Poeira de retalhos falhos
Dos usuários que se permitiram sentir em algum momento
E fugir desse marasmo artístico que permito quando não ingiro rios de tinta em minha alma
Vinho tinto às nove em casa
Se podes
Me ajude a traçar a fuga dessas pausas que me param
Atropelado por paradigmas
Enojado dessa melancolia
Vômito esse padrão
Vou matar esse padrão
Ao estilo Jack
Frio nesse mundo Halloween
Coração mecânico que ao ver o amor se entrelaça com o doce fim
Veio como Serafim
Incendei esses livros
Eu quase morri com o espectro de um mundo estético
Mas o calor poético me fez respirar
O meu amor por mim fez eu continuar
Mesmo que a morte me beije na próxima esquina
A vida me abraçou
Amor por ela
Ódio por essas depressões que me acidentam
Se eu me afasto não é por mal
Preciso de espaço para atravessar meus paralelos e não ficar para trás
Me refugiando em literaturas
Escapando dessas realidades sem contextos
Às vezes parece que estou espancando os meus medos
Alguns revidam
Para eu me refugiar na engenharia dos seus freios
Mas não posso me espelhar no meu reflexo imóvel para sempre
Que vem como devaneio
Me vejo sempre de modo imperfeito
É o que somos
Mas o grafite dessas tempestades se fazem fortes nas texturas em que escrevo
Nos planetas que me chegam
Que continuemos enquanto podermos aguenta-los
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Poeira e versos
PoetryOnde mergulho em fragmentos de versos e poeira que tenho como refúgio
