseguia mover um músculo estava completamente imóvel, apenas sentia meu coração batendo forte como um tambor nunca senti tanto medo que nem naquele dia pouquíssimas palavras conseguem descrever o que eu sentia.

O jovem entrevistador havia ficado sem reação as palavras que ela dizia eram muito sérias o mesmo não tinha ideia de como reagir, apenas escutava surpreso, porém com um pouco de desconfiança ele não estava acreditando que ela realmente uma vampira está certo que ela não falou isso em nenhum momento da entrevista mas falou quando estava falando com ele por telefone, mesmo ela mostrando as suas habilidades de criatura da noite ele ainda não estava acreditando muito –Você não está acreditando em nada do que eu falei certo? Mas bem não me importa estou aqui para contar sobre minha historia não para saber o que você pensa- O garoto deu um longo suspiro e voltou a sua postura de origem, óbvio que o mesmo ficou chateado com a resposta que a mesma deu, mas ficou calado como sempre. – Me desculpe por ter sido tão grossa Daniel... Eu não queria... Sinto muitíssimo, apenas fiquei um pouco nervosa, mas continuando de onde parei. – Daniel ficou com um peso em sua consciência ele não queria magoar a vampira, porém permaneceu quieto ouvindo atentamente cada palavra e gesto que a doce vampira fazia. –Aquele homem, tinha escutado os meus passos então logo olhou para trás e me viu dando um grande sorriso com seus dentes sujos de sangue enquanto o meu pai estava jogado no chão sem vida nenhuma, não sabia como reagir apenas fiquei ali observando tudo naquela época era jovem quase não sabia nada sobre o mundo e nem como poderia reagir sobre cada evento que acontecesse, quando menos esperei aquele homem loiro se levantou tão rápido vindo em minha direção, num piscar de olhos estava contra a parede e ele com os seus dentes cravados em meu pescoço...

CONTINUA...

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