Eu venho de uma província na Eslováquia, na qual vivi até os 18 anos. Foi quando me mudei para a Holanda, em busca de estudo em uma universidade. Foi lá que conheci meu amigo Peter Crives. Nós estudamos Economia juntos em Roterdã. No fim do curso, nos mudamos para Nova York, onde sonhávamos em entrar na bolsa de valores. Durante a viagem, vieram alguns problemas, como a hérnia de Pete, que o atacou durante o vôo. Teve de ser levado para o hospital, quando fez a conexão com Londres. Ele deveria pegar o próximo voo em 2 dias, quando estivesse bem.
Eu nunca havia viajado pelo mundo ainda, só conhecia Nova York pelas fotos, o Empire State, a Bolsa De Valores, a Estátua da Liberdade. Quando cheguei, me dirigi ao apartamento que havia alugado, no Brooklyn. Era um subúrbio, como de todas as grandes cidades, cheio de crianças nas ruas, brincando, correndo. Bom, não havia muita coisa a se fazer nos anos 70, já que nossas mães nos deixavam na rua o dia todo.
Uma delas chutou uma bola, e ela chegou perto de mim, eu joguei de volta e o menino me agradeceu. Entrei, desmontei minha mala, que no caso era vermelha, cheia de roupas, uma pequena mala com minha vitrola e meus discos. Eu adorava os Beatles, Rolling Stones, o David Bowie e Pink Floyd, estrelas da década.
Esperei os dois dias para que Pete chegasse em casa, ele conhecia melhor a cidade, já havia viajado para lá antes. Ele chegou, de bengala, mas com um sorriso no rosto.
YOU ARE READING
Schizotypal
Historical FictionCarl Cvetko vive em NY e está sempre atrás do dinheiro, vive consumindo drogas, se envolvendo com a máfia e é a representação do ser esquizotipico, que se baseia em Andy Warhol, Laranja Mecânica e as músicas psicodélicas dos anos 70.
