Arabela é uma mulher muito forte e independente. A mais nova caloura na faculdade de teatro, mas não sabe o que a espera quando seus demônios insistem em voltar do seu passado e ameaçam desvendar seu segredo.
Benjamin é um homem inteligente, bonito...
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Arabela Dias atuais
Entro correndo em casa e quando vou fechar a porta, meu celular toca e eu me assusto. Olho pra tela e vejo que é minha mãe. - Oi Mom.... - Droga, eu não queria atendê-la. - Porque raios você não está na boate? - Ela fala gritando comigo. - Mom, eu preciso de uma folga. - Desde que minha mãe descobriu que eu sou a dancarina secreta da boate, ela tem me explorado, me levado à exaustão. - Sua folga é só na segunda, Arabela. - Mom, tem um mês que eu não tenho folga. - Na verdade, eu queria folga da minha mãe. - Arabela, você sabe que estamos em alta temporada. - Não quero saber, só volto na segunda pra ensaiar. - Desligo na cara da minha mãe, tomo um banho e vou dormir. Passo o resto do final de semana em casa e quando vejo, já arrumei todas as minhas malas no mini closet e peço pizza. Devoro tudo e desmaio.
Acordo e olho no relógio na cabeceira da cama. 08:30. Ah, ótimo. Estou atrasada para o meu primeiro dia. Me arrumo e vou em direção ao prédio da minha primeira aula. Não sei se falei, mas eu morava com a minha mãe até o ano passado e agora eu moro no alojamento da faculdade. Então é bem próximo aos prédios centrais. Só tem um detalhe, minha aula começa às 08:00 horas. Agora estão todos olhando pra mim. - Bom começo, Arabela! - Digo pensando alto. - Desculpe, a lanchonete tava lotada. - Minto. - Pode entrar. Qual é o seu nome? - Diz um homem muito bonito e com voz forte. - San Roman, Arabela San Roman. - Digo paralisada. - Pode se sentar, escolha um lugar.
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Benjamin
- Obrigada! - Arabela diz e se senta. Fico olhando pra ela, me parece que já a conheço. Só não sei de onde! - Bom, já que estamos todos aqui, acho melhor continuarmos. - Falo e vou andando pela sala. - Como estava dizendo, essas aulas serviram para saber se nós temos ou não um talento para o teatro. Vamos nos despir com palavras e reconstruir personagens inimagináveis. Essas aulas serão nossa libertação. E faremos bastante exercícios de convivência e conhecimento... - Olho pra frente e vejo uma ruiva com a mão levantada. Faço sinal com a cabeça para que ela fale. - Posso perguntar uma coisa? - Diz empinando os peitos em minha direção. - Claro, fique à vontade. - Por que é tão bonito? - Diz em voz alta, querendo chamar atenção. - Não sei, mas obrigado. - Olho pra cima e encontro o olhar de Arabela envergonhada. - Bom, quero saber o que os motivaram para serem atores!
Arabela
- Eu escolhi essa profissão porque quero me encontrar e claro, porque tenho um professor gato. - A ruiva fala alto novamente. Essa quer concerteza chamar a atenção do professor. - Deixe sua opinião para si mesma. Mas por que razão quer se encontrar? - fala o professor. - Para ser conhecida, é óbvio.... - Ela diz e nesse momento o sinal bate. Todos saem da sala correndo, como não sabia o que fazer, vou andando até a porta. - Espera! - Ouço, olho pra trás e vejo meu professor. - Eu acho que conheço você. - Ele diz e me olha de lado. - Não me lembro. - Digo.