Prólogo

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Tom Williams joga mais uma pasta sobre a pilha na mesa. Com essa já são vinte e duas, um número relativamente grande considerando que só estamos a uma hora trabalhando nisso. E para minha sorte ou azar, o plano de Tom não parece estar sendo abalado pois ele se direciona a outra pilha e puxa mais uma.

- Darla Dolson, 25 anos, o pai, Samuel Dolson é dono de uma agropecuária. Formada em letras, sem trabalho no momento.

- Mimada sustentada pelo pai - digo entretido com a bola de beisebol em minhas mãos. Uma raridade, vinda direto de home run.

Dylan, servindo- se de uma bebida no canto do escritório arqueia a sobrancelha em minha direção.

- Essa foi rápida, aposto que ele nem saiu do primeiro parágrafo.

Nós dois olhamos para o bom senhor sentado no sofá mais adiante de minha mesa e esperamos a confirmação que vem com um suspiro pesado.

- Duas primeiras linhas.

Com isso, a pequena Dolson é colocada na pilha de reprovação e sorrio satisfeito jogando a bola de beisebol no fiasco que chamo de irmão, tão miseravelmente bom, que a pega com apenas uma mão enquanto a outra leva a bebida a sua boca.

- Senhor Fischer...

- Sim? - nós dois respondemos direcionando-nos um olhar cúmplice.

- Precisa levar isso mais a sério! - ele sim o faz, o que leva a mim suspirar dessa vez.

- Não seja tão duro Tom, precisamos fazer algo para tornar isso mais divertido - Dylan diz em meu auxílio.

- Se a escolha de sua esposa fosse algo divertido, o senhor estaria por ai, farreando e procurando entre as saias de qualquer piriguete.

- É isso que pensa de mim?

Ele levanta exasperado, pronto para pegar outra pasta.

- Melissa Reis, 26, criada pelo pai que a muito custo conseguiu pagar a faculdade de direito em Harvard - me olha antes de continuar, esperando minha sentença.

Felizmente para ele eu não tenho nenhuma objeção quanto a isso.

Estico o braço querendo ver a pasta e ele a trás para mim. Uma bela morena de olhos escuros sagazes e fortes, mas não me parece o melhor exemplo de humildade.

Passo a pasta para Dylan que a examina com precisão.

- Evidentemente uma mulher que gosta de se gabar por suas conquistas.

- O povo não gosta de um sabe tudo - complemento.

- Desisto! - Tom se deixa cair sobre o sofá levando a mão ao rosto.

- Sei que pode fazer melhor que isso Tom - Dylan o anima.

- Se ao menos vocês parassem de competir sobre quem acaba primeiro com as candidatas - Juliane nem se quer levanta os olhos do notebook em sua mesa, às vezes ela é tão silenciosa que esqueço que está presente - Todos temos defeitos, isso é comum do ser humano, se ate a isso e jamais encontrará alguém.

Nem preciso olhar para saber que Tom está se gabando.

- Contudo - ela continua - A senhorita Reis deve ser descartada.

- E eu posso saber o porquê? - Tom exige perdendo a paciência e Juliane vira o notebook para nós.

- Melissa Reis é de outro partido - uma foto dela em um protesto feito pelo mesmo é mais que suficiente para provar isso - Mesmo que ela aceitasse, mesmo que fosse aprovada - ela me encara com tédio, um pequeno aviso para que eu escolha alguém de uma vez - O passado dela arruinaria sua imagem.

A Noiva Perfeita |LIVRO 1Stories to obsess over. Discover now