Capítulo I

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"Lembre-se de que é possível encontrar a felicidade mesmo num momento sombrio. Basta lembra de acender a luz" - Alvo Dumbledore

Capítulo I

"Três meses... Faltam apenas três meses" Disse em voz alta a mim mesmo enquanto caminha na sala de um lado ao outro. Não acredito que está chegando. Estou com um misto de sentimentos, sinto curiosidade em saber como! E sinto medo por não voltar mais.

‡ Vocês não estão entendendo né? Ou estão no mínimo confusos. Vou explicar a vocês o porque da minha ansiedade‡

Oi! Meu nome é Lunna Strange. Tenho 28 anos e tenho em meu sangue uma maldição... Pse! Uma maldição... Maledictus. Logo falarei sobre ela, mas vou terminar de me apresentar. Sou bruxa e vivo em Londres.

‡um maledictus é portador de uma maldição que atinge apenas mulheres e que é passada de mãe para a filha. Esta herda a capacidade de se transformar em uma fera e está condenada a, em algum momento, viver na forma dessa besta para sempre.‡

Eu sempre me transformei em uma cobra. Nunca tive medo, gosto da minha forma de cobra. Mas o que está me incomodando é que daqui a três meses nunca mais vou voltar a minha forma humana!

Desci da sala, estava de malas prontas para viajar uma última vez. Irei visitar Hogwarts, estudei lá quando pequena. Me lembro como se fosse ontem, quando recebi minha carta, comprei o que precisa e ingressei no expresso de Hogwarts. Decidi que irei me despedir.

‹Na plataforma 9¾›

Embarquei numa nova locomotiva vermelha (essa era para as pessoas que não fossem alunos), estava cheia, com sorte achei um lugar. Entrei no vagão e guardei minha bagagem. Sentei e encostei minha cabeça na janela. Suspirei

“Sentirei saudades disso” Disse em voz alta quando:

"Oi. Posso me sentar aqui" Falou um homem cuja aparência era esbelta. Ele era ruivo e alto, deve ter seus 32 anos.

"Sim, :)" Sorri gentilmente e ele sorriu de volta... Aquele maldito sorriso...

"Sentirá saudades do que?" Perguntou o homem tentando puxar assunto

"Aaa, de nada não. Estava pensando alto" Fiquei um pouco tímida. O que será que ele faria se soubesse o que eu era?

Ele não falou mais nada, apenas sorriu de canto e começou a ler o profeta diário

"Qual seu nome?" Agora, que perguntou foi eu, senti algo estranho quando vi ele, algo que nunca senti antes. "O meu é Lunna Strange" Continuei. Estiquei a mão para cumprimenta-lo

Mas ao envés disso ele beijou minha mão e disse "Robson Tonks". "Mas pode me chamar de Rob", e mais uma vez sorriu.

Encerramos a conversa quando o trem começou a se locomover. Ficamos em silêncio até chegarmos ao destino.

Chegamos. Descemos. E caminhamos juntos até o castelo, ele também iria visitar Hogwarts. Algo dele me fez prender toda a atenção, ele era diferente. Fomos conversando e parece que nos conhecíamos a anos.

‹Dentro de Hogwarts ›

Andávamos pelos corredores, passávamos pelas salas e por fim percorremos todo o interior do castelo.

‹Uma semana se passou›

Eu e o Rob mantemos contato, e nossa amizade foi crescendo. Acho que até mais que isso, me sinto boba e feliz quando estou perto dele, sei que foi apenas uma semana. Mas amor a primeira vista existe. É difícil mas não impossível. E o melhor de tudo isso é que parece ser recíproco.

Convidei ele para jantar em casa hoje, hoje é um dia especial, daqui a pouco tempo me tornarei uma fera para toda a eternidade e preciso que ele saiba, não quero que ele pense que fugi dele...

Preparei o melhor banquete que eu já fiz em toda minha vida, arrumei minha casa e fui me arrumar. Ele viria aqui 21:00 e já era 20:40... Meu Deus, passarei o dia todo fazendo essas coisas e nem percebi as horas, elas voaram mais rápido que o Harry em sua Nimbus 2000. Coloquei um vestido simples e não passei maquiagem, apenas uma base... Estava pronta. Passei perfume e desci.

Não demorou e a campainha tocou. Era ele, ele é pontual.

Abri a porta e eu o recebi com um beijo no rosto, ele estava com um buquê de flores roxas, extremamente raras.

Ele se sentou e logo começamos a comer. Depois de comermos. Comecei a falar

"Eu te chamei aqui, porque quero lhe falar algo muito importante" Falei com receio, como seria sua reação.

"Eu também" Ele falou sorrindo, por que sempre tem que sorrir? Eu achava lindo seu sorriso. "Eu te amo" ele falou tão rápido que eu quase não entendi. Ele parecia ter tirado um peso de suas costas ao dizer aquilo, pois sua face demonstrava alívio.

Não aguentei, comecei a chorar. Ele me abraçou e perguntou 'o que foi'. Em meio seu abraço apertado e entre soluços eu lhe disse

"Eu... Eu, é..." As palavras não saíam, não conseguia falar. Foi quando ele selou nossos lábios. De um modo lento. Meu choro cessou, me senti segura, senti que podia confiar nele...

Respirei fundo...

"Eu sou uma Maledictus"

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⏰ Last updated: Oct 30, 2018 ⏰

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