O detetive

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      Ahn, não sei por onde começar, ta só vamos pular aquela baboseira de quem eu sou, ou de onde vim, o que você realmente precisa saber é que sou um detetive, e um dos bons, e que tenho uma história pra contar, um tempo atrás fui a uma festa com os meus “amigos”, está em aspas porque não é bem assim e você entendeu, fiquei do lado de fora, na verdade nem sei que caralhos estava fazendo ali, ate pensei em entrar mas só de ouvir aquela barulheira dei meia volta e voltei para o carro, antes que eu pudesse abrir a porta uma garota me chamou, me virei e meu deus que garota, se você que esta lendo ai for homem pensa naquela sua professora que é uma gata, já se você é mulher pensa naquela menina que você diz ser feia,bem ela tinha um cabelo liso e castanho, olhos verdes, um corpo escultural, mas toda sua beleza foi ofuscada por uma pergunta bem simples : “você tem um cigarro”, bem eu não fumo, mas antes dela ir perguntei qual seu nome, não me lembro, mas não é importante agora, fiquei a observando ir, com sua beleza em minha cabeça acabei perdendo a noção do tempo, só fui tirado  do transe por um chamado no rádio, não sei quanto tempo fiquei ali “parado” mas já estavam me chamando a um tempo. O tal chamado não era longe, na verdade era a umas cinco quadras dali, cheguei e já fui recebido carinhosamente : que porra você estava fazendo, onde caralho você tava, eu tava em digamos que em uma have, odeio meu chefe mas preciso daquele emprego, bem o caso era em um local caindo aos pedaços, entrei um silencio atordoante completamente escuro, apenas uma luz saindo pela fresta de uma porta, estava um pouco angustiado mas abri, é, não devia ter comido mais cedo, Evah, o nome da garota que estava toda mutilada em cima de uma mesa, a mesma garota que tinha acabado de conhecer, seu sangue escorria por todo lugar, era meio difícil descrever o que era cada parte, quem fez isso precisou de um bom tempo e fez um bom trabalho. Como todos os casos desse tipo não foi encontrado nenhuma prova. Sei que disse que não ia contar do meu passado mas agora é necessário, minha infância não foi nada fácil meu pai morreu atropelado após sair de um bar completamente bêbado, minha mae tentou cuidar de mim mas era difícil sozinha e ainda com a perda do meu pai ela acabou em depressão e para “curar” o seu sofrimento começou a fumar, bem como todos sabem uma vida nas drogas dura pouco, com aproximadamente treze anos minha mãe morreu e eu fui para um orfanato, onde cuidarão muito bem de mim, mas a morte da minha mãe eu não esqueço, como uma pessoa pode acabar com a própria vida assim? Essas pessoas não merecem viver, por isso não me arrependo de ter pego aquela garrafa, ver ela puxando mais um maço de cigarros do bouço só me motivava mais, passar os cacos de vidro lentamente em seu pescoço fazia me sentir como um libertador. Como dizia eu preciso desse emprego, meu trabalho pode parecer meio inútil para eles, mas como detetive, para mim é fácil esconder qualquer prova de que já havia passado por ali antes.

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