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A vida e engraçada. Ela nos coloca em cada situação... boas, ruins... e sempre que perguntamos o por quê, a resposta vem de vários modos, um pra cada pessoa, alguns até recebem igual como o clássico:
         " a vida e assim mesmo".
Porém... ela nunca nos satisfaz.
Não importa fingir que ela é  o suficiente, porque em algum lugar da sua mente, você sabe que está enganando a si mesmo.

Pode parecer coisa de gente clichê,mas, isso aconteceu comigo aos 5 anos de idade.
Oi meu nome é Victor, eu moro na Califórnia com minha mãe Sheron e minhas irmãs Morgan e Greta.
Eu não tenho pai, ele nos deixou quando eu nasci.
Bom... vamos direto ao assunto, vocês provavelmente devem estar pensando, qual e a minha história?
Por que eu estou aqui falando sobre as situações que a vida me leva?
Bom meus caros leitores, eu, sou aquilo que chamam de "milagre", pois, eu nasci de um aborto que... na minha opinião deve ter sido a causa pela qual o meu pai abandonou minha mãe.
E sim, ela me odeia por isso, só quem me ama naquela casa, são as minhas irmãs.
E eu não posso culpar minha mãe por nada, eu sou um erro, uma desgraça, eu sou um merda mesmo.
Mas, vamos parar de enrolação e contar logo como tudo começou...
Como eu disse... eu tinha 5 anos quando aconteceu, eu tinha acabado de "fugir" de um dos churrascos que a família da minha mãe faz todo fim de ano pra comemorar, eu estava chorando e com um corte de 45cm nas minhas costas, que estava manchando a camiseta quadriculada vermelha que eu vestia, a causa do corte? Minha mãe, ela teve um dos seus famosos surtos e pegou o garfo que meu tio Mark estava usando na churrasqueira e avançou sobre mim, enquanto eu estava virado e falando com meus primos Daniel e Ricardo,meus únicos amigos.
Vendo o que acabará de acontecer, minha tia Gemma, partiu pra cima da minha mãe e tirou o garfo na mão dela, a mesma parece ter acordado de um transe, pois quando olhou a marca em minhas costas, começou a berrar pedindo perdão. Era óbvio que eu não a ouvi e comecei a correr sem rumo pro campo que ficava atrás da casa.
Eu sentei em baixo de uma árvore e comecei a chorar.
As lágrimas caiam silenciosas, mas, a dor estava gritando em minhas costas.
Continuo afogado no meu pequeno sofrimento até que... sinto ser abraçado por mãos delicadas que acariciavam minhas costas de maneira que a dor passase e afagava meus cabelos de forma gentil e lenta.
Abro os olhos e vejo que é Hugo, ele era um primo adotado, ele era irmão de consideração de Daniel e Ricardo.
Sempre me tratava bem e cuidava de mim quando eu chorava durante momentos como esse.
Ele não tirava a feição preocupada do rosto, os olhos verdes focados em mim que agora não chorava mais, lentamente desvio o olhar a seus lábios e vejo um pequeno sorriso se formar, eu não entendia o por que, até sentir minhas bochechas quentes, eu havia corado.
Não entendo até o hoje o por que de seu riso, eu corei, todos fazem isso um momento da sua vida que se sentem envergonhados não? Bom, ele me estende a mão e fala de modo doce e calmo.
_ vamos... ela não fez por mal, sabe disso! E se... você se sentir com medo eu, o Dani e o Ri, vamos estar com você... então vamos?
Eu não sei como umas simples palavras vindas dele podiam me dar tanta paz e segurança. Eu apenas aceitei sua mão e vi seu sorriso crescer.
Me levantei e fomos de volta pra festa, chegando minha mãe não estava. Ótimo, foi embora e esqueceu o filho pra trás né? Novidade, estava começando a ficar triste, quando minha tia Gemma vem até mim e fala de forma doce e calma como Hugo havia falado- pelo menos já  sei a quem ele puxou.

Ela disse:

_ sua mãe querido...bem, ela te deixou dormir aqui durante uns dias... ela, precisa... sabe...

Eu sei, ela não me quer por perto. Bom, pelo menos concordamos que eu e ela temos isso em comum no momento.
Eu apenas assenti e me virei tendo a imagem de um Hugo sorridente, pulando animadamente pela notícia.
_ que bom! Agora vamos ter mais tempo pra ficar juntos!

Eu confesso que corei ao ouvir suas palavras, mesmo sendo de uma criança, me fizeram repensar se estava triste ou feliz por minha mãe ter me largado.
Ele se afastou e foi até os irmãos, eu corri até minha avó e fiz uma pergunta um tanto quanto adulta a ela.
_ vovó, por que a vida me trás coisas ruins e boas?

_ oh querido, a vida e assim mesmo.

E foi nesse momento que eu percebi uma sanção de insatisfação, com aquela resposta.
Ela não havia me respondido com clareza! E aquela pergunta que havia feito a ela martelou na minha cabeça o resto do dia.
Então hoje, eu, com meus 15 anos, tenho buscado uma resposta sozinho que possa me satisfazer de maneira que essa pergunta nunca mais venha até mim.

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