Parte 1

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Ao vê o nome do Lucas na tela, dispenso a educação e já o atento xingando.

- Tome um porre de vergonha na cara, e venha me visitar logo.

- Nossa, bom dia pra você também. – ri do outro lado. – Como está? lindo dia, não?

- Me erra. – xio

- Trocou a ferradura foi?

- Não tomei café ainda. – digo pegando minha xícara no armário e indo a cafeteira, e assim me servindo de um pouco de café puro, sem açúcar.

- Agora faz sentido. – gargalha.

- Idiota. – rio junto.

Só ele mesmo para aguentar tamanho mal humor meu, já desfiz muitas amizades por conta disso. Lucas me tolera a uma década já, estudamos juntos no ensino fundamental e desde de então não nos separamos.

Não estudamos o ensino médio juntos, eu fui para um colégio público e ele para um particular. Mesmo com esse detalhe, não nos afastamos, pelo contrário, nos aproximamos mais.

- Vou brotar aí, hoje. – avisa. – Satisfeita?

- Muito.

- Precisa arrumar um cara e namorar, essa sua carência irrita. – escuto abrindo a porta do carro.

- Tenho você, não preciso arrumar outro. – provoco.

- Não posso a fazer relaxar do jeito que quer, não mais e sabe disso.

- Infelizmente.

- Vou ir vê a namorada agora e depois volto para me arrumar. Podemos ir almoçar no shopping e depois pegar um cinema, o que acha? – sugere animado.

- Acho que não vai rolar. Estou livre só depois do almoço, mana vai trazer o boy pra apresentar. Apesar de não querer participar, tenho que mostrar que tenho educação, um cadinho, mas tenho. – explico.

- Tá na hora de você levar alguém também.

- Tá na hora de você e minhas tias, tomarem conta da vida de vocês e deixarem a vida. – rebato.

- Toma, Lucas.

- Te amo. – digo mais calma. – Me pega as quatro. Pode ser?

- Te pego sim e com jeito. – comenta rindo.

- Não me atenta, pois quando eu ficar no meu limite e investir pesado na sedução, tu corre. – alerto.

- Não fiz nada.

- Aham, imagina. Vai dá uns pega em sua amadinha que eu cuidarei de mim mesma, com meus dedos.

- Odeio quando faz isso. – diz serio, o que me da vontade de ri. – Agora vou ficar com essa imagem na cabeça.

- Que feio, beijar a namorada, pensando em outra. – zombo, sei que ele não gosta. mas não deixo de fazer, não gosto da namorada dele mesmo.

- Vou nem te responder... nos falamos por mensagem depois.

- Ok, beijos na bunda.

- Beijos na xoxota.

- Vagina, Lucas. Vagina. – corrijo.

- Que seja. – encerra a ligação rindo.

Odeio quando vejo alguém se referindo ao órgão genital, dessa forma. Pela amor, falar vagina não é feio.

Feio é falar : florzinha, xoxota, brotinho, ... 

Aprendam isso de uma vez. 

Obrigada!

De nada.

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