Eu nunca havia notado como essa biblioteca tinha tantos livros raros, talvez seja porque eu raramente passara por aqui, mas tudo nessa vida a uma primeira vez, olhando bem isso é uma chatice esses livros velhos e essas pessoas nada agradáveis, com rostos fechados focados nesses livros, esse silencio aquela agonia fazer o que né, até eu preciso tirar notas boas, se eu reprovar meu pai com certeza vai querer me mandar para um outro colégio, mas não posso fazer nada se não consigo me concentrar nesse livro afinal porque eu tenho que aprender geografia, que saco!
— Olá, já estamos na hora de fechar. Olhei para cima uma velhinha me olhava através dos óculos com uma expressão de quem ia me enxotar dali como se tira um bêbado, chato que bebeu todas a ponta pés. Era assim que ela iria fazer para me tirar.
— Está bem —falei me levantando com uma pilha de livros nas mãos.
Depois de pôr um por um nos seus devidos lugares peguei minha jaqueta e fui embora antes que minha cabeça rodasse mais com toda aquela geografia. Tudo que eu preciso agora é de um bom banho, um vídeo game e uma boa noite de sono, afinal nada melhor do que um dia após o outro. Ao sair da biblioteca avistei meu pai do outro lado da rua aminha espera. Ele usava uma camisa listrada sinceramente horrível, uma bota parecida com couro de verdade mais era pura imitação e sua velha caminhonete com uma cor vermelha quase desbotando. — Vamos logo até em casa vai demorar e eu quero chegar antes de ficar escuro.
Entrei no carro sem falar nenhuma palavra estava cansado de tanto ler e acho que meu pai também devia esta dirigir. Da nossa fazenda até o centro da cidade não é o tipo de coisa que uma pessoa goste de fazer o tempo todo.
—Pai —falei sem tirar os olhos da estrada. — Sim? Disse ele apenas.
—Porque temos de morar tão longe da cidade, não é que eu não goste, mas queria saber o motivo você nunca me contou.
— Bem, quando chegarmos em casa eu te conto.
Finalmente eu ia saber o porquê eu sou um único da minha classe que tem que passar horas e horas em um carro para chegar a escola, afinal eu sabia que dinheiro não era o problema, então qual seria o motivo disso, agora é só esperar.
— Eu nunca pensei em me mudar daqui porque essa casa passa de geração a geração e também esse lugar me lembra um dia muito especial, ótimas lembranças.
— Você poderia morar aqui e deixar eu morar na cidade ia facilitar meus estudos e poupar sua saúde e da mamãe também. —Falei apelando pela mamãe. Meu pai sempre fica mole quando se trata dela ou ele a ama de mais ou ela e o "homem' da casa.
— Vou conversar depois com sua mãe se ela concordar a gente se muda daqui dois meses, mas agora vamos entrar.
Sai correndo para dentro do meu quarto numa felicidade incontrolável me joguei na cama como se tivesse tirado um peso dos ombros. Não era certeza que íamos nos mudar, mas havia uma esperança e com certeza eu vou fazer o possível para essa pequena chama de esperança se torne realidade. Desci para a cozinha logo comecei a senti um cheirinho de bolo de milho, fui rumo a cozinha nas pontinhas dos pés como um ladrão no meio da noite é lá estava minha recompensa aquele belo bolo estava me chamando.
Agora era a hora ninguém estava por perto uma beliscada não ia fazer mal algum.
— Ora, ora o que temos aqui — disse uma voz suave que eu conhecia muito bem.
— Olá mãe estou aqui conferindo se o bolo ficou bem melhor que o outro — O que você acha? — Falei. Tentando sair daquela situação.
—É está bem macio—disse minha mãe com uma cara de quem sabia que eu estava mentindo, mas fingia que acreditava.
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Império Magnos e o herdeiro perdido
FantasyAté onde uma pessoa pode ir por amor, por poder, por luxuria ou até mesmo por vingança? Império magnos te dará essa resposta atráves dos olhos de Taylor um garoto de 17 anos, que antes de conquista a garota amada em uma festa de aniversário acaba se...
