Capítulo 1

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- Droga, droga, droga, eu estou aqui a mais tempo do que eu esperava. - disse indo de um lado para o outro - Não se preocupe Fernanda! Ele vai chegar em pouco tempo! - revirei os olhos - Agora eu tô aqui, no aeroporto e estou perdida! Ótimo. Parabéns pra mim! - Suspirei.

- Fernanda? - Alguém me chamou. Me virei e vi um cara trajado descoladamente de terno.

- Não é o pai de santo! - Eu estava com raiva e esse deve ser o que vai me levar para a tal república já que ele esta com a plaquinha. Mais um motivo para eu estar com raiva.

- Que bom, você poderia me ajudar a encontrar uma garot...

- Cala a boca garoto! e me leva logo pro apartamento, tô morrendo de fome!

- Muito educada você ! - ele revirou os olhos. Que lindo...

- Obrigada. Agora podemos ir ou você vai ficar ai me olhando como se eu fosse uma relíquia?

- Vamos! - disse pegando minha mochila.

- Espera ai! - tomei minha mochila dele - Isso é meu, então eu levo ok? - Arqueei uma sobrancelha e sai na frente.

- Ok, madame! - Ele passou na minha frente e ficamos em silêncio até a saída do aeroporto. Segui o cara até seu carro, ele pôs os óculos e abriu a porta do acompanhante, eu balancei a cabeça e entrei. Ele atravessou o carro e adentrou o mesmo. - Então você é a famosa Fernanda?

- Pois é! Pode, pode ir agora? Ou vai me estuprar? - olhei em seus olhos, que olhos!

- Você é linda! - Ele disse me fitando. Ai droga!

- Ah, não! Para com isso, olha eu... hã... eu tenho a bexiga solta e sofro de... - Ele soltou uma gargalhada.

- Eu não vou te estuprar! Apesar de você ser gostosa pra caralho - Ele me olhou de cima a baixo, eu não vou ficar aqui ouvindo isso!

Sai do carro.

- Espera, aonde esta indo? - Ele saiu do carro e começou a me seguir.

- Encontrar o apartamento sozinha! - chamei o táxi. O cara fez um sinal para que o taxista continuasse. - Idiota, viu o que você fez?

- Vi sim, eu fui encarregado de deixá-la no apartamento então eu vou deixá-la no apartamento esta me ouvindo?

- Hã? O que foi que você disse? - comecei a andar e ele veio atrás de mim - Sabe eu sou surda, e evito escutar o que não é importante! - Ele passou na minha frente e me parou.

- O que eu fiz? - exclamou.

- Porque tá me perguntando isso?

- Você é paranóica sabia?

- Amo ser assim!

- Vamos começar de novo? - eu não respondi - Ótimo. Vou considerar o seu silêncio como um sim. - abriu um sorriso torto - Meu nome é Jackson mais pode me chamar de Jack. O seu é Fernanda a grande dançarina da Beautiful Of Dance que vai estudar no meu colégio agora!

- Ah, então o colégio é seu?

- você é muito irritante sabia?

- Já me disseram isso! - sorri sem mostrar os dentes.

- Para de pirraça garota e entra logo no carro antes que eu te deixe aqui!

- Ótimo, tchau!

- Eu tô falando sério!

- Eu também! Quer ouvir? Sériooo...

- Fernanda, por favor quer voltar até o carro pra gente seguir até a república?

- Não! - Eu disse, ele passou a mão no cabelo e me fuzilou com os olhos.

- Argh! Garota teimosa - ele deu um soco na parede, o que me assustou.

- Tá com problemas? - respondi sorrindo, ele me puxou pelo braço até o carro e eu comecei a xingar ele, mais ele ignorou e me jogou dentro do mesmo, idiota, quem ele pensa que é? Não pode fazer isso comigo! - estúpido, covarde, idiota...

- Tá, tá, tá. .. cala a boca que você fica linda! - Olhei pra ele irritada e suspirei.

- Eu não vou calar a minha boca, você não podia ter feito isso comigo, eu...

- O que aconteceu não é importante ok? Viva o seu presente! - Ele disse. O pior é que ele estava certo, tô discontando a minha raiva nele, e eu não posso fazer isso, mesmo que ele seja um insuportável. Suspirei, olhei para ele e depois fechei os olhos.

- Quando a gente chegar, me avisa - murmurei.

- Ok! - Ele disse. Já não gosto desse cara.

- Hei! Fernanda? Acorda, chegamos!

- Caramba deixa eu dormir caralho! - falei irritada.

- Não no meu carro, não acredito que você conseguiu dormir dentro de um carro!

- Que maravilha, mereço presentes por isso! - disse ainda de olhos fechados. Ouvi o barulho do vidro do carro.

- Jackson? Que bom que chegou, eu achei que...

- Não achou nada Angela, porque tudo entre nós acabou! - eu abri os olhos, que insensível.

- Quem é essa piranha? Sua nova namorada? - Ela me olhou com cara de nojo. Olhei para o tal Jackson e depois pra mocreia, vi um copo com um líquido, sorri, abri a porta do carro, peguei o copo, e joguei o líquido em cima dela.

- Piranha é você amor da minha vida! - Ela me olhou furiosa e eu sorri.

- Você vai ver! - Ela gritou com a voz aguda, partindo pra cima de mim.

- Nada de brigar com a novata Angela! - olhei para a direção da voz e vi um ser lindo. Mal deu tempo e a tal Angela puxou meu cabelo, ninguém mexe no meu cabelo, soqueia a barriga dela e mordi seu ombro deixando marcas da minha mão com um tapa em seu rosto. Já haviam pessoas em nossa volta e Jackson me olhava admirado.

- Da próxima vez que tocar em mim, saiba com quem esta lidando, eu não sou uma das garotas daqui não, eu posso até apanhar, mais eu bato e faço sangrar, se eu sentir você olhando pra mim se prepara e deixa o caixão pago ok?

- Ela tá me ameaçando? Jack liga pra polícia! - Angela disse.

- Nem vem, você começou! - Ele olhou para o ser lindo e sorriu - Derick, você pode ajudar a senhorita nervosinha daqui em diante? Tenho um compromisso importante.

- Claro! Pode deixar. - Derick o ser lindo disse. - pessoal, acabou por aqui, sigam o caminho de vocês. Angela, vá se trocar pra não pegar um resfriado! - ele me olhou - novata, me acompanhe! - ele me levou até um elevador e apertou o número 8 para subirmos.

- Então você se chama Derick, certo? - Puxei assunto.

- Sim - Ele abriu um sorriso torto - Você é bastante bonita sabia? - eu sorri sem graça, espera ele me deixou sem graça?

- Bonita é o relativo de feia, então obrigada! - Ele me olhou sem compreender e eu sorri - desculpa, você me deixou sem graça - droga porque eu falei isso?

- Eu é que peço desculpas, seu nome é Fernanda certo?
- uhrg, aparentemente todo mundo me conhece aqui! - Revirei os olhos.

- Quem não conheceria Fernanda Negro?

- Eu não queria conhecer ela.

- Por que não? - fez uma cara esquisita.

- Eu não sou exatamente a garota perfeita que dança benzão pra caralho, eu sou normal, quer dizer, sei lá eu... deixa pra lá, você nunca entenderia.

- Ok, eu n vou lhe forçar a falar nada.

- Ótimo.

Sem Regras, por favor!Stories to obsess over. Discover now