"AMÉM!"
foi isso que eu gritei quando me trouxeram mais uma lata de cerveja.
Eu vou usar um pseudônimo, pois não irei revelar meu nome. Não é seguro. Me perdoem a ignorância.
Irei usar "chloe" para tudo e todos aqui, meu nome é "chloe".
Isso é um conto real, uma vida, sou eu.
Minha primeira bebedeira foi em uma idade aproximada a que estou agora. Não me orgulho disso. Eu saí com uns colegas para uma festa, acabei no hospital, minha primeira tragédia realmente grande foi essa.
Eu quase morri várias vezes mas esse não é um fato ta o relevante, eu gosto do perigo.
Ultimamente eu tenho visitado muito o consultório de vários e vários médicos. Uma infinidade de especialistas... até uma psicóloga que acha que eu quero morrer. Elas está completamente cheia de razão. Não me entenda mal, gosto da minha família, gosto da minha condição, gosto da escola de prestígio onde estudo. Minha vida seria considerada perfeita, se não fosse minha.
Vou me descrever. Chloe, 1,67. Pele severamente clara. Cabelos castanhos claros. Descuidada é desastrada.
Já tentei milhares de vezes escrever algo aqui, mas não tenho seguidores, nem visualizações, e nem nada que me motovassem a continuar, nada. Sempre fui Boa com a dissertação, admito. Nunca fui Boa quando o assunto caminha para onde eu odeio: mesmisse.
Não que eu não goste de clichês, longe de mim, sou uma pessoa comum, gosto de romances, porém minha vida não é nada romântica, se você quer saber.
Pilha de nervos, é como eu sou. Nada me descreve melhor do que uma pilha.
Você geralmente usa uma pilha. Até a energia dela acabar.
Eu sou uma pilha carregavel. Odeio isso. Sou usada. E aí me colocam pra carregar outra vez. Quando já está muito carregada, sou jogada fora...
Na verdade hoje eu queria descrever meu dia, começar por datas, para não me perder, ou a vocês, se é que alguém lerá isso.
Era começo de março. Eu namorava, e até que estava tudo ok.
Fiquei doente. Causa: também quero saber.
Enfim, eu estava internada -merda-, odiava o cheiro da u.t.i, aquele cheiro me deixava com náusea. Eu tive que usar fraldas -porra- eu odiava a comida. Eu emagreci muitos quilos, os quais já recuperei. Mas, apesar de tudo, tinha meu namorado, meu primeiro namorado, o qual dizia ser preocupado comigo. Eu acreditava, Deus! Eu acreditava cegamente. Nunca falei "eu te amo" para ele. Eu não gosto de falar isso, e sinceramente, só falei para minha família. Amigos também são família certo?. Bom, era mentira. Tudo. Era tudo uma mentira contada detalhadamente bem;
Minhas amigas, meus amigos, todos eles o viram me traindo, e, merda, com a ex-namorada dele.
-moida;
-despedaçada;
-cansada;
-desgraçada.
Eu era tudo isso e mais um pouco, amor.
Isso foi horrível e ainda é. Doi. E então, "AMÉM! Mais um copo desse desgosto amargo, por favor garçom".
Eu cansei. Eu desisti. Eu não lutei, eu só deixei ir. Eu não chorei. Eu não senti nada, eu estava como sal e mar. Salgado e calmo. Salgado e impetuoso. Salgado e gélido. Não sentia nada, eu estava literalmente passiva agressiva. Eu amava e odiava isso. Não adiantava negar, eu amava a sensação de cansaço, eu amo a sensação de que eu vou desistir e desabar a qualquer minuto, eu amo a sensação de que uma hora, qualquer hora, eu vou explodir, como a relação de Naomi & Ely. E isso doía.
Falando em Naomi e Ely, eu gostaria de esclarecer que minha lista de "não beijos" se tornou dolorosamente estranha. E merda, eu odeio.
Primeira pessoa a não beijar:
-meu ex; aquele mesmo que acabei de descrever;
-pessoas que minhas amigas gostam;
-pessoas que eu gosto.
Isso me deixa confusa. Estranhamente perdida.
Por que não posso beijar quem eu gosto?
Medo.
Minha escola está repleta de casais. Todos se amando. Eu acho que eles estão fingindo o tempo todo.
Como podem? Se amar tanto?
Não é possível.
"AMÉM. MAIS UM COPO DE NEGAÇÃO E DESGRAÇA PRA MIM GARÇOM, TRAGA UM CERVEJA TAMBÉM, para eu tirar o gosto amargo da angústia do céu da minha boca, e então dormir ou ficar atônica, até cair- me de bêbada".
Chega.
Acabou.
Em falar em acabar. Já foram rebaixados por suas aparências, e riram, pois não tinham uma reação adequada para aquele momento, e então, quando chegou em casa desabou? Não? Que sorte amigo. Que sorte.
Meus AMIGOS fizeram uma classificação, nossa, eu ganhava três pontos pela minha bunda, três pontos por ser divertida, e mais dois pontos por ter um rosto consideravelmente feio é inadequado, enfim, ganhava mais dois pontos por ser amiga. Porém, eu perdia três pontos, pois não gostava que falassem mal de mim, ou falassem besteiras sobre as minhas doenças. Perdia mais um ponto do rosto, por os mesmos motivos os quais eu o ganhei. Em uma classificação, feita por meninos, eu sou uma seis de dez.
"Nossa, chloe, isso não é motivo para se odiar ou desabar..."
Tudo bem não é. Porém, ser segunda escolha, ter muitas doenças, ser rebaixada, não aguentar conviver comigo mesmo ou meu corpo, não aguentar comer, ser tão enfiada nos estudos pra poder fugir da vida e mesmo assim ir péssima em provas por não saber lidar sob pressão é péssimo, amor, não experimente, o gosto é ácido. Não é como o pirulito dipnlik. É como o chiclete baba de bruxa. Doi só de lembrar o gosto. A glândula salivaria sobe, e você saliva só de pensar no bendito chiclete.
Tudo que eu escrevi não é nem a um parágrafo da minha vida, é uma simples vírgula, que utilizada corretamente, causa um sentido totalmente diferente à frase.
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Iai, como vão?
Eu queria explicar que isso aqui é um livro totalmente sem nexo, esse livro é a minha vida. Como eu me sinto. Como eu penso, e sinceramente ele pode virar um conto, ou pode ser apenas, eu, chloe, sendo eu. Se eu tiver algum leitor, opinem, ou votem, ou comentem o que eu euvo fazer na verdade.
Contar tudo sobre mim, até meus sonhos e desejos mais estranhos.
Transformar em um conto.
Obrigada pela atenção...
Com amor, chloe. ❤❤❤❤
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com amor, vida
Randomuma vida tragicamente desastrosa, tragicamente vulnerável, tragicamente bêbada e tragicamente trágica... isso não é uma história de amor, queria eu que fosse. isso é uma história. apenas uma história.
