Algum Zé por aí.

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As vezes, as barreiras do tempo se rompem em sensações estranhas,
Então encaramos um vazio, como um buraco negro nas entranhas,
Que queremos apenas ser anestesiados nos vários sentidos,
Mas sentir as sensações é a única forma de continuarmos vivos.

De tantos Zé por aí, o rolê foi chamar quem nem queria sair,
De tantos sentimentos pra sentir, pro amor jamais quis sorrir.
Mas como na loteria, apenas jogamos sem ter esperanças de ser pelo destino escolhido,
Sou apenas um Zé por aí, que gamou no teu sorriso.

Eu estava no meu mundo, era rei e subalterno; só, com minhas várias personalidades,
Mas que merda você fez com teu olhar de simplicidade?
Pois, eu era apenas um Zé perdido, solitário na verdade,
Mas o que sou agora, senão só mais um Zé na sociedade?

De tanto ver os vários tipos de Zé por aí, com seus vários modos de viver,
Tive medo e tive saudade; - por que diabos fui me deixar convencer?
Agora meus olhos só vêem caos, guerras frias sem ninguém pra combater,
Posso até arrancar meus olhos pra não ver, mas deixar o caos e ignorância é também não te ver.

São todos tão iguais, vejo Weber recitando a ação tradicional,
São incapazes de transitar entre razão a fins e a razão de valor moral,
Estranho mesmo é ver todos esses Zé, são muitas sensações pra sentir,
Que mesmo eu sendo estranhamente diferente, sou apenas algum Zé por aí.

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⏰ Last updated: Jul 29, 2018 ⏰

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