Prólogo

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Quando o sol se fez presente no horizonte, eles sabiam que era hora de voltar, para não serem pegos

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Quando o sol se fez presente no horizonte, eles sabiam que era hora de voltar, para não serem pegos. Um ajudava o outro a colocar de volta as roupas. Era bem mais fácil tirar, e prático, do que colocá-las.

Numa hora aquela paixão alucinante, n'outra a plenitude de seus corpos relaxados.

Se era errado? Beira ao absurdo de tão errado. Entretanto, Andrew e Rose se amavam do mesmo tamanho de seus erros.

Ele estava prometido a casar-se com a princesa de Bridal e assim dar continuidade a linhagem de "Sangue Azul".

Ela fora acolhida pela família real de Valdorf – uma das mais tradicionais do reino – quando ainda criança, pois sua mãe já trabalhava no castelo e tera sua vida ceifada muito cedo, sendo assim Rose cresceu e quando pôde, iniciou os trabalhos que eram de sua mãe.

Andrew e Rose foram dois jovens que compartilharam uma breve história de amor, e então a rainha Nicoletta passou a prestar atenção às saídas escondidas do filho. E não acreditou que o mesmo se envolvera com uma criada.

O jovem casal se separou ao chegarem ao palácio de Valdorf, Rose se esquivou rapidamente para os seus aposentos que ficava próximo à cozinha e Andrew para o seu, no terceiro andar.

Mas ao adentrar, Andrew viu sua mãe sentada numa poltrona com feições nada amistosa.

Nicoletta, já ciente do relacionamento do filho com a criada, decide dar um basta e mandar Rose Elizabeth Dixon para o mais longe que puder. Ela estava ali apenas para informar, ao filho, a sua decisão.

(...)

Rose colhia ervas para o pré-preparo do almoço quando uma forte ânsia lhe atingiu o estômago. Aos dezesseis anos ela não tinha ficado doente uma única vez, sempre fora saudável e forte, mas era a terceira vez daquela semana que ela corria para perto do rio e jogava o que nem tinha mais no estômago fora. E sempre no mesmo horário, enquanto pegava as ervas e sentia o cheiro de alecrim.

Naquela mesma noite, Andrew foi a procura de Rose e novamente ela estava colocando os bofes pra fora. Pálida e sem forças, achava que havia contraído algum tipo de doença. O jovem príncipe assustado e temeroso pela sua amada, correu atrás de sua mãe para que pudessem pedir ajuda de um curandeiro local. Mal sabia ele que logo teria um herdeiro.

Mas, Nicoletta suspeitou assim que viu a pobre moça. Por isso, pediu à Andrew ir com um guarda até seu quarto para que ela pudesse cuidar da sua amada Rose.

Andrew Rodolph Valdorf jamais imaginaria as intenções da mãe, e então, selaram um beijo de despedida e ele nunca mais a viu.

Não houveram notícias de Rose, foi como se ela nunca tivesse existido.

Andrew casou-se meses depois com a princesa de Bridal, Rebecca.

Rebecca nunca conseguiu lhe dar herdeiros e, então faleceu, a linhagem dos Valdorf havia acabado com Andrew.

(...)

Longe dali, Rose criava seu filho com um casal de amigos que lhe abrigara.

Pelas palavras de Nicoletta, Rose criaria seu filho bastardo longe do reino, vai que alguém vê a semelhança, e como incentivo a deixar o palácio deu-lhe um colar com o brasão da família Valdorf e assim acreditava que Rose manteria distância.

E Rose obedientemente manteve. E fora enterrada naquelas terras que aprendeu a cuidar e amar. Que alimentou seu filho, que lhe sustentou e cativou um enorme carinho. Rose Elizabeth Dixon deixou Conrado, com apenas três anos, para Christian e Louise Greenwood cuidarem.

Louise sabia quem Conrado era. Christian sabia o segredo de Conrado.

Conrado Alexander Dixon Valdorf era o principal herdeiro.

Nicoletta sabia que ele estava vivo, mas levou para si até o túmulo sete anos mais tarde.

Andrew reinava absoluto e só. Não se casou de novo e acreditava que ali era o fim de Bridal e Valdorf.

Christian e Louise tiveram uma filha. Conrado ganhou uma "irmã".

Todos já sabiam os vossos destinos. Até que Clara acidentalmente acha o antigo colar no meio das coisas de sua mãe.

Ah bela Clara, esse foi o seu pior e melhor erro. Pode apostar.

 Pode apostar

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